MIS em Cartaz


Década de 1960

Inauguração do MIS

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Inauguração do MIS. Carlos Lacerda assina o livro de presenças no dia da inauguração do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro em 03 de setembro de 1965. À esquerda, o radialista e crítico musical Maurício Quadrio.
Acervo MIS RJ. Setor Institucional.

Inauguração do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro em 03 de setembro de 1965. Primeiro museu de imagem e som do Brasil, o MIS foi criado como parte das celebrações do IV centenário da cidade do Rio de Janeiro. Idealizado por Carlos Lacerda, governador do antigo estado da Guanabara, e criado graças aos esforços de Maurício Quadrio (à esquerda) e Ricardo Cravo Albin, que viriam a ser os dois primeiros diretores da instituição respectivamente. O MIS RJ foi o primeiro centro de memória audiovisual do país.

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Coleção Augusto Malta

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Multidão na inauguração da Exposição do Centenário da Independência. O edifício do Pavilhão do Distrito Federal, em 1965, passaria a ser a sede do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Foto de Augusto Malta, 1922.
Acervo MIS RJ. Setor Institucional.

Coleção comprada pelo Estado da Guanabara, por meio do antigo Banco do Estado da Guanabara (BEG), para compor o patrimônio inicial do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.

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Coleção Almirante

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Almirante atende a jovens pesquisadores em seu arquivo, no anexo do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Foto de Luiz Alberto de Andrade, 09/1969.
Acervo MIS RJ. Coleção Almirante.

Coleção comprada pelo Estado da Guanabara, por meio do antigo Banco do Estado da Guanabara (BEG), para compor o patrimônio inicial do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.

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Coleção Guilherme Santos

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Carnaval na Avenida Beira Mar com destaque para o desfile de foliões fantasiados em carro aberto. Foto de Guilherme Santos, 1922.
Acervo MIS RJ. Coleção Guilherme Santos.

Coleção comprada pelo Estado da Guanabara, por meio do antigo Banco do Estado da Guanabara (BEG), para compor o patrimônio inicial do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.

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Coleção Lúcio Rangel

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Jornalista Sérgio Cabral ao lado do crítico e jornalista Lúcio Rangel, do compositor, poeta e produtor Hermínio Bello de Carvalho e da cantora Clementina de Jesus, 1977.
Acervo MIS RJ. Coleção Sérgio Cabral.

Crítico, jornalista e pesquisador musical, Lúcio do Nascimento Rangel nasceu no Rio de Janeiro, em 17 de maio de 1914. Foi responsável pela criação da Revista da Música Popular, que mesmo tendo curta duração (1954-1956), marcou época como espaço de discussão de temas relacionados à MPB e que também contou com a participação de grandes nomes da literatura e pesquisa musical, como Manuel Bandeira, Sérgio Porto, Ary Barroso, Marisa Lira, Almirante, Guerra Peixe, Nestor de Holanda, Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Haroldo Barbosa, Jota Efegê, entre outros. Colaborou com os jornais A Manhã, Jornal do Brasil, Diário de São Paulo e Estado de Minas. Assinou também seções especializadas em música nas revistas Manchete, A Cigarra, Senhor, e outras. Entre janeiro e março de 1960, publicou série de 10 artigos para a seção Discoteca Mínima da Música Popular Brasileira, do suplemento dominical do Jornal do Brasil. Em 1962, lança o livro Sambistas e chorões: aspectos e figuras da música popular brasileira. Na década de 1980, a Funarte instituiu em sua homenagem o Projeto Lúcio Rangel, responsável pela publicação de vários trabalhos de pesquisadores da MPB.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 13 de dezembro de 1979.

A coleção Lúcio Rangel é constituída exclusivamente por documentos sonoros.

Coleção comprada pelo Estado da Guanabara, por meio do antigo Banco do Estado da Guanabara (BEG), para compor o patrimônio inicial do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.

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Coleção Maurício Quadrio

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Ary Barroso abraça Heitor Villa-Lobos após receberem a Comenda da Ordem do Cruzeiro do Sul, em cerimônia que contou com a presença do então Presidente da República Café Filho, 1955.
Acervo MIS RJ. Coleção Almirante.

Maurício Quadrio nasceu em 7 de setembro de 1920, em Roma, na Itália. Radialista, crítico musical, produtor de discos e documentarista, foi um dos idealizadores e primeiro diretor do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Começou a colecionar gravações em fitas de áudio quando chegou ao Brasil, em 1950, vindo da Itália.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 23 de janeiro de 2003.

A coleção Maurício Quadrio é composta por fitas de áudio contendo trechos de músicas clássicas e de vozes de figuras internacionais famosas do século XX, tais como Sarah Bernhardt, Andrés Segóvia e Toscanini.

Coleção comprada pelo Estado da Guanabara, por meio do antigo Banco do Estado da Guanabara (BEG), para compor o patrimônio inicial do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.

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Criação do Selo MIS

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Capas dos dois primeiros discos lançados pelo selo MIS.
Carmen Miranda – a pequena notável. Acervo MIS. Coleção Sérgio Cabral.
Noel Rosa, 2ª ed. Acervo MIS. Coleção MIS.
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Capas dos dois primeiros discos lançados pelo selo MIS.
Carmen Miranda – a pequena notável. Acervo MIS. Coleção Sérgio Cabral.
Noel Rosa, 2ª ed. Acervo MIS. Coleção MIS.

O selo MIS foi pensado quando dos trabalhos de criação do próprio Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro e, já em novembro de 1965, foram lançados os dois primeiros discos com o selo da instituição, produzidos pelo jornalista e musicólogo Ary Vasconcelos: Carmen Miranda e Noel Rosa. A cerimônia de lançamento contou com as presenças Aurora Miranda, irmã da “Pequena Notável” e da viúva de Noel, Lindaura Rosa. Os primeiros discos com o selo MIS possuíam a denominação de “Publicações Fonográficas do Museu da Imagem e do Som”. A logomarca inicial era a sede do Museu da Praça XV, depois, passou a ser usada a logo criada pelo jornalista, cartunista e multitalento Ziraldo Alves Pinto.

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Coleção Depoimentos para a Posteridade

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Compositores Donga, Pixinguinha e João da Baiana posam para foto.
Acervo MIS RJ. Coleção Sérgio Cabral.

O MIS produz, desde 1966, a coleção especial Depoimentos para a Posteridade. São gravações, em áudio e vídeo com personalidades vinculadas aos diversos setores da cultura. Até o momento, são aproximadamente mil e cem depoimentos que perfazem mais de 4 mil horas de gravação. A série histórica é inaugurada com o depoimento do compositor, cantor, passista e instrumentista João da Baiana, em 24 de agosto de 1966 e contou com a participação de Ricardo Cravo Albin, Hermínio Bello de Carvalho e Aloysio de Alencar Pinto, além de músicos, amigos, estudiosos e imprensa.

Em 2013, o MIS concluiu um novo projeto intitulado Memória do MIS. Foram tomados depoimentos de seus ex-diretores e presidentes que subsidiaram a pesquisa sobre a história da instituição.

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Criação do primeiro LP de sambas-enredos das escolas de samba do Rio de Janeiro

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Capas dos discos pioneiros de sambas-enredos As dez grandes escolas cantam para a posteridade seus sambas-enrêdo de 1968 e Festival de samba: Sambas enredo das escolas de samba de 1968.
Acervo MIS RJ. Coleção Hermínio Bello de Carvalho.
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Capas dos discos pioneiros de sambas-enredos As dez grandes escolas cantam para a posteridade seus sambas-enrêdo de 1968 e Festival de samba: Sambas enredo das escolas de samba de 1968.
Acervo MIS RJ. Coleção Hermínio Bello de Carvalho.

Em 1968 foi lançado o primeiro disco de samba-enredo: As dez grandes escolas cantam para a posteridade seus sambas-enrêdo de 1968. Idealizado por Ricardo Cravo Albin e gravado pelo Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, o disco de vinil com os sambas-enredos das dez escolas de samba do Rio de Janeiro foi um marco da cultura brasileira e continua até hoje sendo anualmente lançado, ainda que em outros suportes. Contudo, é necessário registrar que antes do disco gravado pelo MIS, foi lançado pela DiscNews, o Festival de samba: Sambas enredo das escolas de samba, mas com sambas de apenas seis escolas. O do selo MIS foi além e gravou em um álbum os sambas de todas as agremiações do grupo especial, definindo o formato dos álbuns seguintes.

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Coleção MIS

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Bibi Ferreira durante a peça teatral “Gota D’ Água”, abraçada a crianças não identificadas.
Na peça, Bibi Ferreira interpreta Joana. “Gota D’água”, escrita por Chico Buarque e Paulo Pontes, foi inspirada em Medeia, tragédia de Eurípides, e adaptada à realidade social e cultural brasileira da década de 1970. Com direção de Gianni Ratto, Gota d’água estreou em dezembro de 1975, no Teatro Tereza Raquel, no Rio de Janeiro.
Acervo MIS RJ. Coleção MIS.

O MIS produz sua própria coleção desde que surgiu. Atualmente disponibiliza quase 19 mil itens entre documentos audiovisuais, iconográficos, partituras, sonoros, objetos tridimensionais e de biblioteca, sobre os mais variados temas e manifestações artísticas: música, cinema, teatro, literatura, poesia, artes plásticas, esportes, rádio, televisão, carnaval, história fluminense e da cidade do Rio de Janeiro, revelando hábitos e costumes de sua gente.

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Década de 1970

Coleção Rádio Nacional

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Marlene e Emilinha Borba na capa da Revista da Rádio Nacional, 09/1950.
Acervo MIS RJ. Coleção Luiz Carlos Saroldi.

A Coleção Rádio Nacional abriga parte do acervo histórico da emissora que durante mais de vinte anos, nas décadas de 1940 e 1950, foi líder absoluta de audiência na chamada época de ouro do rádio brasileiro. São programas de auditório, como os de César de Alencar e Manoel Barcelos, programas de calouros, programas musicais com os ídolos da época, radionovelas famosas, como O Direito de Nascer e Em Busca da Felicidade, e as transmissões do famoso Repórter Essoa testemunha ocular da história, e suas emocionantes edições extraordinárias, na voz do famoso locutor Heron Domingues.

A coleção foi doada ao MIS em 1972 e é constituída por milhares de discos, roteiros de programas escritos por importantes nomes do rádio brasileiro, como Almirante, Renato Murce, Paulo Tapajós, Fernando Lobo e Max Nunes, além de partituras de grandes orquestras, assinadas por maestros e arranjadores famosos como Radamés Gnattali, Guerra Peixe, Lírio Panicali, Léo Peracchi e Moacyr Santos.

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Coleção Jacob do Bandolim

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O bandolinista Jacob do Bandolim e a cantora Elizeth Cardoso se apresentam no Teatro João Caetano, em 19 de setembro de 1968. O show foi realizado em benefício do MIS e contou com as participações de Elizeth Cardoso, Jacob do Bandolim e seu Época de Ouro mais o conjunto Zimbo Trio. Deste show foram produzidos dois LPs pelo selo MIS. Acervo MIS RJ. Coleção Jacob do Bandolim.

Jacob Pick Bittencourt, conhecido como Jacob do Bandolim, nasceu em 14 de fevereiro de 1918, no Rio de Janeiro. Ganhou seu primeiro bandolim na adolescência e, apesar de ter tocado em diversos conjuntos instrumentais desde cedo, nunca se profissionalizou totalmente, tendo sempre outros empregos não relacionados à música.

Tocou nas mais importantes rádios da época, entre elas a Mayrink Veiga, Cajuti, Fluminense e Rádio Nacional, e participou de gravações históricas como a de Ataulfo Alves para a música Ai, que saudades da Amélia (Ataulfo Alves e Mário Lago) e a de Nelson Gonçalves para Marina (Dorival Caymmi).

Considerado um dos mais puros solistas de nossa música popular, Jacob é autor de chorinhos clássicos como Remelexo, Doce de coco, Treme-treme e Bole-bole. Dotado de extraordinária capacidade de improviso, harmonia e musicalidade, verdadeiro virtuose do bandolim, dominava o instrumento em execuções magníficas, graças às inflexões e aos recursos sonoros que utilizava.

Faleceu em 13 de agosto de 1969, no Rio de Janeiro.

A coleção Jacob do Bandolim, fruto de sua dedicação à pesquisa da música popular brasileira, particularmente das origens do choro, foi comprada pela Companhia Sousa Cruz e doada ao MIS RJ em 1974. É composta por milhares de documentos, entre partituras, scripts, correspondência, discos, fotografias e objetos tridimensionais – entre os quais sua máquina de escrever e sua indumentária de casamento – além de livros, catálogos, revistas e recortes de jornais. De lá para cá, seu arquivo foi organizado, catalogado e digitalizado, graças às parcerias do MIS com o Instituto Jacob do Bandolim, e muitas homenagens lhe foram feitas, bem como suas obras foram pesquisadas e lançadas.

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Coleção Elizeth Cardoso

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Elizeth Cardoso e Elis Regina em coquetel do Zimbo Trio em São Paulo.
Acervo MIS RJ. Coleção Elizeth Cardoso.

Elizeth Moreira Cardoso nasceu em 16 de julho de 1920, no Rio de Janeiro. Desde criança gostava de cantar, participando com a sua família da vida musical da cidade. Aos 16 anos, apresentou-se no Programa suburbano, da Rádio Guanabara, sendo contratada para um programa semanal nessa rádio; na Rádio Educadora, no programa Samba e outras coisas; e na Rádio Transmissora, no programa Rádio novidades, dentre outras emissoras. Em 1939, formou uma dupla com Grande Otelo no quadro Boneca de piche. Trabalhou em circo, participou de filmes e era disputada por todas as casas noturnas do Rio de Janeiro.

Uma das maiores intérpretes da música popular brasileira, Elizeth Cardoso, conhecida como A divina, alcançou a consagração nos anos de 1950, quando gravou grandes sucessos como Canção de Amor (1951) e Canção a Meia-luz (1955). Em 1958, seu disco Canção do amor demais, com músicas de Tom Jobim e Vinicius de Moraes e acompanhamento ao violão de João Gilberto, foi considerado o marco inicial da Bossa Nova.

Um dos grandes momentos de sua carreira artística ocorreu em 1968, quando se apresentou no Teatro João Caetano, com Jacob do Bandolim e seu conjunto Época de Ouro e com Zimbo Trio, em espetáculo promovido pelo Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.

Faleceu em 7 de maio de 1990, no Rio de Janeiro.

A coleção Elizeth Cardoso, doada em 1979 ao MIS RJ pela própria cantora, é composta de partituras; documentos iconográficos, dos quais mais de 1.300 fotografias de shows no Brasil e no exterior; roteiros de programas de rádio, televisão e espetáculos musicais; objetos tridimensionais – incluindo troféus, placas, medalhas e indumentária usada em suas apresentações; discos; fitas de áudio e documentos textuais – incluindo convites, telegramas, cartas, roteiros, contratos de trabalho e recortes de jornais sobre sua trajetória artística.

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Década de 1980

Coleção Salvyano Cavalcanti de Paiva

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Grande Otelo e Oscarito em cena referente ao filme “Matar ou Correr”, 1954.
Acervo MIS RJ. Coleção Salvyano Cavalcanti de Paiva.

Jornalista e escritor, Salvyano Cavalcanti nasceu em Natal, RN, em 29/09/1923. Iniciou a sua carreira como crítico de cinema na antiga revista A Cena Muda, tendo se especializado nessa atividade também em outros jornais e revistas como A Folha do Rio, Senhor, O Globo, O Correio da Manhã e na Rádio Jornal do Brasil. Em 1953, publicou, na revista Manchete, um estudo sobre o cinema brasileiro.

Foi fundador e diretor do Círculo de Estudos Cinematográficos e da Associação Brasileira de Cronistas Cinematográficos e dirigiu a Divisão de Fomento do Filme Nacional do Instituto Nacional de Cinema.

Autor da tese Cinema e cultura brasileira, participou ativamente de congressos sobre o tema e publicou, entre outros, os livros Aspectos do cinema americano, O gangster no cinema e História dos filmes brasileiros.

Faleceu em 19 de agosto de 2000, vítima de consequências advindas do mal de Alzheimer.

A coleção Salvyano Cavalcanti foi doada ao MIS RJ na segunda metade da década de 1980 e é constituída por vasto material bibliográfico, iconográfico e textual, fundamentalmente, sobre temas ligados a cinema.

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Coleção Irmãs Batista

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As cantoras Linda Batista e Dircinha Batista posam para foto deitadas em chão. Foto de Dier, 1952.
Acervo MIS RJ. Coleção Irmãs Batista.

Florinda Grandino de Oliveira (Linda Batista) e Dirce Grandino de Oliveira (Dircinha Batista) nasceram, respectivamente, em 14 de junho de 1919 e 5 de maio de 1922, em São Paulo, filhas do cantor, comediante, compositor e ventríloquo João Batista de Oliveira (Batista Júnior), de quem adotaram o sobrenome. Ainda crianças, mudaram-se para o Rio de Janeiro.

As irmãs cantoras, Linda e Dircinha Batista, conheceram a glória e a fama na época de ouro do rádio brasileiro, nas décadas de 1940 e 1950, despertando a admiração do presidente Getúlio Vargas. Ambas eleitas Rainha do rádio durante vários anos, participaram de diversos filmes nacionais e viveram o esplendor de suas carreiras no Cassino da Urca e na Rádio Nacional.

Linda Batista fez sua estreia em programa de Francisco Alves, na Rádio Cajuti. O maior sucesso de sua carreira foi o samba-canção Vingança, de Lupicínio Rodrigues. A partir de 1960, lançou principalmente músicas de carnaval, inclusive algumas de sua autoria. Faleceu no dia 17 de abril de 1988, no Rio de Janeiro.

Dircinha Batista iniciou sua carreira ainda criança e, em 1934, estreou também na Rádio Cajuti, no programa de Francisco Alves, no qual permaneceu apenas um ano. Alcançou grande sucesso em 1938, quando lançou a marcha carnavalesca Periquitinho verde e, no ano seguinte, A tirolesa. Em 1940, foi escolhida a cantora da cidade pelo jornal O Globo. Entre outros sucessos, gravou Nunca (1951), do compositor Lupicínio Rodrigues e Se eu morresse amanhã de manhã, de Antônio Maria. Faleceu no dia 18 de junho de 1999, no Rio de Janeiro.

A coleção Irmãs Batista foi doada ao MIS RJ, em 1988, por Hermínio Bello de Carvalho e é composta por troféus, discos, documentos iconográficos e textuais, entre roteiros, letras de músicas, além de revistas e álbuns com recortes de jornais sobre suas trajetórias artísticas.

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Coleção Odete Amaral

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Odete Amaral e Golden Boys cantam nos estúdios da TV Tupi. Foto de Cordeiro, 1957.
Acervo MIS RJ. Coleção Odete Amaral.

A cantora Odete Amaral nasceu em 28 de abril de 1917, na cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro. Casada com o também cantor Ciro Monteiro, recebeu de César Ladeira o apelido de A voz tropical.

Intérprete de choros e sambas, Odete Amaral trabalhou em diversas rádios brasileiras como a Rádio Clube do Brasil, Rádio Philips, Rádio Sociedade, Mayrink Veiga, Mundial e Rádio Tupi. Participou do filme O samba da vida, de Luís de Barros, produzido pela Cinédia. Seus grandes sucessos como intérprete foram o choro Murmurando, o samba Vem, amor, o samba-canção Carteiro, de Lupicínio Rodrigues e, Colibri e Foi de madrugada, de Ary Barroso.

Pelo tom afinado de sua voz, foi convidada a participar de coros de gravações de cantores famosos contemporâneos seus, como Carlos Galhardo, Sílvio Caldas, Francisco Alves, Carmen Miranda e Dircinha Batista.

Faleceu em 11 de outubro de 1984, no Rio de Janeiro.

A coleção Odete Amaral foi doada ao MIS RJ no final da década de 1980 e é constituída por fotografias – em sua maioria da própria Odete, partituras, discos – dentre os quais 73 interpretados pela cantora, documentos textuais e tridimensionais, tais como troféus e faixas recebidos por ela.

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Década de 1990

Nova sede Lapa e reforma do prédio da Praça XV

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Sede Lapa do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, quando da inauguração oficial da exposição Pixinguinha eterno, carinhoso mestre, em 05 de novembro de 2021, que marcou também a estreia da iluminação especial da arte em grafite do Pixinguinha, realizado pelo artista Cazé e o projeto Negro Muro.  
Acervo MIS. Assessoria de Comunicação.

Em 1990, após um incêndio que ameaçou a integridade do acervo, a sede da Praça XV passou por uma grande restauração que lhe devolveu o estilo eclético original. Nesse mesmo ano, o MIS começou a ocupar outro edifício, na Rua Visconde de Maranguape, no bairro da Lapa. Se a primeira sede guarda os acervos iconográficos e audiovisuais, a segunda abriga os acervos sonoros, textuais, partituras e tridimensionais. Na sede Lapa encontram-se também a administração e a antiga sala de pesquisa, atual Centro de Pesquisa e Documentação Ricardo Cravo Albin. O edifício iluminado, bem como o painel do Pixinguinha em sua lateral direita é bem posterior e datam de 2021.

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Coleção Nara Leão

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Nara Leão, João do Vale e Zé Keti no Show Opinião, 12/1964.
Acervo MIS. Coleção Nara Leão.

Nara Lofego Leão nasceu no dia 19 de janeiro de 1942, na cidade de Vitória, no Espírito Santo. Sua família mudou-se para o Rio de Janeiro quando ela tinha um ano de idade.

Aluna de violão dos professores Solon Ayala e Patrício Teixeira, Nara iniciou sua carreira artística no início dos anos 1960, ao lado de Vinicius de Moraes e Carlos Lyra, na comédia Pobre menina rica. Sua consagração como cantora, contudo, se deu após o golpe militar de 1964, com o show Opinião, junto com Zé Keti e João do Valle. Em 1966, interpreta A banda, de Chico Buarque, canção vitoriosa do Festival da Record.

Nara Leão foi uma das pioneiras do movimento musical que se tornou mundialmente conhecido como Bossa Nova. Intérprete de compositores nacionais que se tornaram famosos como Tom Jobim, Carlos Lyra, Vinicius de Moraes, Chico Buarque, Edu Lobo e Cartola, Nara tinha um repertório eclético e deixou sucessos inesquecíveis como Diz que fui por aí, Com açúcar e com afeto, Um cantinho e um violão e Garota de Ipanema.

Casada com o cineasta Carlos Diegues, Nara morou três anos em Paris, durante a época da ditadura militar.

Faleceu em 7 de junho de 1989.

A coleção Nara Leão, doada ao MIS em 6 de novembro de 1990 por Carlos Diegues, é constituída por fotografias, documentos textuais, partituras e objetos tridimensionais, entre eles 10 troféus.

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Tombamento da sede Praça XV pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural – INEPAC

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Sede da Praça XV após a conclusão da reforma e do tombamento definitivo em 1992.
Acervo MIS RJ. Setor Institucional.

Em 18 de março de 1992, o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro foi tombado definitivamente pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC). No   processo número: E-03/300.230/88, iniciado em 19 de outubro de 1988, a sede do MIS Praça XV, originalmente construída em 1922 para ser utilizada como pavilhão do Distrito Federal na Exposição Nacional Comemorativa do Centenário da Independência, é finalmente concluída. O autor do projeto arquitetônico do futuro MIS, o arquiteto Raphael Rebecchi, idealizou-o no estilo Luís XVI. Através dos anos, porém, foi despojado de parte significativa de seus ornatos. Concebido como construção temporária, apresenta sistema construtivo bastante incomum, com paredes em estrutura de madeira e fechamentos em argamassa aplicada sobre tela deployer. Abrigou a administração do Instituto Médico Legal e do Serviço de Registro dos Estrangeiros. Em 1965, entre as comemorações do IV Centenário da Fundação da Cidade do Rio de Janeiro, foi nele instalado o Museu da Imagem e do Som. O tombamento provisório data de 19.10.1988 e o tombamento definitivo de 18.03.1992.

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Coleção Abel Ferreira

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Músico e compositor Waldir Azevedo e o instrumentista Abel Ferreira em apresentação musical.
Acervo MIS RJ. Coleção Waldyr Azevedo.

Compositor e instrumentista de sax e clarineta, Abel Ferreira é autor de choros que se tornaram clássicos do repertório popular brasileiro, como Acariciando e Doce melodia. Nascido em 13 de fevereiro de 1915, em Coromandel, Minas Gerais, Abel desenvolveu sua carreira entre Minas e São Paulo, onde estreou seu primeiro disco, em 1942, interpretando no clarinete o choro Chorando baixinho, que se tornou seu grande sucesso.

Em 1943, transfere-se para o Rio de Janeiro, atuando em conjuntos musicais famosos de seu tempo, como o de Valdir Azevedo e o do pianista Bené Nunes, tendo também participado de grandes orquestras como a de Rui Rei e a de Ferreira Filho, no Cassino da Urca. Mais tarde, constituiu seu próprio grupo, divulgando a música brasileira pelo Brasil e pelo mundo. Foi também responsável pelo acompanhamento musical de intérpretes nacionais famosos como Sílvio Caldas, Francisco Alves, Orlando Silva, Marlene, Emilinha e Beth Carvalho.

Faleceu em 13 de abril de 1980, no Rio de Janeiro.

 A coleção Abel Ferreira foi doada ao MIS pelos filhos do compositor em 1995 e inclui, além de outras peças, dois dos seus instrumentos musicais (saxofone e clarinete).

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Coleção Jurandyr Noronha

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Cena do filme O pagador de promessas, 1962.
Acervo MIS RJ. Coleção Jurandyr Noronha.

Jurandyr Passos Noronha nasceu em 1916, em Juiz de Fora.

Cinegrafista, montador, redator, roteirista e diretor de filmes, Jurandyr Noronha trabalhou no Instituto Nacional de Cinema, na Embrafilme e em diversas produtoras independentes.

Autor dos livros No tempo da manivela, Pioneiros do cinema brasileiro e A longa luta do cinema brasileiro, também produziu curtas e médias metragens, além dos longas  Panorama do cinema brasileiro, Cômicos e mais cômicos e 70 anos de Brasil. Em sua trajetória reuniu uma vasta documentação sobre o cinema nacional, com produções que remontam ao ciclo dos Falantes e cantantes e revelam toda a evolução da indústria cinematográfica no país.

A coleção Jurandyr Noronha, comprada pela Light em 1991 e doada ao MIS RJ em 1997, é constituída por documentários históricos e filmes de ficção em 16 e 35 mm, assim como de cenas do cotidiano carioca, como a Cinelândia em 1920, a Avenida Rio Branco, a Praia do Flamengo, Copacabana e o Carnaval de 1940. São mais de 200 películas de filmes documentários e de ficção, aproximadamente, 4000 fotografias de filmes, estúdios, equipamentos, salas de exibição e personalidades do cinema nacional e estrangeiro; além de documentos textuais e bibliográficos.

Jurandyr Noronha faleceu em 10 de maio de 2015, no Rio de Janeiro.

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Coleção Jorge Murad

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Jorge Murad vestido como o personagem Salomão do programa A Pensão do Salomão, da TV Tupi. Jorge Murad comandou o programa por quase 30 anos!
Acervo MIS RJ. Coleção Jorge Murad.
 

Jorge Murad nasceu em 13 de abril de 1910, no Rio de Janeiro.

Radialista, humorista consagrado, trovador, autor de livros e de peças teatrais, além de produtor de televisão e compositor de sambas e marchinhas, Jorge Murad iniciou sua carreira em 1929, apresentando-se no Programa Casé.

Animador de programas na Rádio Clube e na Rádio Phillips, recebeu o apelido de o Sultão da alegria por seu repertório de anedotas, em programas que se tornaram famosos como Fala meu louro e Pensão do Salomão, líder em audiência na época. Autor das peças teatrais Carioca da gema, Rumo à Turquia e Dois boêmios do outro mundo, escreveu também vários livros humorísticos como Salada de risos, Salomão a varejo e Anedotas de guerra, tendo sido, por esse último, laureado com a Cruz de Guerra, durante a 2ª Guerra Mundial. No cinema nacional atuou em filmes como: Alô, alô, Brasil, Alô, alô, carnaval e Banana da terra.

Faleceu no dia 25 de abril de 1998, no Rio de Janeiro.

A Coleção Jorge Murad foi doada ao MIS RJ em 1999/2000.

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Década de 2000

Coleção Sérgio Cabral

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Vinícius de Moraes, Tom Jobim, João Gilberto e o quarteto Os Cariocas no show Um Encontro no restaurante Au Bon Gourmet. O restaurante Au Bon Gourmet era localizado na Avenida Nossa Senhora de Copacabana e foi palco da gravação no dia 02 de agosto de 1962, que marca a primeira execução da música Garota de Ipanema. Desse show, resultou o álbum Um Encontro No Au Bon Gourmet lançado em 2015 pela gravadora Doxy Records.
Acervo MIS RJ. Coleção Sérgio Cabral.

Sérgio Cabral Santos nasceu em 27 de maio de 1937, no Rio de Janeiro. Criou-se no subúrbio da cidade, no bairro de Cavalcanti, onde despertou sua paixão pelo Vasco da Gama e o seu gosto pela música popular brasileira.

Iniciou sua carreira profissional em 1957 como jornalista do Diário da Noite. Foi repórter, redator e cronista em quase todos os jornais do Rio de Janeiro, assim como em emissoras de televisão. Foi um dos fundadores do periódico O Pasquim, em 1969, em plena ditadura militar.

Produziu diversos discos e compôs em parceria com outros sambistas, dentre os quais Rildo Hora, no samba Os meninos da Mangueira, sucesso em 1977. Neste período iniciou a atividade de pesquisador e escritor, tendo publicado diversas obras, principalmente biografias: Escolas de samba: o que, quem, onde e por quê, em 1974; Pixinguinha, vida e obra, em 1978; Tom Jobim, em 1987; No tempo de Almirante, em 1991; No tempo de Ary Barroso, em 1993; Elisete Cardoso, vida e obra, em 1994; As escolas de samba do Rio de Janeiro, em 1996; A música popular brasileira na era do rádio, também em 1996; Antônio Carlos Jobim — uma biografia, em 1997; Livro do centenário do Clube de Regatas Vasco da Gama, em 1998; Mangueira — nação verde e rosa, em 1998; Nara Leão — uma biografia, em 2001; e, em 2007, Grande Otelo — uma biografia.

Paralelo à atividade jornalística, atuou na política carioca, tendo sido vereador, secretário municipal de esporte e lazer e conselheiro do Tribunal de Contas do município do Rio de Janeiro.

É autor, em parceria com Rosa Maria Araújo, do musical Sassaricandoe o Rio inventou a marchinha, grande sucesso no Rio de Janeiro e em outras capitais do Brasil. Sérgio Cabral representa a síntese do que se conhece como espírito carioca, tendo se interessado pelas três grandes vocações da cidade: o samba, o carnaval e o futebol. Ao completar 70 anos, em 2007, doou sua coleção ao MIS.

Em 2015, doou um conjunto documental para complementar o já existente, de recortes de jornal.

Em 2017, doou CDs e outros itens documentais.

A coleção Sérgio Cabral é constituída por documentos textuais e iconográficos; partituras; discos; material bibliográfico e objetos tridimensionais, onde encontram-se medalhas e faixas, fruto de homenagens recebidas ao longo de sua vida pública.

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Coleção Zezé Gonzaga

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Zezé Gonzaga e Alaíde Costa em 14 de março de 1958.
Acervo MIS RJ. Coleção Zezé Gonzaga.

Maria José Gonzaga nasceu em Manhuaçu, Minas Gerais, em 3 de setembro de 1926.

Iniciou sua carreira artística ainda na infância, participando do programa de calouros de Ary Barroso na Rádio Nacional, onde veio a ser contratada e integrou diversos conjuntos vocais, como As moreninhas e os Cantores do céu. Zezé chegou a ser a cantora mais tocada da Rádio Nacional e tornou-se uma das mais famosas intérpretes da chamada era do rádio. Na Rádio, além de samba, Zezé Gonzaga costumava interpretar músicas eruditas do maestro Radamés Gnattali e de Villa-Lobos. Com uma voz propícia à música clássica, chegou a estudar canto lírico, embora não tenha seguido carreira. Em 1956 lança seu primeiro LP, intitulado Zezé Gonzaga. Ainda jovem, aos 45 anos, decide abandonar a carreira artística e passa a se dedicar a outras atividades. Após alguns anos afastada, volta à cena artística com o apoio de Hermínio Bello de Carvalho e lança, em 1979, um LP com canções do amigo e compositor Valzinho e acompanhamento de Radamés Gnattali. Prosseguiu a carreira fazendo shows, recitais, turnês e participando de gravações especiais. Seus dois últimos trabalhos foram, em 1999, o CD Clássicos, gravado em dupla com Jane Duboc e seu primeiro CD solo Sou apenas uma senhora que ainda canta, lançado em 2002.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 2008.

Em 2008, foi doada ao MIS a Coleção de Zezé Gonzaga. Sua coleção é composta de discos, fitas, livros, vídeos, documentos textuais e objetos tridimensionais, tais como troféus e placas.

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Coleção da Discoteca Pública do Distrito Federal

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Retrato do compositor Carlos Gomes. Nascido em Campinas, São Paulo, em 11 de julho de 1836, Carlos Gomes é considerado o maior compositor brasileiro de ópera e o autor da famosa obra O Guarani (1870), cuja abertura é a vinheta do programa de rádio A Voz do Brasil. Faleceu em Belém, Pará, em 16 de setembro de 1896.
Acervo MIS RJ. Coleção Sérgio Cabral.

A Discoteca Pública do Distrito Federal foi fundada em 1941 com a finalidade de propiciar cultura musical ao povo carioca.

As gravações nela depositadas eram também utilizadas pela Rádio PRD-5, ou Rádio Educadora do Município, fundada em 1935 e que se transformaria na Rádio Roquette-Pinto.

A DPDF teve um efeito multiplicador, estimulando a organização de serviços análogos em instituições como a Associação dos Servidores Civis do Brasil, o Departamento Federal de Segurança Pública, o Instituto de Resseguros do Brasil e o Serviço de Recreação Operária, do Ministério do Trabalho que, na década de 1940, organizou e distribuiu aos sindicatos coleções que compunham a Discoteca Mínima do Trabalhador Brasileiro.

Ao longo dos anos, a DPDF passou por inúmeras mudanças regimentais e físicas, até que em 1988, naquele momento denominada Fonoteca do Estado, teve seu acervo transferido para a Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro, onde permaneceu em precárias condições de conservação até 2009 quando, finalmente, foi transferida para o Museu da Imagem e do Som e passou a integrar o seu acervo sonoro e a receber o necessário tratamento técnico, com vistas à conservação e à divulgação de seu conteúdo.

A coleção Discoteca Pública do Distrito Federal é composta por mais de 4500 discos.

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Coleção Paulo Tapajós

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Paulo Tapajós (de óculos) e Haroldo Tapajós se apresentam na Rádio Nacional em 1939.
Acervo MIS RJ. Coleção MIS.

Paulo Tapajós Gomes, conhecido artisticamente como Paulo Tapajós, nasceu em 20 de outubro de 1913, foi compositor, cantor e radialista. Participou ativamente dos principais acontecimentos da cidade do Rio de Janeiro e da época de ouro do rádio brasileiro. Ingressou na Rádio Nacional em 1942 e se aposentou 32 anos depois, em 1974, naquela que foi a líder absoluta de audiência em todo território nacional.

Paulo Tapajós faleceu em 29 de dezembro de 1990.

A Coleção Paulo Tapajós foi doada pela família do ao MIS RJ, em 2009.

Em 2014, foi doada a segunda remessa para complementar a coleção de discos e fitas de áudio, desse modo, acrescida por mais de 10.000 itens documentais, entre partituras, fotografias, documentos textuais e bibliográficos.

Em junho de 2021, o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, com o Projeto MIS – Coleção Paulo Tapajós, concluiu o arrolamento da Coleção composta por mais de 17 mil itens distribuídos em diferentes tipologias.

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MIS Copacabana

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Projeto Novo MIS Copacabana.  Foto de Marcelo Horn/Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Acervo MIS RJ. Assessoria de Comunicação.

Em 24 de outubro de 2008, foi assinado o convênio entre a Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e a Fundação Roberto Marinho para a elaboração e desenvolvimento do Projeto do Novo MIS Copacabana. No ano seguinte foi escolhido o projeto assinado pelo escritório americano Diller Scofidio + Renfro. A escolha se deu por meio de um concurso de ideias, que envolveu sete dos mais importantes escritórios de arquitetura do Brasil e do mundo. Em seu programa foram contemplados: salas de exposição de longa e curta duração, espaços destinados à pesquisa, salas administrativas, salas para atividades didáticas, um teatro/cinema de 280 lugares, loja, cafeteria, restaurante panorâmico, bar/terraço, boate e um mirante. O prédio terá oito pavimentos, além de subsolo, térreo e terraço. Endereço: Avenida Atlântica, 3432, Rio de Janeiro, RJ.

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Coleção Waldyr Azevedo

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O músico e compositor Waldyr Azevedo com os músicos Zé da Velha, Copinha, Paulo Moura, Abel Ferreira e Joel Nascimento à época do show Choro na praça, que contava com direção de Albino Pinheiro e era realizado no Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, em 1977. Do show resultou o lançamento do álbum duplo de mesmo nome, ainda em 1977.

Waldir Azevedo nasceu em 27 de janeiro de 1923, no Rio de Janeiro. Apresentou-se em público pela primeira vez com 10 anos, como flautista, tocando Trem Blindado, de João de Barro.

Adolescente conheceu um grupo de músicos e, por influência de seus membros, acabou por trocar a flauta pelo bandolim. Pouco tempo depois trocou o bandolim pelo cavaquinho, instrumento que abandonou quando o violão elétrico ganhou projeção no Brasil. Em 1945, ingressou no grupo de Dilermando Reis e participou por dois anos de um programa da Rádio Clube do Brasil.

Compositor de grandes sucessos, tais como Brasileirinho, Pedacinhos do Céu, Delicado, Chiquita e Vê Se Gostas, teve várias de suas composições gravadas no exterior, como nos Estados Unidos, na Alemanha e no Japão. Atuou com grande sucesso até o início da década de 1960, quando um drama familiar – a morte de uma filha, em 1964 – o afasta da cena artística.

Faleceu, em São Paulo, em 1980.

A Coleção Waldyr Azevedo foi doada ao MIS RJ em 2010.

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Década de 2010

Coleção Hermínio Bello de Carvalho

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Compositor Paulo Cesar Pinheiro (à esquerda) e João Nogueira durante apresentação no programa da TVE “Água Viva”, apresentado por Hermínio Bello de Carvalho. Foto de Luiz Silva, 1977/78.
Acervo MIS RJ. Coleção Hermínio Bello de Carvalho.

Hermínio Bello de Carvalho é compositor, produtor musical, escritor e poeta, além de ter sido responsável pela criação e produção de projetos culturais inesquecíveis como os espetáculos Rosas de Ouro (1965), Elizeth Cardoso, Jacob do Bandolim e Época de Ouro, e Zimbo Trio no Teatro João Caetano (1968), Projeto Pixinguinha (Funarte). Lançou inúmeros intérpretes no cenário artístico e resgatou outros tantos, como Aracy Cortes, a grande dama do teatro de revista. Começou sua carreira profissional em 1951 como repórter e colunista de discos da revista Rádio entrevista, atuando, mais tarde, como colaborador das revistas O Cruzeiro (Internacional), Leitura e Revista da Música Popular, de Lucio Rangel. Em 1958, começou a trabalhar também em rádio, produzindo centenas de programas para a Rádio MEC, como Violão de ontem e de hoje, Reminiscências do Rio de Janeiro e Retratos Musicais. Na década de 1970, atuou como colaborador do jornal O Pasquim, assinando ainda, nessa época, vários programas para a TVE, como a série Água Viva. Hermínio não para de criar. A coleção Hermínio Bello de Carvalho foi doada ao MIS, pelo próprio, em 2011.

Em 2012, o MIS RJ recebeu a segunda remessa de sua Coleção.

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Coleção Dorival Caymmi

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Dorival Caymmi e Jorge Amado conversam em sofá da casa do escritor, localizada no bairro de Rio Vermelho. Foto de Zélia Amado Gattai.
Acervo MIS RJ. Coleção Dorival Caymmi.

Dorival Caymmi nasceu em 30 de abril de 1914, Salvador, Bahia. Compositor, cantor e pintor, Caymmi, em 1936, venceu concurso de músicas de carnaval com o samba A Bahia também dá. Dois anos depois, em 1938, embarcou para o Rio de Janeiro, conseguindo emprego como desenhista numa agência de publicidade e começa a se apresentar na Rádio Tupi. Em 1939 a canção O que é que a baiana tem?, na voz de Carmen Miranda, torna-se sucesso nacional. Em 1940 trabalha na Rádio Nacional e conhece a caloura Stella Maris, com quem se casa e tem três filhos: Dinahir Nana (1941), Dorival Dori (1943) e Danilo (1948). Durante 70 anos de carreira deixou 127 composições e 17 LPs gravados. Faleceu, no Rio de Janeiro, em 16 de agosto de 2008.

A coleção foi doada ao MIS em 2011.

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Coleção Luiz Carlos Saroldi

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O cartunista Jaguar no estúdio da Rádio Jornal do Brasil, participa de programa apresentado por Luiz Carlos Saroldi. Foto de Luiz Morier, 28/08/1980.
Acervo MIS RJ. Coleção Luiz Carlos Saroldi.

Luiz Carlos Saroldi nasceu no Rio de Janeiro, em 15 de setembro de 1931. Radialista, escritor e poeta, Saroldi passou a se interessar por literatura e rádio na infância. Em meados da década de 1950, teve sua primeira experiência como locutor, na Rádio Jornal do Brasil. Trabalhou na antiga Universidade do Estado da Guanabara (atual UERJ), como professor de teatro, e na TV Rio. A partir de 1973, atuou na Rádio Jornal do Brasil, onde passou a produzir e apresentar os programas Noturno e Especial, até meados da década de 1980. Depois vieram Música também é notícia, Primeiro Plano, As dez mais da sua vida e Arte Final Variedades, que estreou em 1986. Com bolsa da fundação Vitae, pesquisa sobre o maxixe e vai trabalhar na Rádio MEC, onde continuou a produzir e apresentar o programa As dez mais da sua vida, cuja última edição foi ao ar em 1998. Em 1993, assumiu a chefia de programação da Rádio Nacional. Até o fim manteve seu interesse pela dramaturgia e pelas pesquisas sobre rádio.

Faleceu, no Rio de Janeiro, em 16 de novembro de 2010.

A Coleção Luiz Carlos Saroldi foi doada ao MIS RJ, pela família do radialista, em 2012.

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Coleção Braguinha

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O compositor Braguinha conversa com Jairo Severiano, pesquisador, produtor musical e também seu biógrafo, em estúdio de gravação. Com a biografia do compositor João de Barro, Jairo Severiano vence o Concurso de Monografias Lúcio Rangel e tem a obra publicada pela Funarte, em 1987, com o título Yes, nós temos Braguinha, quando também é lançado o álbum fonográfico de mesmo nome. Foto de José Eugênio.
Acervo MIS RJ. Coleção Braguinha.

Carlos Alberto Ferreira Braga, nascido no Rio de Janeiro, em 29 de março de 1907, teve o interesse e a vocação pela música despertados logo cedo. Aos 16 anos, compôs sua primeira obra (letra e música), de nome Vestidinho encarnado. Com amigos de colégio, em meados de 1928, formou o grupo Flor do Tempo, que mais tardese chamaria O Bando de Tangarás. Formado basicamente por Braguinha, Henrique Brito, Alvinho, Noel Rosa e Almirante, apresentava-se em casas de amigos e em clubes.

Chamado de Carlinhos na família e de Braguinha pelos amigos, foi com esse grupo que surgiu João de Barro. Estudante de arquitetura, inspirou-se no pássaro arquiteto para criar o pseudônimo, uma vez que seu pai não queria o nome de família envolvido com música popular, devido aos preconceitos que marcavam essa época. O Bando de Tangarás desfez-se em 1933, mas foi durante sua existência que sua carreira começou a se afirmar. Braguinha fez parte da geração que cantou e encantou a chamada “Era de Ouro” do carnaval brasileiro (1930-1942). Em 1934, o então João de Barro conheceu duas pessoas que marcariam sua carreira: Alberto Ribeiro, seu maior parceiro, e Wallace Downey, um americano que o conduziu à carreira do cinema e à indústria de discos. Uma das facetas pouco divulgadas de Braguinha foi sua participação como roteirista e assistente de direção em filmes da Cinédia. Juntamente com Alberto Ribeiro, escreveu argumentos e composições para a trilha sonora de filmes como Alô, Alô, Brasil e Estudantes, cuja personagem principal, Mimi, foi estrelada por Carmem Miranda.

A Coleção Braguinha foi doada ao MIS RJ em 08 de novembro de 2013 e é composta de centenas de fotografias, discos, fitas K-7, fitas rolo, partituras e documentos textuais, ainda não disponíveis para consulta, aguardando tratamento técnico.

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Coleção Herivelto Martins

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Os cantores do conjunto Trio de Ouro, em sua primeira formação. Nilo Chagas, Dalva de Oliveira e Herivelto Martins posam para foto, durante cena do show Vem, a Bahia te espera. Foto de Carlos.
Acervo MIS RJ. Coleção Herivelto Martins.

O cantor e compositor Herivelto Martins nasceu no antigo Distrito de Rodeio, atual município de Engenheiro Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro. Seu pai era apaixonado por teatro, e com apenas três anos Herivelto já se apresentava nos espetáculos promovidos por ele. Ainda criança aprendeu música e fez suas primeiras composições aos nove anos. Aos 18 anos resolveu partir para o Rio de Janeiro, para tentar uma carreira artística.

Nas inúmeras ocupações que teve, conheceu sambistas que o levaram à gravadora RCA Victor, onde se tornou diretor de coro. Num momento em que o samba ainda não havia descido o morro e chegado à cidade, Herivelto foi um importante elemento de ligação, compondo vários clássicos do gênero, eternizados nas vozes de inúmeros intérpretes, como Francisco Alves, Aracy de Almeida, Sílvio Caldas, Aurora Miranda, Carmen Miranda, Nelson Gonçalves e muitos outros.

Em 1937 formou com Nilo Chagas e Dalva de Oliveira o Trio de ouro. Sua união com Dalva foi oficializada em 1939 e durou até 1947, quando a separação tumultuada do casal determinou o fim do grupo vocal.

Herivelto Martins faleceu de embolia pulmonar em 17 de setembro de 1992, no Rio de Janeiro.

A coleção foi doada ao MIS no ano de 2013.

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Coleção Nelson Motta

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Cantora e compositora Elza Soares (1930-2022) em close.
Acervo MIS RJ. Coleção Nelson Motta.

Jornalista, compositor, produtor musical e autor de peças teatrais, Nelson Candido Motta Filho nasceu em São Paulo em 29 de outubro de 1944, mas estudou no Rio de Janeiro, para onde se mudou com sua família aos seis anos de idade.

Grande conhecedor da música popular brasileira, ainda jovem passou a frequentar os meios musicais, tornando-se amigo de compositores e de intérpretes da Bossa Nova. Sempre se dedicando à música, trabalhou no Jornal do Brasil, Última Hora e O Globo, e também na Rede Globo de Televisão, onde atua até hoje, em uma semanal coluna no Jornal da Globo.

Grande incentivador do rock no Brasil, Nelson Motta produziu o festival Hollywood Rock, no Rio de Janeiro. Foi também responsável pela produção de discos e direção de shows de Gal Costa, Elba Ramalho, Djavan, Sandra de Sá e Leila Pinheiro, na década de 1980.  Ainda nos anos de 1980, atuou como roteirista e apresentador, com Eugénia Melo e Castro, da série de televisão Atlântico, na emissora RTP, em Portugal.

Como escritor publicou diversos livros, entre eles o romance policial O canto da sereia – um noir baiano e a bem-sucedida biografia Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia, pela editora Objetiva que, em 2011, foi a base para o espetáculo Tim Maia – O Musical.

A coleção Nelson Motta é constituída, basicamente, por fotografias de artistas e personalidades de destaque no mundo do cinema nacional e internacional, do teatro, da televisão e da música popular brasileira.

A Coleção Nelson Motta foi doada ao MIS RJ, pelo próprio, em 2013.

Em 2015, foi doado um conjunto documental para se juntar ao existente, constituído por: discos, CDs, livros e periódicos (indisponível).

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Retomada das exposições

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Arte gráfica produzida para a exposição: Um MIS de História, que marca a retomada das exposições na instituição. Inaugurada em 10 de setembro de 2019, Um MIS de História foi realizada na sede Lapa do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.
Acervo MIS RJ. Gerência de Projetos
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Radialista Jorge Murad, Braguinha e Paulo Tapajós na exposição de Ary Barroso, no Museu da Imagem e do Som, sede Praça XV, em novembro de 1967.
Acervo MIS RJ. Coleção Jorge Murad.

Em 11 de setembro de 2019, o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro inaugurou a exposição Um MIS de História, depois de anos sem exposições. Como parte das celebrações dos 54 anos do MIS RJ, foi possível uma imersão no acervo, que contou com linha do tempo, fotografias, partituras, músicas e trechos de Depoimentos para a Posteridade, conduzindo o visitante a mais de 100 anos de história.

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Década de 2020

Painel do Pixinguinha

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Painel lateral da sede Lapa do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, em homenagem ao mestre Pixinguinha. Cazé, o criador da obra, aparece no alto do edifício de braços abertos. Foto de Douglas Dobby/Negro Muro, 2021.

Na sede do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, no coração da Lapa, famosa pela boemia carioca, foi realizada uma linda homenagem ao mestre Pixinguinha com um painel de 10 metros de altura estampado na parede lateral da instituição. O artista Cazé junto ao produtor cultural, Pedro Rajão, desenvolvem o Projeto Negro Muro, que homenageia personalidades negras em diversos muros da cidade. Em parceria com o MIS RJ, o projeto com aproximadamente 150 metros quadrados, demorou quatro meses para ser concluído, em 25 de março de 2021, e foi realizado com recursos da Lei Aldir Blanc. Em outubro do mesmo ano, quando da abertura oficial da exposição “Pixinguinha eterno, carinhoso mestre”, o painel recebeu iluminação especial.

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Criação da Web Rádio MIS RJ

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Arte gráfica publicada no Instagram do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro em 26 de abril de 2021.
Acervo MIS. Assessoria de Comunicação.

Em dois de abril de 2021, foi ao ar a Web Rádio MIS RJ. Inaugurada com músicas de alta qualidade, trechos de depoimentos de grandes artistas brasileiros, podcasts, entrevistas e curiosidades sobre o acervo do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Idealizada por Cesar Miranda Ribeiro e com textos da jornalista Márcia Benazzi, a web rádio aproximou os públicos brasileiro e internacional das preciosidades salvaguardadas no acervo da instituição. Atualmente, a Web Rádio MIS RJ pode ser ouvida em endereço próprio https://www.webradio.mis.rj.gov.br/, no site do MIS RJ ou no aplicativo para Apple ou Android. Configura-se, desse modo, na primeira web rádio oficial de museus do estado do Rio de Janeiro, e conta com a participação de diversos colaboradores da instituição e externos.

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Primeira Exposição Virtual

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Arte gráfica publicada no Instagram do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro em 04 de abril de 2021.
Acervo MIS. Assessoria de Comunicação.

Em 05 de abril de 2021, o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro em parceria com a Nabuco Technology inaugurou a Exposição MIS em 3D. Resgatou preciosidades do acervo tridimensional para a primeira exposição virtual do acervo do MIS RJ, composta por peças raras e de grande valor para pesquisa, sem deixar de lado o entretenimento, passando por objetos que contaram a história da imagem, do som e do audiovisual no Brasil e que pertenceram a personagens marcantes da nossa cultura.

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Depoimentos para a Posteridade em formato online

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O locutor Dirceu Rabelo em seu Depoimento para a Posteridade, em 17 de maio de 2021, inaugura o novo formato da série histórica: online.
Acervo MIS RJ. Assessoria de Comunicação.

O Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro retomou a série “Depoimentos para a Posteridade” com inovações. Criada em 1966, a gravação dos testemunhos históricos contou pela primeira vez com a participação virtual de entrevistadores para deixar registradas a vida e obra do locutor Dirceu Rabelo, conhecido como A Voz da TV Globo. A contribuição de um profissional dessa atividade também é inédita no extenso acervo. Em virtude da ausência de tecnologia capaz de gravar com qualidade a série histórica foi paralisada com a pandemia de Covid-19 que assolou o Brasil e o mundo. Em 17 de maio de 2021, ela foi retomada sob novo formato: com o depoente no estúdio da Biblioteca Parque Estadual, no Centro, sede da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro e contou com as participações virtuais do apresentador do SBT Celso Portiolli, diretamente de São Paulo e, de casa, no Rio, o diretor da Divisão de Promoções da TV Globo, Francisco Wanderley. A mediação foi realizada pela jornalista Márcia Benazzi.

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Criação do Centro de Pesquisa e Documentação Ricardo Cravo Albin

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O jornalista, radialista e musicólogo Ricardo Cravo Albin posa junto ao Centro de Pesquisa e Documentação Ricardo Cravo Albin em 21 de junho 2021.
Acervo MIS RJ. Assessoria de Comunicação.

Em 21 de junho de 2021 foi criado o Centro de Pesquisa e Documentação Ricardo Cravo Albin. Junto às celebrações da reabertura do Museu da Imagem e do Som para o público, Ricardo Cravo Albin teve seu nome gravado na antiga Sala de Pesquisa, uma homenagem aquele que foi um dos idealizadores e criadores do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, pioneiro no Brasil.

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Coleção Garoto

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Garoto posa para foto ao violão. Década de 1950.
Acervo MIS RJ. Coleção Almirante.

Aníbal Augusto Sardinha, conhecido como Garoto, nasceu em 28 de junho de 1915, em São Paulo. Foi compositor e multi-instrumentista brasileiro. Garoto, além de violonista, dominava o banjo, cavaquinho, bandolim, violão tenor, guitarra elétrica, havaiana, portuguesa, além de compor e fazer arranjos para estes instrumentos.

Começou a carreira bastante cedo, com apenas 11 anos de idade, o que lhe rendeu o apelido de O Moleque do Banjo e posteriormente Garoto. No final de 1952, a partir do programa Música em Surdina, da Rádio Nacional, o diretor musical Paulo Tapajós formou com Fafá, Garoto e Chiquinho do Acordeom o Trio Surdina. Gravou com artistas do calibre de Carmen Miranda, Dorival Caymmi e Ary Barroso.

Garoto passou a carreira entre estúdios de rádio do Rio de Janeiro e de São Paulo, e esteve por algum tempo com o Bando da Lua, nos Estados Unidos, nos anos 40. Mesmo assim, não conseguiu firmar-se lá. Vivendo sempre uma vida difícil, só ficou realmente famoso e conseguiu bastante dinheiro como compositor em 1954. Naquele ano, ganhou um concurso da Prefeitura de São Paulo, que queria uma música para o IV Centenário da Cidade.

A vencedora foi o seu dobrado São Paulo Quatrocentão, em parceria com Chiquinho do Acordeon. O disco vendeu centenas de milhares de cópias, atingindo a marca de 700 mil exemplares vendidos.

Foi um dos maiores violonistas brasileiros de todos os tempos e influenciou músicos como Carlos Lyra, que foi seu aluno, João Gilberto, Raphael Rabello, Dino 7 Cordas e Baden Powell.

Faleceu em 03 de maio 1955, no Rio de Janeiro, vítima de ataque cardíaco quando planejava uma excursão à Europa.

Em 15 de setembro de 2021, o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro adquiriu, por doação da família, cerca de 80 itens do compositor e multi-instrumentista Aníbal Augusto Sardinha, mais conhecido como “Garoto”. Em 28 de outubro do mesmo ano, obteve a doação de inúmeros itens do pesquisador e músico Jorge Mello, muitos deles originariamente pertencentes a Garoto, que se encontravam sob a guarda do biógrafo de Garoto.  Ambas vão se juntar a mais de 600 itens sobre o violonista paulista que já se encontram no acervo do MIS RJ.

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Disponibilização do banco de dados online

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Arte gráfica publicada no Instagram do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro em 23 de dezembro de 2021.
Acervo MIS. Assessoria de Comunicação.

Em 14 de dezembro de 2021, o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro disponibilizou para a sociedade brasileira quase 520 mil itens do seu acervo para a pesquisa online, ampliando o acesso e a democratização da cultura. No banco de dados online do MIS estão disponíveis os itens dos sete setores, além do Selo Fonográfico MIS, e a Série Histórica dos Depoimentos para a Posteridade.

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Coleção Ronaldo Câmara

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Povos da Floresta. Foto de Ronaldo Câmara.
Acervo MIS RJ. Coleção Ronaldo Câmara.

Ronaldo Câmara nasceu no Rio de Janeiro. É um fotógrafo brasileiro com fotos publicadas no Washington Post, New York Times, The Globe e muitos outros órgãos da imprensa internacional. Iniciou sua carreira em 1965, na TV Rio e passou pela Revista Manchete e O Cruzeiro. A partir da década de 1970 até meados dos anos 80 foi freelancer para o Caderno Ela, do jornal O Globo e para a primeira revista masculina brasileira, a Fairplay, editada por Ziraldo.

Entre os anos de 1974 e 1982 foi comandante de helicópteros da Líder Táxi Aéreo – a maior parte do tempo na Amazônia, onde aproveitou para fotografar os povos da floresta. Também foi contratado como piloto do filme Moonraker (007 contra o Foguete da Morte).

Recentemente publicou a obra O retratista, resultado de mais de 55 anos de trabalho, retratando as mais diversas personalidades brasileiras, sempre em fotos exclusivas para suas lentes. Nomes como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Rubem Braga, Burle Marx e tantos outros. Seu último livro foi Crônicas do mar em frente sobre os cem anos do bairro do Leblon, onde vive desde o início da década de 1950, em parceria com o publicitário Evandro Barreto.

A coleção foi doada ao MIS pelo próprio Ronaldo Câmara, em 15 de fevereiro de 2022 e é formada por fotografias analógicas e digitais. Os temas são diversos, mas pode-se destacar: personalidades da sociedade (como a família Guinle), personalidades culturais (cantores, cineastas, artistas, caricaturistas etc.), povos originários, vistas áreas de regiões do Brasil e modelos femininas para revistas.

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Retomada das obras do MIS Copacabana

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MIS Copacabana em 11 de março de 2022. Foto de Vinicius Azevedo.
Acervo MIS. Assessoria de Comunicação.

Em 08 de dezembro de 2021 ocorreu a cerimônia da retomada das obras da nova sede do Museu da Imagem e do Som em Copacabana. A cada etapa concluída, uma imagem. Atualmente, as obras da nova sede do MIS encontram-se com a fachada quase pronta!

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REFERÊNCIAS

Documentos de arquivo

CULTURE AND TOURISM LAB. BARCELONA MEDIA INNOVATION CENTRE. Novo Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro -Anteprojeto Museístico. Barcelona – Rio de Janeiro, julho 2009, 221p.

FUNDAÇÃO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO. Documentação dos acervos: Abel Ferreira, Almirante, Augusto Malta, Irmãs Batista, Jorge Murad, Luiz Carlos Saroldi, Nelson Mota, Nara Leão, Odete Amaral, Salvyano Cavalcanti de Paiva.

FUNDAÇÃO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO. Memória Digital – Catalogação e digitalização do acervo MIS (projeto).

FUNDAÇÃO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO. Nomes de Conselheiros (1966 – 1972) – Livro Atas do Conselho de MPB, 2020.

FUNDAÇÃO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO. Plano Museológico, 2015.

FUNDAÇÃO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO. Relatório Anual – 2011.

FUNDAÇÃO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO. Relatório Anual – 2015 – 2017.

FUNDAÇÃO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO. Relatório da Gestão – 2007- 2010.

FUNDAÇÃO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO. Relatório de Gestão – 2012.

FUNDAÇÃO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO. Relatório de Gestão – 2012.

FUNDAÇÃO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO. Relatório de Gestão – 2013.

FUNDAÇÃO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO. Relatório de Gestão – 2014.

FUNDAÇÃO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO. Relatório de Transição – 2018.

FUNDAÇÃO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO. Relatório Relativo à visita ao acervo do músico Waldyr Azevedo, 2010

SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA. Rio de Janeiro – Museums and Cultural Heritage, 2013.

Bibliografia

MESQUITA, Cláudia. Um museu para Guanabara: Carlos Lacerda e a criação do Museu da Imagem e do Som (1960/1965). Rio de Janeiro: Folha Seca, 2009, 192p.

Sites

ALMEIDA, Mateus. Primeiro disco de samba-enredo completa 50 anos em 2018: ‘Marcou o carnaval’, lembra colecionador. G1. Rio de Janeiro, 08 de fevereiro de 2018. Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2018/noticia/primeiro-disco-de-samba-enredo-completa-50-anos-em-2018-marcou-o-carnaval-lembra-colecionador.ghtml. Acesso em: 31 jan. 2022.

ARCHDAILY. Em Construção: MIS Copacabana / Diller Scofidio + Renfro. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/626648/em-construcao-mis-copacabana-diller-scofidio-mais-renfro. Acesso em: 31 janeiro de 2022.

CARLOS Gomes. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2022. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa15076/carlos-gomes. Acesso em: 31 de janeiro de 2022. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

DICIONÁRIO CRAVO ALBIN DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA. Disponível em: https://dicionariompb.com.br/ Acesso em: 02 de fev. 2022.

FUNDAÇÃO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO INSTAGRAM MIS RJ. Disponível em: https://www.instagram.com/mis.rio Acesso em: 30 jan. 2022.

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LEONARDO BRUNO. Disco de samba-enredo faz 50 anos; confira os oito melhores álbuns da história. Extra, Rio de Janeiro, 03 de fevereiro de 2018. Disponível em: https://extra.globo.com/tv-e-lazer/roda-de-samba/disco-de-samba-enredo-faz-50-anos-confira-os-oito-melhores-albuns-da-historia-22359463.html. Acesso em: 31 jan. de 2022.

MELLO, Jorge Carvalho de. Aníbal Augusto Sardinha (Garoto). In Acervo Digital do Violão Brasileiro. Disponível em: https://www.violaobrasileiro.com/dicionario/anibal-augusto-sardinha-garoto. Acesso em: 31 jan. 2022.

MORAES, Nilo da Silva. O humor de Jorge Murad. IN Almanaque Cultural Brasileiro. Porto Alegre, 02 de fevereiro de 2017. Disponível em: https://almanaquenilomoraes.blogspot.com/2017/02/o-humor-de-jorge-murad.html. Acesso em: 31 jan. 2022.

MUSICA BRASILIS. Antônio Carlos Gomes. Disponível em: https://musicabrasilis.org.br/compositores/antonio-carlos-gomes. Acesso em: 31 jan. 2022.

FUNDAÇÃO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO

Presidência

Cesar Miranda Ribeiro

Gabinete da Presidência

Ariston Silva de Moraes

Diretor de Administração e Finanças

Daniel Vieira Coelho

Diretora Técnica Operacional

Gabriela Alevato

Gerência de Produção

Márcia Benazzi

Redatora Chefe

Terezinha Nóbrega

Assessoria Jurídica

Thiago Peixoto

Assessoria de Audiovisual

Vinicius Azevedo

Setor Bibliográfico

Mônica Ladeira

Setor Textual e Tridimensional

Eliane Antunes

Setor Iconográfico

Daiane Lopes

Setor de Audiovisual

Roberto Casimiro

Setor Sonoro

Pedro Dias

Setor de Partituras

Alexandre Loureiro

Setor Educativo

Aline Soares

Setor de Acervo

Hugo de Mello

Setor de Comunicação Social

Anagélica Rodrigues

Setor Administrativo

Amanda Teixeira, Alessandra Azeredo e Alexsandro Júnior

Setor de Logística

Rodrigo de Almeida

Setor de Manutenção e Conservação

Maria Francisco, Marcos Varanda, Rodolfo Siqueira, Arnaldo Magalhães, Cristiano Dias e Washington da Silva.

Vigias

João Eugênio, Márcio Freitas, Célio Luiz e Ronald.

Informática

André Luis

Coord. Centro de Pesquisa e Documentação Ricardo Cravo Albin

Coordenação: Mariana Pontim

Atendimento: Lívia Lima

Cinegrafista

Levy Bianchi

Designer

Vitor Sant’Anna

FICHA TÉCNICA:

Idealização, pesquisa e seleção de imagens: Mariana Pontim

Textos: Julia Santos (Coleções Augusto Malta a Nelson Motta) e Mariana Pontim

Designer: Vítor Sant’Anna

Setor Iconográfico: Daiane Lopes

Setor Institucional: Aline Soares

Setor Sonoro: Pedro Dias

Gráfica: Imprimi Art