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LANA BITTENCOURT RECORDA ERA DE OURO DO RÁDIO NO PROJETO DEPOIMENTOS PARA A POSTERIDADE

04 de abril de 2019


 

65 anos de carreira d’A Internacional

Uma voz poderosa que ecoa desde os tempos da Rádio Tupi, na década de 1950. Mais do que uma diva da Era de Ouro do rádio, a cantora Lana Bittencourt, atualmente com 88 anos, traz em sua trajetória a própria história da música, entre sambas, boleros e clássicos internacionais. Agora, A Internacional , como ficou conhecida, contará sua história na série Depoimentos para a Posteridade do MIS / Museu da Imagem do Som – equipamento da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. O evento acontece na tarde do dia 17 de abril (quarta-feira), às 14h, na sede da Praça XV.

Para a sabatina de abril estão convidados Ellen de Lima (cantora e atriz), Rodrigo Faour (jornalista, produtor e crítico musical), Tárik de Souza (jornalista, crítico musical e poeta) e Ney Matogrosso (cantor, compositor, ator e diretor). Vale lembrar que o auditório tem capacidade para 50 pessoas, por isso é bom chegar cedo para garantir o lugar. A entrada é franca.

Irlan Figueiredo Passos nasceu no Rio de Janeiro no dia 5 de fevereiro de 1931, mas somente a partir de 1954, quando abandonou o curso de línguas anglo-germânicas, passou a ser reconhecida como Lana Bittencourt, ao estrear na Rádio Tupi. Nessa época gravou seu primeiro disco em 78rpm, registrando “Samba da Noite” e “Emoção”, e logo após foi contratada pela Rádio Mayrink Veiga. Além disso, apresentou também um programa na TV Paulista durante o período.

A década de 1950 foi uma das mais produtivas para a cantora, quando lançou dezenas de títulos em formato Long Play (LP) de 78rpm pela gravadora Columbia. Neste período foram registrados sambas, boleros e sambas-canções clássicos da música brasileira, como “Juca” e “Meu benzinho”. Em 1957, Lana Bittencourt gravou dois de seus maiores sucessos, ”Se alguém telefonar” e “Little Darling” e também lançou “Se todos fossem iguais a você”, dos ainda desconhecidos Tom Jobim e Vinicius de Moraes.

Já em 1958, a cantora lançou “Lana em Musicalscope”, LP que reuniu seus primeiros sucessos além de outros registros internacionais, e foi premiada com o troféu Microfone de Ouro, da revista Radiolândia, depois de escolhida como a “Melhor cantora do ano” no Rádio. Com o rápido sucesso, Lana foi convidada com Cauby Peixoto e Leny Everson para participar do programa de TV norte-americano de Ed Sullivan. Sua trajetória nas telas também foi marcada pela participação nos filme “Chofer da Praça” (1958), “Jeca tatu” (1959) e “As Aventuras de Pedro Malasartes”, todos de Mazzaropi.

Durante a década de 1960, Lana lançou diversos LPs, com destaque para “Exaltação ao Samba”, que foi relançado na década de 1990 em CD, com o título “Exaltação à Bahia”. Já pela gravadora CBS, lançou “O sucesso é Lana Bittencourt”, com canções estrangeiras e nacionais. Também gravou ao vivo o disco “Lana no 1800”, como músicas de Dolores Duran, João do Vale e Zé Ketti, em 1965.

Após longo hiato, lançou em 1982 o LP “Jubileu de Prata”, com canções de Gonzaguinha e Wilson Franco, além de antigos sucessos. Em 1987, lançou “Karma Secular”, que traz registro da faixa-título , composta por Angela Ro Ro. Já em 1998, a Polydisc lançou um CD com gravações inéditas de antigos sucessos, além de clássicos como “Maria, Maria”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, e “Olhos nos olhos”, de Chico Buarque.

Ao longo da década de 2000, além de excursionar pelo país, participou do projeto “Grande nomes em sintonia”, no Teatro Ipanema. Em 2010, começou a gravação de seu primeiro DVD, com o título “Lana Bittencourt – A diva passional”, registrado no Teatro Rival BR e lançando posteriormente em CD duplo. Já em 2012, participou do show “MPB pela ABL – A volta das cantoras do Rádio” e em 2014 do espetáculo “A Noite – Nas ondas da Rádio Nacional”. Nos últimos anos, se apresentou em diversas capitais, como Rio de Janeiro e São Paulo, relembrando clássicos da Era de Ouro do rádio.

SOBRE OS DEPOIMENTOS PARA A POSTERIDADE

Em 1966, o MIS-RJ, inaugurou o projeto Depoimentos para a Posteridade, inédito programa de história oral criado para preservar a memória de diversos setores da cultura nacional, tais como a música, a literatura, o cinema e as artes plásticas. Atualmente conta com um acervo de mais de mil depoimentos, com quatro mil horas de material, gravado em áudio e vídeo, de figuras notáveis, como Nelson Rodrigues, Tarsila do Amaral, Fernanda Montenegro, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Nelson Motta, Ary Fontoura, Antonio Fagundes, Nicete Bruno, Zezé Motta, Neguinho da Beija-Flor, Zeca Pagodinho, Paulo César Pinheiro, Daniel Filho, Geraldo Azevedo, Dori Caymmi, Zé da Velha, Riachão, Antonio Cicero, Ronaldo Bastos, Paulo Barros, Roberto Menescal, Cesar Villela, Joyce Moreno, entre outros. Vale lembrar que todas as gravações ficam à disposição do público, nas salas de consulta do MIS, 48 horas depois do término da entrevista.

SERVIÇO

Local: Museu da Imagem e do Som do RJ – Praça Luiz Souza Dantas, 01, Praça XV.
Tel: (21) 2332-9499
Data: 17 de abril de 2019 (quarta-feira)
Horário: 14h
Entrada franca
Censura: Livre
www.mis.rj.gov.br

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