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LANA BITTENCOURT CANTA E ENCANTA DURANTE O DEPOIMENTO PARA POSTERIDADE

29 de abril de 2019


 

A música sem fronteiras d’A Internacional

“A música não tem fronteiras, eu canto até karaokê”. Foi nesse tom, descontraído e intimista, que a diva da Era de Ouro do Rádio, Lana Bittencourt, participou do Depoimento para Posteridade no último dia 17, no auditório do Museu da Imagem e do Som. Aos 88 anos, a cantora e atriz foi sabatinada por nomes de peso: o cantor Ney Matogrosso, o jornalista Tárik de Souza e a cantora Ellen de Lima. O pesquisador e jornalista Rodrigo Faour ficou responsável pela coordenação do Depoimento, que relembrou a trajetória de “uma das maiores divas da canção”, como ressaltou Faour.

Batizada com o nome de Irlan, que ela disse significar “lago manso” em grego, a cantora relembrou suas primeiras incursões pela música. Com “cachinhos iguais aos da Shirley Temple”, Lana ainda criança já imitava Carmem Miranda, Aracy de Almeida, Francisco Alves e Vicente Celestino. Sempre apoiada pelos pais, “dançarinos de tango” como ressaltou, aos 16 anos a cantora começou a estudar canto, levada pela avó italiana. Chegou a trabalhar como bibliotecária e a fazer curso de línguas estrangeiras, mas teve seus planos alterados após participar do programa de calouros capitaneado por Almirante.

“Café quente com uma colher de manteiga”. Foi dessa forma que a cantora conservou a voz impecável, como comprovou o público presente ao Depoimento. A diva cantou trechos de Edith Piaf, Marlene, além de sucessos como ‘Little Darling’, ‘Se alguém telefonar’ e ‘Quem se humilha’: “Essa canção foi uma cachaça, todo mundo adorava”. Ao acompanhar as lembranças de Lana, um boquiaberto Ney Matogrosso foi taxativo: “Eu me impressiono com a memória dela!”.

Questionada sobre a alcunha de ‘A Internacional’, Lana relembrou sua participação no programa de TV norte-americano The Ed Sullivan Show e sua fluência em línguas estrangeiras: “Eu adorava cantar em tudo que é idioma, acho que a música é a maior união dos povos”. Logo em seguida, Lana cantou ‘I will follow him’, sucesso dos anos 1960. Nesse período, a presença de Lana nas telas era recorrente, chegando a participar de alguns filmes de Mazzaropi.

Ao repassar seus 65 anos de carreira, Lana recordou emocionada dos amigos Cauby Peixoto, Maysa e Dóris Monteiro. Relembrou também do período em que se afastou dos palcos nos anos 1970 e de seu retorno na década seguinte: ”Voltar era tudo que eu queria”. Sua filha, Lana Cristina, que também é cantora, nunca tinha visto uma apresentação da mãe até então: “Fiquei impressionada por descobrir que minha mãe cantava!”.

Duas histórias relembradas causaram risadas no público presente. Primeiro, Lana recordou de sua apresentação no programa de Flavio Cavalcanti: “Minha filha quase nasceu ao vivo, enquanto cantava tinha uma ambulância próximo do palco me esperando”. Posteriormente, Lana falou sobre sua campanha para vereadora de Niterói, quando recebeu 14 mil votos: “Eu queria aparecer, estava de onda”, em meio às gargalhadas dos presentes.

Na última parte de seu depoimento, Lana Bittencourt dedicou algumas palavras de carinho para a mesa de entrevistadores e agradeceu a presença da sua amiga desde a Era de Ouro do Rádio, Ellen de Lima. Com Ney Matogrosso, cantou trechos de ‘Viajante’. Em resposta, o cantor se disse “privilegiado” por poder falar um pouco sobre a história da cantora. Já Tarik de Souza, que segundo a própria Bittencourt foi o primeiro jornalista a entrevistá-la, afirmou que sempre foi “fã da Lana”. Lana também relembrou quando conheceu o jornalista Rodrigo Faour, como garçom ainda nos anos de 1990, e do seu DVD duplo ‘A diva passional’, que registrou os sucessos da cantora ao vivo e foi produzido por Faour. Lana aproveitou para cantar trechos de ‘Sangrando’, de Gonzaguinha, que está presente na obra: “Seu canto é minha força para cantar”.

Ao encerrar, a cantora e atriz fez um balanço dos 88 anos de vida: “Eu não tenho um arrependimento. Se eu voltar em outra encarnação, serei cantora novamente”.

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