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Som e imagem de um Rio de Janeiro promissor

21 de fevereiro de 2014


Por dentro do MIS-RJ, em Copacabana

Foto de Marcelo Horn/ Divulgação

 

Não há forasteiro no Brasil ou no mundo que não se entusiasme quando conhece o Rio de Janeiro. Praias, montanhas, florestas, música, carnaval, alegria, irreverência são algumas das  marcas históricas deste Rio que foi capital no  Império e na República. Centro vital da indústria cultural brasileira, o Rio registra seus feitos e glórias culturais desde 1965, quando foi criado o Museu da Imagem e do Som para comemorar o IV Centenário da cidade.

Detentor de um acervo precioso, o MIS foi pioneiro na preservação e divulgação de sua memória cultural, especialmente em som e imagem. Suas 24 coleções reúnem fotografias, cartazes, programas, cartas, discos, partituras, fitas, vídeos e filmes, recortes de jornal, objetos e textos diversos. Além de coleções como as dos fotógrafos Augusto Malta e Guilherme Santos, do radialista, compositor e pesquisador Almirante, de Jacob do Bandolim, de Elizeth Cardoso, Hermínio Bello de Carvalho, Dorival Caymmi, do jornalista Sérgio Cabral, Nara Leão e tantos outros, o MIS tem a coleção da Rádio Nacional, líder absoluta de audiência no país por mais de vinte anos. Esta coleção corresponde a aproximadamente à terça parte do acervo e é composta por discos em 78 rpm com gravações inéditas, roteiros de programas e partituras impressas e manuscritas com orquestrações de  grandes maestros. Além das coleções, doadas ou adquiridas, o MIS produz seu próprio acervo através do programa Depoimentos para a posteridade, hoje com mais de mil entrevistas em áudio e vídeo de grandes figuras da cultura brasileira, disponíveis em suas salas de consulta.

O papel dos museus mudou. Hoje são eles polos de revitalização urbana e de desenvolvimento social e econômico, catalisadores de transformações e geradores de riqueza. Os novos museus precisam vencer o desafio de atração de público, sustentabilidade financeira e renovação de acervos. Eles devem fazer parte da vida das pessoas, ser ponto de reflexão e de debate. O ideal é sair de um museu cheio de perguntas, dúvidas e muito mais curiosidade. O museu deve ser um ponto de encontro, de convivência familiar e de entretenimento, provocando emoções e divertindo o público.

A aposta no renascimento do Rio levou o governo do estado a construir uma nova sede do Museu da Imagem e do Som na Praia de Copacabana, a ser inaugurada no final de 2014. A Secretaria de Estado de Cultura contratou a Fundação Roberto Marinho para juntas desenvolverem um ambicioso projeto de quase dez mil metros quadrados. A concepção arquitetônica do escritório americano Diller Scofidio+Renfro reproduz o famoso calçadão do bairro num boulevard vertical de oito andares, onde estarão dispostas salas de exposição permanente e temporária, um cineteatro de 280 lugares, um centro de pesquisa e documentação com todo o acervo digitalizado, um restaurante panorâmico, um terraço com cinema ao ar livre, um mirante, uma livraria e um café, além de espaços administrativos.

O novo MIS vai propor ao visitante um passeio pela história cultural da cidade, sublinhando sua identidade, como se o Rio fosse uma pessoa, tivesse a alma das ruas, o som das canções, a personalidade alegre e irreverente de nossa gente. Novas coleções vão enriquecer ainda mais o acervo, como a incorporação do Museu Carmen Miranda, hoje no Flamengo, e a entrada de programas da televisão brasileira, matéria de exportação. Nos diferentes níveis serão apresentados temas expressivos da nossa criatividade. O Espírito Carioca mostra a produção do humor, a grandiosidade do carnaval, a rebeldia na estética e na política. Todo um andar é dedicado à Música, contando a história do samba, do choro e da bossa nova, na era do rádio e em tempos modernos. No setor Alegres Trópicos, o acervo do Museu Carmen Miranda é magistralmente exibido em espaços palpitantes para os amantes da Pequena Notável, sua música, seus filmes, seus trajes e balangandãs. A televisão brasileira vai seduzir jovens e velhos com seus programas de sucesso internacional. A relação da cidade com a natureza e a sociedade está em É Sal, É Sol, É Sul, onde fotos panorâmicas de Malta vão encantar o visitante. Noites Cariocas, museu de dia e boate à noite, mostra a trilha sonora de Copacabana, dos saraus aos bailes funk.

Os museus são hoje importante alavanca para o avanço econômico e social e, sobretudo, para a valorização da cultura nas agendas públicas e privadas. Os resultados dos estudos de valoração econômica dos benefícios do novo MIS são surpreendentemente bons e alvissareiros, demonstrando a viabilidade econômica do projeto. Os residentes e turistas acham importante preservar a memória da cidade e estão dispostos a visitar a nova sede. Os turistas ficariam um dia a mais na cidade para conhecer o museu. O valor anual adicional gerado na economia do município é expressivo. Há disposição dos residentes de contribuir para um fundo MIS. O turista estrangeiro tem uma disposição média de pagar entre R$ 23,00 e R$ 26,00 pela visita à nova sede, enquanto o turista brasileiro se dispõe a pagar entre R$ 28,00 e R$ 32,00.

O Museu da Imagem e do Som será transformado numa Organização Social. Nos mais diversos cenários de estudos econômicos, o MIS não seria nunca deficitário, apresentando retorno financeiro positivo e substancial, tornando-se economicamente viável e valendo o investimento do estado, dos patronos, dos patrocinadores e das empresas que o apoiam.

Uma intensa programação artística e cultural vai agitar seus espaços. No cineteatro, no terraço, no quiosque à beira-mar teremos shows, peças, filmes, concertos, depoimentos, debates, seminários. Tudo isso acompanhado por um programa educativo que integre mais e melhor nossas crianças e jovens à cidade, os moradores do bairro e das comunidades, os idosos, os turistas nacionais e estrangeiros. Vamos abrir caminho antes da Copa e das Olimpíadas para reforçar o prazer e o orgulho de ser carioca.

*Artigo escrito pela historiadora e presidente do MIS-RJ, Rosa Maria Araujo à revista IBEF (Instituto Brasileiro de Executivos e Finanças – Ano IX, número 47, 2013).

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