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Príncipe Danilo, comandante do Expresso da Vitória vascaíno

20 de maio de 2014


 

Um dos maiores jogadores da história do Vasco da Gama, por muito pouco Danilo Alvim, ou o Príncipe Danilo, não ficou inutilizado para o futebol quando ainda ensaiava seus primeiros dribles e lançamentos. Em janeiro de 1941, aos 20 anos, ao descer de um ônibus na Praça da Bandeira e tentar pegar um bonde em movimento, foi atropelado por um carro. O boletim do Hospital de Pronto Socorro, hoje Souza Aguiar, informava que o paciente Danilo Faria Alvim, jogador do América, havia fraturado as pernas em 39 lugares. Somente dois anos depois ele voltou a fazer exercício para tentar se recuperar para o esporte. Quem acompanha futebol sabe que este tempo perdido, em início de carreira, pode ser irrecuperável. Mas não para Danilo, cujo talento e a paixão pelo futebol falaram mais alto.

Recuperado, ele voltou aos gramados e, o mesmo acaso que quase o derrotara, desta vez jogou ao seu favor. Certo dia, o técnico Flavio Costa levou uma seleção carioca para treinar no campo do América. O meio-campista Rui se machucou e Flavio colocou Zarzur em seu lugar. Para completar o time reserva, pediu ao treinador dos juvenis do América que indicasse um jogador do clube para terminar o treino. Danilo, então, desceu das arquibancadas e treinou como se estivesse entre os seus. E estava, pois , terminado o treino, Flavio Costa o incluiu na lista.

Antes de se transferir para o Vasco da Gama, o Príncipe ainda jogou no Canto do Rio, em 1943. Foi para lá por empréstimo, dispensado pelo técnico do América, Gentil Cardoso. Percebendo a mancada que deu, Gentil o trouxe de volta para o time de Campos Sales. Danilo foi para o Vasco, em 1946. Foi campeão carioca em 1947, 1949, 1950 e 1952. Foi também campeão dos clubes campeões em 1948, no Chile, campeão brasileiro pela seleção carioca, em 1950, e campeão sul-americano em 1949. Pela Seleção Brasileira disputou a fatídica Copa de 1950, quando sofreu a maior decepção de sua carreira. Chegou a jogar no Botafogo, de 1954 a 1956.

Como treinador, em 1963, foi campeão sul-americano com a Bolívia. Os últimos dias de Danilo não foram condizentes com sua condição de Príncipe. Morreu sozinho, em 1996, aos 75 anos, morando em um pequeno apartamento no Centro do Rio, vivendo de um salário mínimo de aposentadoria e com a memória desgastada, distante dos tempos em que foi um dos condutores do mítico Expresso da Vitória vascaíno.

Antes disso, em 14 de agosto de 1985, em depoimento ao Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, sabatinado pelo jornalista João Máximo e pelo pesquisador Jairo Severiano, ele falou sobre a sua trajetória no futebol, sobre a geração de ouro que integrou no Vasco do fim dos anos 40, início de 50, e da tristeza da derrota para o Uruguai.

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