Troféu – Nara Leão


Troféu Assis Chateaubriand- Nara Leão

Objeto Comemorativo​

Busto de Assis Chateaubriand, cabeça ligeiramente voltada à direita, cabelos curtos repartidos do lado, nariz adunco, vestido de paletó, camisa e gravata. Abaixo da roupa, inserida em placa, a inscrição: “‘Velho Capitão’ | Nara Leão | A P. Show – 16.3.68”. Na face lateral direita da escultura: “H. COZZO”, em baixo relevo​. Base quadrangular em madeira.​

Detalhes do Acervo

Dimensões: A 17 cm x L 12 cm x P 9,8 cm
Técnica: Fundição, Molde
Data: 1968
Autor: Humberto Cozzo
Material : Bronze – Madeira
Coleção: Nara Leão

Nara Leão

Nara Leão ao violão. Anos 60. Foto sem assinatura. Coleção Nara Leão. Acervo MIS.

Nara Lofego Leão (1942 – 1989) já aos 12 anos ganhou do pai o seu primeiro violão e passou a fazer aulas com o músico Patrício Teixeira. Durante o ano de 1957, no apartamento de Nara, aconteceram as primeiras das famosas reuniões do grupo de jovens músicos, que participariam da Bossa Nova. O ano de 1963 foi bastante prolífico para Nara, que se apresenta pela primeira vez como cantora profissional, dividindo o palco com Carlos Lyra e Vinícius de Moraes no espetáculo Pobre Menina Rica, escrito pelos dois; fez suas primeiras apresentações em programas de TV de diferentes estados; e, no final do ano, iniciou a gravação do primeiro disco da sua carreira. Nara foi uma das primeiras cantoras consagradas a apoiar a Tropicália. Foi ao cantar A Banda, de Chico Buarque, que Nara ganhou o 2° Festival de Música Popular. Já em 1967, participou do III Festival da Música Popular Brasileira, interpretando A estrada e o violeiro, ao lado do autor da música, Sidney Miller. A canção foi contemplada com o prêmio de Melhor Letra. Em outro prêmio concedido durante a década de 70, Nara Leão foi considerada a melhor cantora pela Associação dos Críticos de Arte de São Paulo. O último disco lançado foi em 1989, com o título My Foolish Heart. Ao longo da carreira, a intérprete lançou mais de 20 discos e se tornou um dos principais nomes da MPB.​

Deixa eu te contar…

Esse troféu foi oferecido à Nara Leão no programa de auditório Aérton Perlingeiro, que era apresentado aos sábados, desde a década de 1950 até 1980, na Rede Tupi de Televisão. O apresentador Aérton Perlingeiro (1921 – 1992) criou o prêmio O Velho Capitão, representando Assis Chateaubriand e o ofertou a muitas personalidades de nossa MPB. Uma curiosidade é que o próprio personagem imortalizado no prêmio também o recebeu ainda em vida, pouco antes de morrer.​ O escultor Humberto Cozzo, ou como era chamado Bartolomeu Cozzo, produziu inúmeras obras em espaços públicos de diversas cidades brasileiras, mas um de seus trabalhos mais relevantes para os cariocas são as esculturas e altos relevos da Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Galeria de Imagens

Troféu recebido por Nara Leão em 1968 . Abaixo da roupa, inserida em placa, a inscrição: “‘Velho Capitão’ | Nara Leão | A P. Show – 16.3.68” . Foto Michael Marques
Face lateral direita da escultura: “H. COZZO” . Foto Michael Marques
Nara Leão em apresentação. Anos 60. Foto: Paulo Lorgus. Coleção Nara Leão. Acervo MIS
Nara Leão no “Show Opinião”. Ano: 1964. Foto: Paulo Lorgus. Coleção Nara Leão. Acervo MIS
Nara Leão em apresentação. Anos 60. Foto: Paulo Lorgus. Coleção Nara Leão. Acervo MIS

“Dia de luz festa de sol​ e um barquinho a deslizar​ no macio azul do mar​​”

Trecho de O Barquinho, clássico da MPB, composto por Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli.​