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O CENTENÁRIO DE UM MESTRE DOS SOPROS

12 de fevereiro de 2015


O clarinetista e saxofonista Abel Ferreira: um melhores instrumentistas do choro

 

Nascido no dia 15 de fevereiro de 1915, numa família pobre da mineira Coromandel, o clarinetista Abel Silva teve que trabalhar desde cedo e, escondido dos pais frequentava a escola e também a banda filarmônica de sua cidade. Aos cinco anos tocava gaita; aos sete, flauta de bambu e aos 12, depois de aprender teoria musical através do método “Artinha”, teve o primeiro contato com uma clarineta de 13 chaves. Embora intuitivo, Abel tinha ouvido absoluto e dominava a teoria musical, fazia arranjos e tocava piano.

Aos doze estreou na banda de sua cidade e mais tarde começou a se destacar nas orquestras que tocava, sendo notado até por Carmen Miranda em um show em Poços de Caldas. Migrou para Uberaba, Belo Horizonte até seguir para São Paulo. Gravou seu primeiro choro, Chorando baixinho, em 1942. No ano seguinte veio para o Rio tocar nos cassinos e nas rádios. Fez duetos históricos  com Pixinguinha, com quem gravou “Ingênuo”, em 1958, e com Zé da Velha. Abel compôs mais de cinquenta músicas, entre elas clássicos do gênero como “Acariciando” e “Balança mas não cai”.

Com seu grupo, formado em 1947, acompanhou cantores como Sílvio Caldas, Francisco Alves, Augusto Calheiros, Orlando Silva, Marlene, Emilinha Borba e outros.

Em 1949 ingressou na Rádio Nacional, onde passou a se apresentar como líder da Turma do Sereno. Viajou em 1957 com seu conjunto em tournée por Portugal e em 1958 integrou o grupo Os Brasileiros, em excursão de divulgação de música brasileira em vários países europeus, gravando ainda o LP “Os brasileiros na Europa”. Viajou pelos EUA e Havaí, com o pianista Benê Nunes, em 1960, e pela Argentina, com Waldir Azevedo, em 1961.

Na década de 1970, tornou-se um dos músicos mais requisitados em gravações e shows, como acompanhante, no sax e na clarineta. Abel Silva morreu em 13 de abril de 1980.

A Coleção Abel Ferreira com seus instrumentos musicais, fotografias e premiações integra o acervo do Museu da Imagem e do Som.

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