Taxifoto – Guilherme Santos


Taxifoto – Guilherme Santos

Equipamento fotográfico​

Equipamento mecânico de mesa utilizado para visualizar vistas estereoscópicas. Peça ótica baseada na visão estereoscópica ou tridimensional, hoje conhecida como 3D. As imagens estereoscópicas são obtidas através de câmera fotográfica de duas objetivas situadas a uma distância similar à que separa os olhos. Desta forma, a fotografia estereoscópica é composta por duas imagens do mesmo tema, tomadas em um ângulo ligeiramente diferente e colocadas uma junto à outra na mesma placa de vidro, com o objetivo de ser vista em um visor estereoscópico.

Detalhes do Acervo

Dimensões: A 48 cm x L 30 cm x P 27,5 cm
Técnica: Marcenaria
Suporte: Madeira – Vidro
Fabricante: Jules Richard (Paris)
Coleção: Guilherme Santos. Acervo MIS.

Guilherme Santos

Guilherme Santos (1871 – 1966) foi um dos maiores e mais importantes fotógrafos amadores a atuar com a técnica estereoscópica no Brasil. Santos era um comerciante de profissão, nascido na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Fazia parte da Sociedade Brasileira de Belas Artes e era membro do Photo Club Brasileiro (1925), sua produção pode ser dividida entre a fotografia artística e a documental. Ele entendia a fotografia como uma missão civilizatória e patriótica e foi pioneiro ao introduzir no Brasil, a Verascope, câmera estereoscópica de Jules Richard, patenteada em 1893. Emprestava seu laboratório ao fotógrafo Augusto Malta e gostava de se diferenciar dos fotógrafos profissionais que viviam da fotografia.​

Deixa eu te contar…

Guilherme Santos foi para a Europa para ajudar a passar por um trauma depois de um roubo em uma das lojas que era sócio-proprietário e ficava abaixo do sobrado onde vivia, a joalheira Casa Luiz de Rezende, m dezembro de 1898. Foi esta estadia na Europa em 1905, que o aproximou da imagem tridimensional, após visitar uma exposição da Maison Richard, em Paris, onde estavam expostas vistas estereoscópicas do sistema Verascope, incluindo algumas do Brasil. Ele, já então apaixonado pela fotografia se decepcionou com a imagem de um Brasil atrasado e selvagem, que segundo sua perspectiva era apresentado lá fora. Foi a partir desse fato, que adquiriu materiais da própria Richard, para a produção e visualização de estereoscopias, tais como 14 visores estereoscópicos, um deles acervo do MIS RJ, e em imagem 3D acima.​

Vídeo

Galeria de Imagens

Taxifoto com câmara aberta e as gavetas onde eram colocada os arquivos de vistas estereoscópicas Foto: Michael Marques
Sinalizados da vista estereoscópica que está aparecendo no visor. Foto: Michael Marques
Retrato de Guilherme Santos. Ano: 1910-20. Foto sem assinatura. Coleção Guilherme Santos. Acervo MIS
Desfile do corso carnavalesco na Avenida Rio Branco. Ano: 1932. Foto: Guilherme Santos. Coleção Guilherme Santos. Acervo MIS
Visor do aparelho taxifoto com estereoscopia dos pavilhões construídos para a Exposição Internacional do Centenário da Independência. Dentre eles, vê-se o atual prédio do MIS Praça XV. Ano: 1922. Coleção Guilherme Santos. Acervo MIS

“O homem que não vive para servir, não serve para viver.​”

Frase comumente dita por Guilherme Santos, segundo sua neta Lilia Maya Monteiro, em depoimento ao MIS da Série de Projetos Especiais – Projeto Guilherme Santos, Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, em 22 de Janeiro de 1988.