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WANDA SÁ GRAVA SEU DEPOIMENTO PARA A POSTERIDADE NO MIS

11 de julho de 2018


 

A cantora Wanda Sá é a convidada do MIS / Museu da Imagem do Som – equipamento da Secretaria de Estado e Cultura-  na série Depoimentos para a Posteridade no próximo 25 de julho (quarta-feira), às 14h, na sede da Praça XV. O evento faz parte do calendário comemorativo do museu, em alusão aos 60 anos da Bossa Nova. Para entrevistá-la, um time de peso, o jornalista e escritor Joaquim Ferreira dos Santos, além dos músicos e instrumentistas Carlos Lyra e Gilson Peranzzetta. Vale lembrar que o auditório tem capacidade para 50 pessoas, por isso é bom chegar cedo para garantir o lugar. A entrada é franca.

Wanda Maria Ferreira de Sá nasceu no dia 1 de julho de 1944, em São Paulo. Com apenas um mês de idade, a cantora e instrumentista se mudou para o Rio de Janeiro, cidade onde vive até hoje. Aos seis anos, começou a estudar balé, surgindo deste aprendizado a paixão pela música. Aos 11 anos, trocou o balé pelo violão, estudando com uma professora particular que promovia apresentações de seus alunos em espetáculos de fim de ano. Mais tarde, estudou com Roberto Menescal e, em 1962, já fazia parte da equipe de professores da academia de violão que o compositor mantinha com Carlos Lyra na Rua Dias da Rocha, em Copacabana. Sua carreira profissional teve início neste mesmo ano, com uma apresentação no programa “Dois no balanço”, do qual participaram também Tom Jobim, Sérgio Mendes e o conjunto Bossa Rio, pela TV Excelsior.

Em 1964, gravou seu primeiro disco, “Wanda vagamente”, produzido por Roberto Menescal e lançado pela RGE. O LP contou com a participação de Dom Um Romão, Edison Machado e os conjuntos de Luís Carlos Vinhas, Tenório Júnior e Sergio Mendes, trazendo os primeiros arranjos orquestrais assinados por Eumir Deodato. No repertório, as primeiras músicas de Edu Lobo, Francis Hime e Marcos Valle, além da canção “Encontro”, de autoria da própria cantora, em parceria com Nélson Motta. No fim deste mesmo ano, mudou-se para os Estados Unidos, convidada por Sergio Mendes para integrar o Brasil 65, juntamente com Jorge Ben, Rosinha de Valença, Tião Neto e Chico Batera. Apresentou-se em diversos shows e gravou dois LPs com o grupo. Em 1966, voltou para o Brasil, decidida a prestar vestibular para o curso de Sociologia da PUC.

Três anos depois, casou-se com Edu Lobo e mudou-se com o marido para os Estados Unidos novamente. Lá, Wanda fez uma participação no disco do compositor com Paul Desmond, gravando a versão americana de “Pra dizer adeus”, de Edu Lobo e Vinicius de Moraes. Em seguida, interrompeu suas atividades artísticas para dedicar-se exclusivamente à família. Em 1982, separou-se de Edu Lobo e retomou sua carreira profissional, apresentando-se em shows. O primeiro registro em estúdio desta segunda fase profissional da cantora foi o CD “Brasileiras”, com Célia Vaz. Em seguida, vieram os shows e gravações com Roberto Menescal, lançados nos CDs “Eu e a música”, “Uma mistura fina”, gravado ao vivo no Mistura Fina (RJ), com a participação de Miéle, e “Estrada Tókio-Rio”, que sublinha as constantes temporadas da cantora no Japão.

Em 1998, seu LP “Wanda vagamente” foi lançado em CD no mercado japonês. Dois anos depois, gravou, com Luís Carlos Vinhas, Tião Neto e João Cortez o CD “Wanda Sá & Bossa Três”. Em 2001, lançou o CD “Bossa entre amigos”, gravado ao vivo com Roberto Menescal e Marcos Valle no Teatro Rival. Ainda em 2001, seu disco “Wanda Vagamente” foi relançado em CD pela Dubas Música, com distribuição da Universal Music, acrescido de três faixas bônus: “So nice”, versão de Norman Gimbel para “Samba de verão” (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle), “Quiet nights of quiet stars”, versão de Gene Lees para “Corcovado” (Tom Jobim) e “To say goodbye”, versão de Lani Hall para “Pra dizer adeus” (Edu Lobo e Torquato Neto).

Em 2002, lançou o CD “Domingo azul do mar”. No ano seguinte gravou o CD “Wanda Sá com João Donato”. Em 2004, apresentou-se, ao lado de Johnny Alf, João Donato, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Leny Andrade, no espetáculo “Bossa Nova in Concert”, realizado no Canecão (RJ).

Em 2005, apresentou-se no Bar do Tom (RJ), com o espetáculo “Bênção Bossa Nova”, ao lado de Roberto Menescal e Miéle. Nesse mesmo ano, gravou, com Roberto Menescal, o CD “Swingueira”, com canções como “A morte de um deus de sal”, “Copacabana de sempre”, “Telefone”, “Mar amar” e “Errinho à toa”, todas de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli. Lançou, em 2006, o CD “Bossa do Leblon”, contendo “Os grilos” (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle) e “Essa passou” (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes), entre outras, além de “Praia do Leblon”, de sua parceria com o baterista e produtor japonês Kazuo Oshida.

Em 2007, lançou, com Roberto Menescal, o DVD “Swingueira e, em 2008, participou do espetáculo “Bossa nova 50 anos”, realizado na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Também no elenco, Roberto Menescal, Oscar Castro Neves, Carlos Lyra, Leila Pinheiro, Emílio Santiago, Zimbo Trio, Leny Andrade, entre outros. Celebrando os 46 anos do lançamento de seu disco de estréia, “Wanda Vagamente”, lançou, em 2010, em parceria com Roberto Menescal, o CD “Declaração”. No repertório, além da inédita que dá nome ao disco (Bena Lobo – seu filho e Paulo César Pinheiro), parcerias de Menescal com Ronaldo Bôscoli  e Oswaldo Montenegro. Em 2012, lançou, em parceria com o grupo vocal Bebossa e o compositor Roberto Menescal, o CD “A Galeria do Menescal”, contendo exclusivamente canções do violonista. Em 2014, lançou pelo selo Discobertas a caixa “Bossa Nova – Anos 60”, caixa com três CDs em homenagem aos seus 50 anos de carreira.

Em 2018, Wanda Sá se dedica ao seu projeto “A música de Tom e Vinícius”, criado para comemorar os 60 anos da Bossa Nova e da parceria de Tom e Vinicius. Para acompanhá-la nos shows,  a dupla de instrumentistas Gilson Peranzzetta e Mauro Senise.

SOBRE OS DEPOIMENTOS PARA A POSTERIDADE

Em 1966, o MIS-RJ, inaugurou o projeto Depoimentos para a Posteridade, inédito programa de história oral criado para preservar a memória de diversos setores da cultura nacional, tais como a música, a literatura, o cinema e as artes plásticas. Atualmente conta com um acervo de mais de mil depoimentos, com quatro mil horas de material, gravado em áudio e vídeo, de figuras notáveis, como Nelson Rodrigues, Tarsila do Amaral, Fernanda Montenegro, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Nelson Motta, Ary Fontoura, Antonio Fagundes, Nicete Bruno, Zezé Motta, Neguinho da Beija-Flor, Zeca Pagodinho, Paulo César Pinheiro, Daniel Filho, Geraldo Azevedo, Dori Caymmi, Zé da Velha, Riachão, Antonio Cicero, Ronaldo Bastos, Paulo Barros, Roberto Menescal, Cesar Villela, Joyce Moreno, Claudette Soares, Armando Pittigliani, Bebeto Castilho, entre outros. Vale lembrar que todas as gravações ficam à disposição do público, nas salas de consulta do MIS, 48 horas depois do término da entrevista.

SERVIÇO

Local: Museu da Imagem e do Som do RJ – Praça Luiz Souza Dantas, 01, Praça XV.
Tel: (21) 2332-9068
Data: 25 de julho de 2018 (quarta-feira)
Horário: 14h
Entrada franca
Censura: Livre

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