Prêmio PDF SGE Melhor Sambista – Odete Amaral


Prêmio PDF SGE Melhor Sambista – Odete Amaral

Objeto Comemorativo​

Escultura feminina personificando a deusa grega da Música, Euterpe, segurando nas mãos o atributo que a distingue: uma flauta disposta na diagonal. Na face anterior da base da escultura, a inscrição: “EUTERPE”, na posterior, “H Peçanha”. A figura encontra-se acoplada à estrutura escalonada em dois níveis, no superior, placa com inscrição: “PDF PRÊMIO SGE | CIDADE DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO | À ODETE AMARAL | A Melhor Sambista – 1959”.​​

Detalhes do Acervo

Dimensões: A 28 cm x L 10,7 cm x P 8,6 cm
Técnica: Fundição – Molde
Data: 1959​
Autor: Honório Peçanha
Coleção: Odete Amaral
Material: Bronze, Madeira​

Odete Amaral

Odete Amaral com o troféu Euterpe, enquanto posa para foto no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Ano: 1958. Foto sem assinatura. Coleção Odete Amaral. Acervo MIS.

Odete Amaral (1917 – 1984), por sua bonita voz, era sempre convidada a cantar no teatro da escola, além de festas de aniversário. Sua irmã, que muito a admirava, levou-a à Rádio Guanabara, na época dirigida por Alberto Manes, para que fizesse um teste. Fez a prova acompanhada pelo pianista Felisberto Martins, cantando Minha embaixada chegou, de Assis Valente. Após o primeiro teste, os convites não pararam mais. Odete foi convidada para se apresentar no programa Suburbano, em uma revista musical no Teatro João Caetano e em vários programas de rádio. Em 1938, casou-se com Cyro Monteiro com quem teve um filho. O casal foi considerado um dos mais famosos e populares de sua época. Separaram-se em 1949. ​ Intérprete de choros e sambas, integrou o coro das gravações de cantores famosos como Carmen Miranda e Dircinha Batista.​ Odete recebeu do amigo e incentivador César Ladeira o carinhoso apelido de “A Voz Tropical”. A cantora trabalhou em diversas rádios brasileiras, entre elas a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. Odete encantou gerações, cantando clássicos da música brasileira.​​

Deixa eu te contar…

Odete ganhou, em 1959, o prêmio de melhor sambista da Cidade de São Sebastião do Rio de janeiro, recebendo o troféu feito pelo escultor brasileiro Honório Peçanha (1907 – 1992), conhecido por ser autor da estátua do ex-presidente Juscelino Kubitschek para o Memorial JK de Brasília. ​ A escultura personifica uma das nove musas da mitologia grega, Euterpe (a Doadora de Prazeres), filha de Zeus e musa da música.​

Galeria de Imagens

Troféu PDF PRÊMIO SGE dado a Odete Amaral em 1959. Escultura feminina personificando a deusa grega da Música, Euterpe, segurando nas mãos o atributo que a distingue: uma flauta disposta na diagonal. Foto: Michael Marques
Odete Amaral vestida de rainha dos Disc-Jóqueis. Ano: 1962. Foto: Lutz Fernando. Coleção Odete Amaral. Acervo MIS
Odete Amaral com o troféu Euterpe, enquanto posa para foto no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Ano: 1958. Foto sem assinatura. Coleção Odete Amaral. Acervo MIS

“Foi numa batucada​ em Mangueira​ que eu fui com um​ moreno que eu tinha, pra ele aprender a sambar​”​

Trecho de Farrapo, samba de Egídio Figueiredo, que Odete Amaral gravou em 1941.​