O extraordinário Vik Muniz participa da série Depoimentos para a Posteridade


Vik Muniz acompanhado do escritor Pedro Corrêa do Lago e do mediador Pedro Paulo

Não fosse um entrevero na rua, de repente Vik Muniz não teria sido o artista plástico que hoje em dia encanta o mundo. Foi com o dinheiro dado por um dos brigões – para reparar o dano e evitar um processo – que Vik comprou uma passagem para os EUA, em 1983, e lá batalhou, estudou e se consagrou internacionalmente. Essa e outras histórias da trajetória de Vik fizeram parte de seu Depoimento para a Posteridade, que aconteceu no dia 2 de setembro de 2020, respeitando todos os protocolos de segurança.

Fotógrafo e pintor, Vik é conhecido por usar materiais inusitados em suas obras, como lixo, açúcar e chocolate. Desde 1988, o artista desenvolve trabalhos se apropriando da percepção e representação de imagens e usando diferentes técnicas. Em 2010 lançou ‘Lixo Extraordinário / Waste Land’, um longa-metragem que acompanhou o trabalho de Muniz junto aos catadores de materiais recicláveis em Jardim Gramacho . A obra – dirigida pela britânica Lucy Walker, pelo carioca João Jardim e pela pernambucana Karen Harley – foi indicada ao Oscar de melhor documentário em 2011, tendo sido também premiado nos festivais de Berlim e Sundance.