MIS/ Perguntas frequentes

 

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Qual é o status da obra?

Está na terceira etapa, de esquadrias, acabamentos e instalações. A primeira, concluída em abril de 2010, consistiu na desapropriação do terreno e na demolição sustentável do imóvel existente no local (com reaproveitamento de 98,1% dos materiais). A segunda, encerrada em julho de 2014, foi a das fundações (desafiadora, por se tratar de um terreno localizado em região arenosa e densamente habitada) e estruturas.

 

Por que o MIS ainda não está pronto?

Em função de alguns desafios: na etapa das fundações, houve problemas em decorrência da natureza do terreno, que foram superados, mas que atrasaram a construção. Esta etapa foi bastante desafiadora, por se tratar de um terreno localizado em região arenosa e densamente habitada. Mesmo após a realização de todos os estudos e sondagens, os problemas só puderam ser constatados durante a execução das fundações, exigindo adequações de projeto às condições do terreno. Na terceira etapa, a de acabamentos, instalações e esquadrias, fez-se necessária uma nova licitação, já que o contrato com a empreiteira foi rescindido, o que causou novo atraso.

 

A crise financeira pode inviabilizar a construção?

Não, já que os recursos para a execução da atual etapa da obra estão garantidos pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
 

Como faço para trabalhar no MIS?

A partir da inauguração de sua nova sede, o MIS passará a ser gerido por uma Organização Social da Cultura (OS), a ser escolhida pelo Governo do Estado, por meio de um processo de seleção pública. A OS gestora, quando selecionada, divulgará o seu canal para envio de currículos.

 

O que é o MIS?

É o Museu da Imagem e do Som, que iniciou suas atividades em 1965, essencialmente como um importante centro de documentação. O acervo do MIS conta com 30 coleções particulares, contendo fotos, discos, filmes, vídeos, instrumentos, documentos e coleções abrangentes, como a da Rádio Nacional (com programas, roteiros, fotos etc.). Além disso, o MIS produz, desde 1966, sua própria coleção, com destaque para os “Depoimentos para a Posteridade”: registros de história oral a partir de gravações com personalidades importantes da cultura brasileira. A ideia da nova sede do MIS, em Copacabana, surgiu em 2008, com a estruturação do projeto, que visa revitalizar o Museu e ressignificar o seu imenso acervo, a partir de uma linguagem expográfica contemporânea. O novo MIS celebrará e contará a história da cultura brasileira tendo o Rio como epicentro. E mostrará como as manifestações culturais cariocas forjaram grande parte do que se chama cultura brasileira.

 

Onde funciona o MIS atualmente?

Atualmente, o MIS ocupa dois endereços: o prédio original do Museu, na Praça XV; e outro edifício, na Lapa.

 

Quem desenvolve o projeto da nova sede do MIS?

O novo MIS, na Avenida Atlântica, é uma iniciativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Cultura, concebido e realizado em conjunto com a Fundação Roberto Marinho. Tem como patronos TV Globo, Itaú e Natura, patrocinadores Vale, IBM, Light e Ambev,  apoio do Grupo Votorantim e da NHJ do Brasil, e realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

Quantos “Depoimentos” já foram gravados?

Já são mais de mil depoimentos que, somados, ultrapassam quatro mil horas de gravação e estão disponíveis para consulta. A pesquisa, atualmente, pode ser feita na sede da Lapa.

 

Por que o MIS ganhará uma nova sede em Copacabana?

A construção do novo prédio vai possibilitar ao público um passeio pelo acervo da instituição, que será exposto pela primeira vez em formato de narrativa, e incluirá a coleção do Museu Carmen Miranda.  A nova sede terá salas de exposição de curta e longa duração, espaços destinados à pesquisa, salas para atividades educativas, um centro de documentação, um cine-teatro-auditório de 280 lugares, loja, cafeteria, restaurante panorâmico, boate e um mirante.

 

Como será a acessibilidade?

A nova sede foi projetada respeitando as legislações relativas à acessibilidade física e também contará com variadas ferramentas de acessibilidade de seu conteúdo, visando atender aos diferentes públicos que pretende receber. Audioguias em três idiomas (português, inglês e espanhol), maquetes táteis e outras ferramentas sensoriais compõem o projeto.

 

Qual o impacto ambiental na construção da nova sede do MIS?

O cuidado e a preocupação com o meio ambiente permeiam todas as fases do projeto, desde a demolição do prédio que ocupava originalmente o terreno. A demolição foi feita de forma seletiva e teve um índice de reciclagem e reaproveitamento de 99,81% dos materiais. O projeto segue as especificações para obter a certificação LEED (Liderança em Energia e Projeto Ambiental), concedida pelo Green Building Council (USGBC).

 

O que o público vai ver no MIS?

A arquitetura do prédio apresenta-se como um boulevard vertical e propõe um passeio pela cultura brasileira. No térreo, uma banca de jornal virtual com notícias atualizadas, uma loja e uma cafeteira  recebem o visitante. A exposição de longa duração começa no pavimento Espírito Carioca, dividido em três eixos: o humor, a rebeldia e a festa. Lá, uma grande imersão no carnaval carioca garante a folia durante o ano inteiro. O pavimento seguinte, denominado Doce Balanço, é dedicado à música e ao rádio. Um documentário conta a história do samba. O samba-canção, o samba-jazz, a bossa nova, a canção moderna: pode-se ouvir a evolução da música brasileira. No pavimento Alegres Trópicos, a trajetória de Carmen Miranda, personagem-síntese do Museu, de garota carioca a estrela de Hollywood. Além dela,  há a produção televisiva e os momentos em que o Brasil parou diante da tela. Já no pavimento É Sal, é Sol, é Sul, vê-se a cidade voltada para o mar: as fotos de Augusto Malta e Guilherme Santos, estrelas do acervo do MIS, mostram a reurbanização da cidade. No subsolo do prédio, as Noites Cariocas e suas histórias fundamentais: a música na noite carioca e a genealogia do funk, que transforma o espaço em um baile. Além da boate, o subsolo conta também com um cine-teatro-auditório para uma agitada programação cultural. O terraço do prédio é como um mirante, que, à noite, poderá funcionar como cinema a céu aberto e terá, ainda, um restaurante panorâmico.

 

Quem são os responsáveis pelo projeto arquitetônico da nova sede do MIS?

A concepção arquitetônica da nova sede é do escritório americano Diller Scofidio + Renfro. O projeto também conta com o desenvolvimento técnico do escritório do arquiteto brasileiro Luiz Eduardo Índio da Costa.

 

Como foi escolhido o projeto da nova sede do MIS?

A seleção foi feita por um Concurso Internacional de Ideias, realizado em 2009, do qual participaram sete dos mais importantes escritórios de arquitetura do mundo, quatro brasileiros e três estrangeiros, sendo eles: Bernardes & Jacobsen, Brasil Arquitetura, Daniel Libeskind, Diller Scofidio + Renfro, Isay Weinfeld, Shigeru Ban e Tacoa Arquitetos. O vencedor foi eleito por uma comissão de jurados presidida pela Secretária de Estado de Cultura à época, Adriana Rattes, e que contou com a participação de dez profissionais renomados. Os critérios utilizados para avaliar os projetos foram: inovação e originalidade tecnológica e estética; adequação física e estética ao local; atendimento aos parâmetros estabelecidos no programa funcional; exequibilidade do projeto e atendimento aos parâmetros de sustentabilidade, tais como eficiência energética e do uso de água; e acessibilidade universal, ou seja, facilidade de acesso para todos os visitantes, inclusive aqueles com algum tipo de deficiência.

 

O que vai acontecer com os prédios onde o MIS funciona atualmente, na Lapa e na Praça XV?

O prédio da Praça XV foi transferido para uso do poder judiciário, por meio do Decreto 45.452/2015, para o fim de integrar o conjunto de prédios do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Assim, tão logo seja feita a mudança do acervo para a sede da Lapa, o prédio será utilizado pelo Tribunal. A sede da Lapa abrigará todo o acervo físico da instituição e dará suporte á nova sede, em Copacabana.

 

 

 

PARCEIROS


 

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