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VIVA CHIQUINHA GONZAGA

24 de outubro de 2014


Outubro é o mês em que se comemora o aniversário de nascimento de uma das personalidades mais ilustres da história musical brasileira

 

* Por Anna Paes

Outubro é o mês em que se comemora o aniversário de nascimento de uma das personalidades mais ilustres da história musical brasileira: a compositora, pianista e maestrina Chiquinha Gonzaga, nascida no Rio de Janeiro em 17 de outubro de 1847, portanto há 167 anos.

Em homenagem a ela, a partir de 2012, passou a se comemorar nessa data o Dia Nacional da Música Popular Brasileira.

Chiquinha Gonzaga iniciou o aprendizado musical em casa com o maestro Lobo, contratado por seu pai, e aos onze anos fez sua primeira composição para a festa do Natal, ”Canção dos pastores”.  Dois anos depois, por imposição do pai, casou-se com um oficial da marinha mercante, com quem teve três filhos. Separou-se do marido aos 18 anos e viveu ainda uma paixão amorosa da qual resultou mais um filho.

Iniciou a carreira profissional como professora de piano e pianista do conjunto Choro Carioca, criado pelo compositor Joaquim Callado, seu amigo. Em 1877 estreou com a polca “Atraente”, editada pelo exímio pianista português, compositor e editor Artur Napoleão, alcançando sucesso imediato. Com Artur Napoleão também aperfeiçoou seus estudos de piano.

Em 1885 começou a musicar peças de teatro, tornando-se a primeira maestrina brasileira. Para essas peças teatrais compôs os mais diversos gêneros musicais: polca, fado, tango, habanera, choro, marcha, dobrado, lundu, maxixe, modinha. Entre centenas de peças dançantes que compôs, um de seus maiores sucessos foi o tango “Gaúcho”, lançado em 1897 na peça “Zizinha Maxixe”, de Machado Careca. Quatro anos mais tarde, recebendo letra do mesmo autor teatral, o tango passou a se chamar “Corta-Jaca” e foi incluído na revista Cá e lá, encenada em Portugal e executada em uma audição no Palácio do Catete, a pedido de Nair de Tefé, mulher do presidente Hermes da Fonseca.

Em 1899 compôs, a pedido do cordão Rosa de Ouro, a primeira marcha carnavalesca, “Ó Abre Alas”, ainda hoje cantada em todo o Brasil. Chiquinha Gonzaga abriu caminho para a atuação profissional da mulher na música popular brasileira. Além de participar de campanhas abolicionistas e republicanas, foi fundadora da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT), sendo precursora na luta pelos direitos autorais.

Chiquinha Gonzaga faleceu em 28 de fevereiro de 1935. Seu acervo está atualmente sob a guarda do Instituto Moreira Salles. Com o objetivo de resgatar a obra completa de Chiquinha Gonzaga, os pianistas e pesquisadores Alexandre Dias e Wandrei Braga desenvolveram o Acervo Digital Chiquinha Gonzaga (www.chiquinhagonzaga.com.br) reunindo mais de 300 partituras de Chiquinha Gonzaga, disponíveis gratuitamente no site.

No acervo do MIS-RJ é possível reproduzir registros sonoros, fotografias, vídeos e documentos textuais relacionados a essa grande maestrina brasileira.

* Anna Paes
Chefe da Sala de Pesquisas do MIS-RJ, sede Praça XV
Pesquisador da Música Brasileira

 

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