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FLAUTISTA ODETTE ERNEST DIAS ABRE A SÉRIE DEPOIMENTOS PARA A POSTERIDADE

16 de janeiro de 2019


Divulgação

 

Para inaugurar a programação de 2019, o MIS / Museu da Imagem do Som elegeu a flautista Odette Ernest Dias como convidada de janeiro da série Depoimentos para a Posteridade. O encontro acontece na tarde do dia 23 de janeiro (quarta-feira), às 14h, na sede da Praça XV. Para compor a mesa dos entrevistadores, Elias Fajardo (escritor e pintor); Maria Teresa Madeira (pianista); Raul D’Avila (flautista) e Sérgio Barrenechea (pesquisador). Vale lembrar que o auditório tem capacidade para 50 pessoas, por isso é bom chegar cedo para garantir o lugar. A entrada é franca.

Marie Thérèse Odette Ernest Dias nasceu em Paris, no dia 2 de fevereiro de 1929 e se radicou no Brasil em 1952, a convite do maestro Eleazar de Carvalho, para tocar na Orquestra Sinfônica Brasileira e Nacional, onde permaneceu até 1969, participando de momentos importantes da história musical do Brasil. Sua formação como concertista teve início no estudo da flauta transversal, história da música e estética no Conservatoire National Superieur de Paris, onde obteve em 1951 o primeiro prêmio em flauta e a primeira medalha de flauta no Concurso Internacional de Genebra (Suíça).

Odette integrou também as orquestras da Rádio Tupi, Rádio Mayrink Veiga, Rádio Nacional e da TV Globo. Participou de gravações com inúmeros artistas da música popular, inclusive da histórica gravação, em 1958, de músicas de Tom Jobim por Elizeth Cardoso. Exerceu as funções de solista de orquestra, recitalista e camerista, sendo inclusive fundadora da Camerata do Rio. Atuou como professora do Conservatório Brasileiro de Música e dos Seminários de Música Pró-Arte (RJ).

Em 1969 deixou a OSB para integrar a Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC, onde tocou até 1974. De 1974 a 1994, residindo em Brasília, foi titular da Universidade Federal de Brasília por notório saber, atuando como professora de flauta, estética e musicologia. Atuou também como professora visitante da Universidade do Texas, em Austin, nos Estados Unidos, em 1982; como professora visitante na Universidade Federal de Minas Gerais em 1992; e como professora convidada pela Fundação de Educação Artística em Belo Horizonte (MG). Exerceu as funções de pesquisadora pelo CNPq e de consultora do CNPq e da CAPES.

Seu interesse pela formação da música brasileira foi incentivo para a realização de pesquisas sobre este assunto, resultando em vários discos gravados, artigos e livros publicados, a participação em congressos especializados e realização de recitais frequentes no Brasil e no exterior. Atuou também como intérprete na trilha sonora de Rio de memórias, filme de José Inácio Parente. Publicou o livro Mateus-André Reichert: um flautista belga na corte do Rio de Janeiro, pela Editora Universidade de Brasília/CNPq.

Ao longo da carreira, a flautista foi nomeada para realizar gestões e redigir a seção referente à atividade musical de Diamantina (MG) para o dossiê de tombamento da cidade como patrimônio da humanidade, encaminhado pelo Iphan à Unesco, e agraciada pela Funarte e pelo governo do Distrito Federal com a Comenda de Mérito Cultural por suas atividades musicais. Prestes a completar 90 anos, Odette dedica-se até hoje à pesquisa e atividades relacionadas à música.

SOBRE OS DEPOIMENTOS PARA A POSTERIDADE

Em 1966, o MIS-RJ, inaugurou o projeto Depoimentos para a Posteridade, inédito programa de história oral criado para preservar a memória de diversos setores da cultura nacional, tais como a música, a literatura, o cinema e as artes plásticas. Atualmente conta com um acervo de mais de mil depoimentos, com quatro mil horas de material, gravado em áudio e vídeo, de figuras notáveis, como Nelson Rodrigues, Tarsila do Amaral, Fernanda Montenegro, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Nelson Motta, Ary Fontoura, Antonio Fagundes, Nicete Bruno, Zezé Motta, Neguinho da Beija-Flor, Zeca Pagodinho, Paulo César Pinheiro, Daniel Filho, Geraldo Azevedo, Dori Caymmi, Zé da Velha, Riachão, Antonio Cicero, Ronaldo Bastos, Paulo Barros, Roberto Menescal, Cesar Villela, Joyce Moreno, Claudette Soares, Armando Pittigliani, Bebeto Castilho, Wanda Sá, Chico Batera, MPB-4, Laíla, entre outros. Vale lembrar que todas as gravações ficam à disposição do público, nas salas de consulta do MIS, 48 horas depois do término da entrevista.

SERVIÇO

Local: Museu da Imagem e do Som do RJ – Praça Luiz Souza Dantas, 01, Praça XV.
Tel: (21) 2332-9068
Data: 23 de janeiro de 2019 (quarta-feira)
Horário: 14h
Entrada franca
Censura: Livre
www.mis.rj.gov.br

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