MIS Blog/ Futebol é Arte

Um juiz forte e imponente; um dos melhores da história do futebol brasileiro

10 de junho de 2014


 

Ayrton Vieira de Moraes não tinha o apelido de Sansão por acaso. Assim como Mário Vianna, foi um juiz de futebol que não corria de confusão, que não recebia peitada de jogador e nem tinha medo de cara feia de treinador. Nascido em Fortaleza, no dia 14 de fevereiro de 1929, Sansão começou no futebol como jogador, atuando no aspirante do Maguary e do Fortaleza, ambos na capital cearense.

Apesar de forte e valente, não foi no campo de jogo que ele ganhou a alcunha bíblica, e sim ao vencer um torneio de queda de braço entre jogadores, em 1953. Sansão foi árbitro da Confederação Brasileira de Desportos, a antiga CBD, que abrigava, além do futebol, outras trinta modalidades esportivas. Trabalhou nas federações paulista e carioca nas décadas de 50, 60 e 70. Atingiu o ápice de sua carreira ao apitar o empate de 0 a 0 entre Itália e Israel, na Copa de 70, no México.

Das muitas histórias curiosas vividas por Sansão em campo, a mais conhecida, sem dúvida, foi a da final do campeonato estadual de 1966, eternizada como “a partida que não acabou”. O Bangu vencia o Flamengo por 3 a 0 e o atacante Almir, conhecido como Pernambuquinho, inicia uma briga generalizada, no Maracanã, cumprindo a promessa de que o time suburbano não daria a volta olímpica.

O juiz ficou impávido, esperando a confusão terminar, apenas anotando os nomes dos brigões. Quando os ânimos serenaram, meia hora depois, expulsou Ubirajara, Luiz Alberto, Ari Clemente e Ladeira, do Bangu, além dos flamenguistas Almir, Valdomiro, Itamar, Paulo Henrique e Silva, num total de 10 jogadores. Na súmula, declarou que o jogo terminara aos 25 minutos e enumerou os expulsos.

No depoimento prestado ao Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, em 6 de março de 1979, ele lembrou histórias do futebol e revelou algumas dicas  recebidas do veterano árbitro Tijolo antes de um Madureira x Vasco, em Conselheiro Galvão: nunca entrar antes dos times, dirigir-se direto para o meio-de-campo e não correr muito rapidamente para apitar um lance – “É melhor ir mais devagar, para pensar durante o trajeto.

Ayrton Vieira de Moraes, que também era auditor fiscal, morreu no dia 29 de outubro, aos 84 anos.

PARCEIROS


 

Sede Administrativa
Rua Visconde de Maranguape, 15
Largo da Lapa, CEP 20021-390
Rio de Janeiro/ RJ

Sede Praça XV
Praça Luiz Souza Dantas, 01
Praça XV, Rio de Janeiro/ RJ
Rio de Janeiro/ RJ, Brasil

Tel +55 21 2332-9509/ 2332-9507 (Lapa)
Tel +55 21 2332-9068 (Praça XV)
Email: ola@mis.rj.gov.br

©

2018 MIS–RJ
Termos de uso/ FAQ
design ps.2