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RÁDIO NACIONAL – 80 ANOS

12 de setembro de 2016


Jackson do Pandeiro e Almira Castilho na Rádio Nacional

 

A mais importante emissora de rádio brasileira completa, hoje, dia 12 de setembro de 2016, 80 anos. Criada em 1936, a partir da compra da Radio Philips, a Rádio Nacional, que tinha como prefixo primeiro a música “Luar do Sertão”, de João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense, foi o grande canal de integração nacional, de mudança de costumes e de projeção dos mais importantes artistas brasileiros, principalmente nos anos 1940 e 1950, quando foi a líder de audiência na época de ouro do rádio.

A rádio, que começou com uma equipe de cerca de 30 pessoas para realizar funções artísticas e burocráticas, em poucos anos passou a ter sua programação transmitida para todo país. Seus programas jornalísticos com o “Reporter Esso – Testemunha Ocular da Historia”, apresentado por Heron Domingues, suas radionovelas, como “Em Busca da Felicidade” e “O Direito de Nascer”, e seus programas de auditório, humorísticos e musicais formataram a cultura brasileira e deram dimensão nacional a centenas de artistas. Poucos lares brasileiros não tinham um rádio na sala. E quase todos que tinham um aparelho, estavam sintonizados na Nacional.

A ideia de levar sua programação aos recantos mais longínquos do país foi incentivada e utilizada pelo Presidente Getúlio Vargas, que fez do projeto de integração nacional parte do seu próprio projeto político. A rádio que reproduziu os discursos de Getúlio, também anunciou sua renúncia em 1945, e o seu suicídio, em 1954.

A Rádio Nacional ficou tanto tempo no topo da audiência, que revelou gerações distintas de artistas. Na primeira fase, por exemplo, Aracy de Almeida, Orlando Silva, Linda e Marília Batista eram as grandes estrelas da programação. A partir da criação de concursos como “A Rainha do Rádio”, cantoras como Emilinha Borba, Marlene, Dalva de Oliveira e Ângela Maria tornaram-se muito populares. Outra atração símbolo deste período foi o cantor Cauby Peixoto.

Atores como Mario Lago, Paulo Gracindo, Brandão Filho marcaram época e foram responsáveis também pela transição da linguagem radiofônica para a televisiva, a partir da chegada da televisão no Brasil, nos anos 60.

A Coleção Rádio Nacional, que integra o rico acervo do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, conta com parte da produção da emissora. São programas de auditório, como os de César de Alencar e Manoel Barcelos, programas de calouros, programas musicais com os ídolos da época, radionovelas famosas, como “O Direito de Nascer”, e as transmissões do “Repórter Esso – A Testemunha Ocular da História”.

A coleção é constituída por milhares de discos, roteiros de programas escritos por importantes nomes do rádio brasileiro, como Almirante, Renato Murce, Paulo Tapajós, Fernando Lobo e Max Nunes, além de partituras de grandes orquestras, assinadas por maestros e arranjadores famosos como Radamés Gnattali, Guerra Peixe, Lírio Panicali, Léo Peracchi e Moacyr Santos.

O acervo da Rádio Nacional é um dos maiores tesouros para quem quer compreender o Brasil e a sua constituição cultural.

Parabéns à Radio Nacional.

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