Depoimentos Para Posteridade


Os Depoimentos para Posteridade é resultado de um projeto pioneiro, criado um ano depois da fundação do Museu, em 1966 e que é constituída a partir da gravação de depoimentos prestados por personalidades vinculadas aos diversos setores da cultura. Os nomes seriam escolhidos por conselheiros, das áreas de literatura, teatro, esportes, música, artes plásticas, cinema, jornalismo, televisão, ciência, rádio e educação.

O primeiro entrevistado da série foi João da Baiana, que em 24 de agosto de 1966 inaugurou um novo modo de se fazer história e deixar seu registro na memória popular. Logo em seguida, Donga e Pixinguinha concederam seus depoimentos. Não havia regras estabelecidas, nem métodos nos primeiros anos de depoimento, porém a preferência para conceder uma entrevista seria sempre cedida aos mais velhos, Chico Buarque quebra a regra em dezembro 1966 e grava seu registro aos 22 anos de idade.

Em 1990, se estabeleceu que os depoimentos seguiriam a metodologia usada nos programas de história oral, que é utilizada até os dias atuais. Após a escolha do depoente, a biografia é levantada pela equipe do MIS e uma pauta é escrita desde o período de nascimento do entrevistado até chegarmos aos dias atuais. Esta pauta é submetida ao depoente para ser aprovada.

Atualmente, o Museu conta com um acervo com pouco mais mil depoimentos. Registrados em áudio, desde a sua criação e em vídeo, a partir de 1995, essas gravações integram uma das mais preciosas coleções do Museu e constituem uma das suas singularidades.