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ROSA MAGALHÃES DEIXA SEU DEPOIMENTO PARA A POSTERIDADE

27 de novembro de 2014


Que os carnavalescos continuem persistentes, apesar das dificuldades encontradas no caminho

 

Com muito bom humor e irreverência, a carnavalesca Rosa Magalhães deixou sua história de vida eternizada, através da série Depoimentos para a Posteridade. O evento aconteceu no último 26 de novembro, na sede da Praça XV e contou com a presença dos entrevistadores Fábio Fabato, Felipe Ferreira, Haroldo Costa e Rachel Valença, vice-presidente do MIS-RJ.

Abaixo, o relato de alguns momentos de sua trajetória, que tem sido marcada até hoje pelo sucesso. Não é a toa, que a carnavalesca já acumulou sete títulos no Carnaval carioca.

 Infância (década de 1940, 1950)

“Nasci em Botafogo, mas fui criada em Copacabana. Desde pequena, gostava de desenhar, pintava paredes, fazia cartões de Natal. Sabia que o que queria era estudar algo relacionado a desenho.”

“A leitura sempre me encantou. Desde pequena recorria à biblioteca dos meus pais, quando queria aprender alguma coisa. Até hoje, esse acervo está comigo. Minha grande herança.”

“Sempre fui muito esperta. Ia sozinha para a escola, que era na mesma rua da minha casa. Mamãe ficava olhando pela janela, com os olhos atentos, para ver se eu ia direitinho e não aprontava nada no meio do caminho.”

“Sempre rolaram muitas reuniões na minha casa, de amigos dos meus pais, pessoas do meio artístico, intelectuais, como Jorge Amado, Raquel de Queiroz, Villa Lobos. Eles se tornavam meus amigos também. Uma vez questionei minha mãe, o motivo pelo qual meus amigos todos estavam morrendo. Ela me disse que eu só tinha amigos velhos e precisava andar também com gente da minha turma, da mesma idade. Risos”

Formação Acadêmica (Década de 1960 até 1970)

“Me formei em Pintura, na Escola de Belas-Artes do Rio de Janeiro e em Cenografia, na Escola de Teatro da UniRio. Até então, nunca tinha nem aberto um livro sobre figurino. Nem sabia que isso existia.”

Fazendo Carnaval (de 1971 até 1989)

“Fui convidada para uma participação no carnaval com um grupo liderado por Fernando Pamplona, que tinha sido meu professor na faculdade e Arlindo Rodrigues, no Salgueiro, junto com Maria Augusta, Lícia Lacerda e Joãosinho Trinta. Era para eu cuidar do figurino. Nunca tinha feito nada nessa área. Antes, tinha feito ilustração para jornais, mas nada nesse nível. Foi quando os livros sobre figurino me ajudaram a entender esse ofício.”

“Meu primeiro carnaval, em parceria com a Lícia (Lacerda) foi no Império Serrano, onde desenvolvemos o enredo campeão daquele ano “Bumbum Paticumbum Prugurundum”, isso em 1982. Eu e Lícia trabalhamos juntas por 15 anos”

“Em 87, eu e Lícia mais uma vez trabalhamos no enredo “Tititi do sapoti”, na Estácio de Sá. Quis fazer uma pegada cômica. Me inspirei em uma viagem que fiz para a Tailândia, onde descobri a fruta. “

A consolidação (de 1990 a 1999)

“Quando passei pelo Salgueiro, conquistamos o vice-campeonato, com o enredo “Me masso se não passo pela Rua do Ouvidor”, em 1991. Mas por algum motivo, o presidente, o Miro, não gostou da minha estética das cores. Risos”

“Na Imperatriz fizemos um enredo dedicado à austríaca Maria Leopoldina, mulher de Dom Pedro. O enredo se chamava “Eu sou da lira, não posso negar”. Na época, fiz uma viagem de pesquisa pela Áustria, onde revivi momentos históricos, andei de carruagem pelas estradas. Foi o maior mico que fiz pela minha carreira. Risos”

A permanência na Imperatriz Leopoldinense e a passagem pela Mangueira

“Foram 18 carnavais pela Imperatriz, uma vida. Mas saí de lá numa boa. A relação já estava um pouco desgastada e já era hora de novos desafios. Mas não houve qualquer briga. Na verdade, soube primeiramente pelos jornais. Acho que é assim mesmo. Não teve sentimentalismo, nem brigas.”

“A minha passagem pela Mangueira, em 2014 foi interessante, apesar de ela ser uma escola muito auto suficiente. Você acaba tendo menos participação, em coisas que já estão mais estabelecidas.”

Vida atual, cotidiano e projetos futuros

“Fechei com a São Clemente para o carnaval 2015. É uma escola mais familiar, mais fácil de se lidar. Se parece bastante, inclusive, com a Imperatriz. Meu objetivo é levar a escola ao desfile das campeãs.”

“Meu cotidiano é muito simples. Minha atual paixão é cultivar uma horta, em casa. Faz bem também par aos meus quatro cachorros. Adoro também ir ao cinema e receber gente em casa. Aliás, prefiro receber em casa, do que ir na casa dos amigos”

“Como mensagem final, desejo que os carnavalescos continuem persistentes, apesar das dificuldades encontradas no caminho. E que o Carnaval dure muito.”

 

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