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SÉRGIO SANT’ANNA E MEIO SÉCULO DE LITERATURA

25 de março de 2019


Foto: Daniel Ramalho

 

Premiado escritor será o homenageado de março da série de Depoimentos para a Posteridade do MIS / Museu da Imagem do Som.

Ora com pé na ficção, ora com requintes de realidade, o escritor Sergio Sant’Anna caracterizou-se ao longo de cinco décadas de trabalho por uma escrita marcante, mesclada à sensualidade e por vezes, tecida em tom subversivo. Premiado e reconhecido nacional e internacionalmente, o autor será o próximo convidado do mês de março no projeto Depoimentos para a Posteridade do MIS / Museu da Imagem do Som – equipamento da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. O evento acontece na tarde do dia 27 de março (quarta-feira), às 14h, na sede da Praça XV.

Os entrevistadores serão André Nigri (escritor, jornalista e crítico), Jorge Viveiros (editor), Gustavo Pacheco (diplomata e escritor) e Cláudia Fares (curadora, produtora de exposições, tradutora e editora). Vale lembrar que o auditório tem capacidade para 50 pessoas, por isso é bom chegar cedo para garantir o lugar. A entrada é franca.

Nascido em 30 de outubro de 1941, no Rio de Janeiro, Sérgio Andrade Sant’Anna e Silva estudou em colégio de irmãos maristas até se mudar para a Inglaterra em 1953. O contista, romancista, professor e poeta retornou para Belo Horizonte em 1959, onde cursou Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, formando-se em 1966. Durante esta época passou a integrar o grupo dos escritores novos de Minas Gerais.

Colecionador de prêmios – só Jabuti já foram três – Sergio Sant’Anna lançou seu primeiro livro, “O sobrevivente”, em 1969. Considerado por críticos um escritor de vanguarda, Sérgio é responsável por cerca de 20 obras, entre contos, romances, novelas e poemas. Seu debut ocorreu logo após sua estada em França, onde fez pós-graduação até 1968 no Instituto de Ciências Políticas da Universidade de Paris. O autor de 77 anos teve seu primeiro trabalho premiado com uma bolsa no International Writing Program, da Universidade de Iowa, Estados Unidos, onde morou até 1977, período em que produziu a obra “Notas de Manfredo Rangel, repórter” (1973) e os romances “Confissões de Ralfo – Uma Autobiografia Imaginária” (1975) e “Simulacros” (1977).

Atuou como professor da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro durante os anos de 1977 e 1990, período em que termos como ‘experimental’, ‘fantástico’ e ‘tabu’ passaram a figurar em críticas sobre o seu trabalho. Em 1982 ganhou seu primeiro Prêmio Jabuti com “O concerto de João Gilberto no Rio de Janeiro”, feito alcançado novamente em 1986, com a novela “Amazona” e em 1997 com “Um crime delicado”. Já em 2003, com “Voo da madrugada” foi agraciado com o Prêmio Portugal Telecom.

Inspirado em “A senhora Miss Simpson”, de 1989, foi lançado o filme “Bossa Nova” nos anos 2000. Porém o autor considera mais fiel a sua obra a adaptação “Crime delicado”, de 2005, baseada em obra homônima e dirigida por Beto Brant. Já “Um romance de geração”, peça escrita em 1984, ganhou as telas em 2008, dirigida David França Mendes. Além das adaptações para o cinema, o contista e romancista já teve sua obra traduzida para diversas línguas, como alemão e italiano.

Sérgio Sant’Anna retornou a Praga em 2008 e dessa experiência retirou material para “O Livro de Praga: Narrativas de Amor e Arte”, de 2011. A obra foi ganhadora do prêmio Clarice Lispector de melhor coletânea de contos, concedido pela Biblioteca Nacional. Sua última obra, “Anjo noturno”, foi lançada em 2017.

 

SOBRE OS DEPOIMENTOS PARA A POSTERIDADE

Em 1966, o MIS-RJ, inaugurou o projeto Depoimentos para a Posteridade, inédito programa de história oral criado para preservar a memória de diversos setores da cultura nacional, tais como a música, a literatura, o cinema e as artes plásticas. Atualmente conta com um acervo de mais de mil depoimentos, com quatro mil horas de material, gravado em áudio e vídeo, de figuras notáveis, como Nelson Rodrigues, Tarsila do Amaral, Fernanda Montenegro, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Nelson Motta, Ary Fontoura, Antonio Fagundes, Nicete Bruno, Zezé Motta, Neguinho da Beija-Flor, Zeca Pagodinho, Paulo César Pinheiro, Daniel Filho, Geraldo Azevedo, Dori Caymmi, Zé da Velha, Riachão, Antonio Cicero, Ronaldo Bastos, Paulo Barros, Roberto Menescal, Cesar Villela, Joyce Moreno, entre outros. Vale lembrar que todas as gravações ficam à disposição do público, nas salas de consulta do MIS, 48 horas depois do término da entrevista.

SERVIÇO

Local: Museu da Imagem e do Som do RJ – Praça Luiz Souza Dantas, 01, Praça XV.

Tel: (21) 2332-9499

Data: 27 de março de 2019 (quarta-feira)

Horário: 14h

Entrada franca

Censura: Livre

www.mis.rj.gov.br

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