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VEJA OS MELHORES MOMENTOS DO DEPOIMENTO DE CLAUDETTE SOARES

25 de abril de 2018


Fotos: Guilherme Maia

 

O depoimento da cantora Claudette Soares ao MIS, na última quinta-feira (19 abril) foi marcado pela alegria, descontração e muito humor. Aos 80 anos, a pequena grande Claudette mostrou como ganhou a fama de dama da Bossa Nova. O seu jeito atrevido e alegre fez com que a plateia desse boas risadas ao longo das quase quatro horas de gravação para a posteridade. Seus entrevistadores foram os jornalistas e escritores Ruy Castro e Rodrigo Faour, além do produtor Thiago Marques e do vice-presidente do MIS, Pedro Só. A coordenação da entrevista ficou a cargo de Rosa Araújo, presidente da instituição.

Sobre sua infância em Laranjeiras, a cantora carioca, que desde os anos 60 escolheu SP para viver lembrou de suas influências musicais, ainda menina: “eu sempre fui a baixinha que sofria bullyng na escola, mas nunca deixei de ser atrevida. Para compensar, sempre namorava os mais altos. Tive um namorado de 1,80m”, disse a pequena, que muito elegante em um terninho e uma sandália delicada de salto “18”, fez questão de revelar que foi sempre vaidosa: “nunca subi em um palco ou me apresentei de óculos, além de parecer velhinha, ninguém iria ver meus cílios”.

Sobre a influência musical, ela entregou: “Sylvia Telles sempre foi uma amiga maravilhosa e grande influência para mim no ingresso da Bossa Nova. Mas eu sempre fui louca por Frank Sinatra, Nora Ney. Sou cantora por causa desses grandes nomes”, disse. E por falar em grande cantora, Claudette foi a primeira mulher a gravar Garota de Ipanema.

Sobre a música, a cantora falou, “o maior orgulho do cantor é nunca ter sido esquecida na sua terra, mesmo depois de ter se mudado.” A referência foi por conta da mudança para São Paulo em 1961, cidade que escolheu para viver até hoje e onde conquistou grande sucesso profissional. Ela relembrou: “o Ronaldo Bôscoli que me aconselhou a me mudar para São Paulo, onde de cara tive um ótimo contrato com a boate Baiúca, reduto de grandes nomes na época. Era chiquérrima, ficava na Praça Roosevelt. Eu só queria cantar música nacional, Bossa Nova. Os cantores de lá eram quase poliglotas, pois só cantavam em inglês, francês”, brincou.

Sobre a experiência como ‘princesinha do Baião’, Claudette contou que sempre soube que esta fase musical não duraria. “Luiz Gonzaga brincava comigo mas sempre com carinho de amigo, dizendo que eu era muito metida a besta porque só andava com a turminha da Bossa Nova”.

A cantora, bastante prolixa, ainda brincou com a plateia: “Eu sou tímida, juro. Ninguém acredita só porque falo muito. Vocês não poderiam convidar aqui no MIS a Suzana Vieira para participar desse bate papo comigo, pois não ia acabar nunca.”

Sobre o seu ofício, ressaltou: “Sou somente 20% cantora. Os 80% restantes do meu sucesso ao longo da carreira se devem aos grandes músicos deste Brasil, que sempre me fizeram ótimos arranjos, sempre me acompanharam nos palcos”, disse emocionada.

Sempre muito segura sobre o que já construiu em sua carreira, Claudette repetiu ao longo de toda a rodada de perguntas, “eu faria tudo outra vez.” E completou, “estou adorando desabafar tudo aqui no MIS. Ainda bem que existe este depoimento,” finalizou.

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