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Um trem de luxo parte

02 de dezembro de 2013


 

Foi no século passado… Paulo da Portela, pioneiro ao perceber o papel agregador que o samba exercia na comunidade, se reunia com seus companheiros de escola para discutir os estatutos e questões pertinentes à Portela na viagem de trem de volta do trabalho. Aproveitavam também para mostrar seus sambas.

Como forma de homenagear o “professor” Paulo, Marquinhos de Oswaldo Cruz criou nos anos 1990 o projeto Trem do Samba, que em seu primeiro ano ocupou um animadíssimo vagão. Ao chegar nas imediações de Madureira, a turma se espalhou por algumas rodas de samba. Participei de todas as viagens até a Zona Norte nos primeiros cinco ou seis anos. É impagável.

E, assim como Paulo com a nossa Portela, Marquinhos na época não imaginava que o Trem do Samba se transformasse em uma das maiores manifestações populares da cidade, atraindo milhares de pessoas, com palcos grandes, do tamanho da qualidade dos cantores e compositores que passam por lá.

Paulo se orgulharia de ver o sambista sendo admirado, respeitado, aplaudido, apesar de ainda não ver isso refletido como deveria nas rádios. Mas até isso melhorou um pouco.

Concordo com a Teresa Cristina: todo dia é dia do samba. Mas acho muito bacana o samba ter, sim, seu dia. São através destas  pequenas conquistas que o samba se livrou da polícia, da censura e do preconceito.

Por falar em conquistas, o Dia Nacional do Samba já virou, ao menos aqui no Rio, parte da Semana do Samba, já que termos uma vasta programação a partir de hoje, 2 de dezembro, com  palestras, dezenas de shows da pesada, rodas de samba informais e barraquinhas das maravilhosas tias do samba. Tia Romana do Império, Tia Surica da Portela e outras.

O trem, na verdade os trens, partem no sábado, com uma multidão que se une a outra em Oswaldo Cruz.

Mil vivas para o samba, matriz da música brasileira, e para os sambistas, exemplos de  inventividade, de coerência, de respeito à ancestralidade, à negritude, à arte na sua forma mas pura.

Tenho orgulho de fazer parte, muito modestamente, dessa história. Hoje, serei o mediador da mesa de abertura da Tenda do Saber com meus amigos Tantinho da Mangueira, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Luiz Carlos Máximo e Toninho Nascimento. Depois, show de Almir Guineto.

“Salve o samba, queremos samba”.

 

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