MIS Blog/ Futebol é Arte

O senhor de todas as Copas

09 de junho de 2014


 

Mario Jorge Lobo Zagallo tinha como característica, em seus tempos de jogador, muita disposição e uma consciência tática ímpar. Por estar em todos os lugares do campo, seja atacando como um ponta esquerda ou ajudando na marcação no meio de campo, ele ganhou o apelido de Formiguinha. Jogando para o time mais que para a torcida, foi no Flamengo tricampeão carioca de 1953, 1954 e 1955 que Zagallo começou a desenvolver seu estilo. Em um time altamente ofensivo, que contava com o trio Dequinha, Moacir e Dida, Zagallo, naturalmente, se desdobrava na marcação.

A determinação do jogador era tão grande que, na Copa de 1958, ele tornou-se titular, barrando Pepe, um dos craques do time do Santos de Pelé, que havia se contundido. Campeão na Suécia, Zagallo foi para o Botafogo e foi um dos destaques do bicampeonato carioca de 1961 e 1962. No Mundial do Chile, após a contusão de Pelé, Zagallo foi peça fundamental, cadenciando o jogo, destruindo as jogadas adversárias, apoiando o ataque. Em 1965, aos 34 anos, ele abandona os gramados.

Mas o Velho Lobo ainda tinha muito a dar ao futebol brasileiro e mundial. Em 1966 assume o comando do time juvenil do Botafogo. Foi campeão carioca como treinador do alvinegro, do Flamengo e do Fluminense. Fora de campo, foi fundamental no tricampeonato e na conquista definitiva da Taça Jules Rimet, em 1970, ao substituir João Saldanha meses antes da Copa do México. No tetra, em 1994, esteve ao lado de Carlos Alberto Parreira como assistente técnico.

Zagallo também foi treinador da seleção nas copas 1974, um dos maiores fracassos da seleção, quando tudo deu errado, e em 1998, quando seu sonho de conseguir um segundo título mundial como treinador parou na final. Recentemente, um programa de televisão promoveu um encontro entre Zagallo e Luiz Américo, autor da música “Camisa 10”, em que criticava a falta de um craque no meio-campo da seleção de 1974. De muito bom humor, Zagallo lembrou dos problemas naquela Copa e “desculpou” o autor da brincadeira, que na época não conseguiu se aproximar do técnico.

No depoimento que prestou ao Museu da Imagem e do Som, em 4 de dezembro de 1967, Zagallo falou da sua carreira como jogador e seus primeiros passos como treinador, dizendo ter a “sorte” de estar sempre no lugar certo na hora certa.

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