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TEATRO BRASILEIRO PERDE BÁRBARA HELIODORA, SUA VOZ CRÍTICA

10 de abril de 2015


Bárbara Heliodora. Reprodução

 

Ensaísta, tradutora e crítica de teatro brasileira, reconhecida autoridade na obra de William Shakespeare, Bárbara Heliodora, que morreu hoje, dia 10 de abril, prestou seu testemunho para a série Depoimentos Para a Posteridade no dia 28 de abril de 2010, quando revisitou a sua trajetória brilhante, sabatinada pelos atores Ítalo Rossi e Jacqueline Laurence, pelo cenógrafo José Dias e pela escritora e teatróloga Maria Inez Barros de Almeida.

Bárbara falou de seu início como crítica teatral, em 1957, na Tribuna da Imprensa e, posteriormente, a partir de 1959, no Jornal do Brasil. Polêmica, ela ainda trabalharia em O Globo, a partir dos anos 90. Foi tradutora de mais de quarenta livros e peças e doutora em Artes pela USP. Já como diretora de teatro, esteve à frente de montagens como “Um homem chamando Shakespeare”; “Comédia de todo mundo”, texto de Eudinyr Fraga com tradução de Bárbara Heliodora; e “O hóspede inesperado”, texto de Agatha Christie, entre muitos outros.

Bárbara foi condecorada pelo Ministério da Cultura da França com a Ordre des Arts et des Lettres; e, no Brasil, pela Academia Brasileira de Letras, com a medalha João Ribeiro. Entre suas publicações mais conhecidas estão “Falando de Shakespeare” (1997), resultado de conferências proferidas durante 15 anos; “Martins Pena, uma introdução” (2000), a convite da Academia Brasileira de Letras; e “Reflexões Shakespearianas” (2004).

Em seu depoimento, a crítica teatral emocionou-se ao falar dos pais, a poetisa Anna Amélia e o goleiro do Fluminense e da Seleção Brasileira, além de historiador, Marcos Carneiro de Mendonça:

– Os dois prestaram depoimento aqui para o MIS, então sinto que estamos nos reunindo  nesse momento. Minha mãe abandonou um pouco a poesia para fundar a Casa do Estudante do Brasil. com o Paschoal Carlos Magno e outros. Já meu pai, quando eu nasci, tinha parado de jogar. Em 1950, naquele fatídico 2 a 1 contra o Uruguai na final da Copa do Mundo, na saída do Maracanã, naquele silêncio, um cara do povo reconheceu meu pai, trinta anos depois, e disse: “Seu Marcos, se fosse o senhor o Brasil não perdia.” Aquilo me encheu de orgulho – lembrou. – Os exemplos que meus pais me deram não tinham preocupação didática, foram através de papos maravilhosos.

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