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NA DATA DE HOJE NASCIA NOEL ROSA, O POETA DA VILA

11 de dezembro de 2014


 

Se estivesse vivo, neste 11 de dezembro, o genial Noel Rosa completaria 104 anos. Sua morte precoce, com apenas 26 anos, deixou um legado de mais de 200 canções, todas compostas em um período de apenas seis anos. Impossível alguém não conhecer ao menos um de seus títulos, todos de muito sucesso: “Com que roupa”, Eu vou pra Vila”, “As pastorinhas”, “Feitiço da Vila”, Palpite infeliz”, entre tantas.

Nascido no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, o cantor e compositor acabou se tornado conhecido como o “Poeta da Vila”. Ele morou durante seus 26 anos de vida na mesma casa, na rua Teodoro da Silva, que tempos depois seria demolida para a construção de um prédio residencial que leva seu nome.

Noel era tímido e recatado, tinha vergonha da marca que trazia no rosto (causada em seu nascimento), evitava comer em público por causa do defeito e só relaxava bebendo ou compondo. Sem dinheiro, vivia às custas de poucos trocados que recebia de suas composições e do auxílio de sua mãe. Mas tudo que ganhava era gasto com a boemia, com as mulheres e com a bebida. Isso acelerou um processo crônico pulmonar que acabou em tuberculose. Noel morreu no Rio de Janeiro, em 4 de maio de 1937, vitimado pela doença.

Rivalidade entre bambas

Genial, Noel tirava até de brigas motivo de inspiração. Wilson Batista, outro grande sambista da época, havia composto um samba chamado “Lenço no Pescoço”, um ode à malandragem, muito comum nos sambas da época. Noel, que nunca perdia a chance de brincar com um bom tema, escreveu em resposta “Rapaz folgado” (Deixa de arrastar o seu tamanco / Que tamanco nunca foi sandália / Tira do pescoço o lenço branco / Compra sapato e gravata / Joga fora esta navalha que te atrapalha). Wilson, irritado, compôs “O mocinho da Vila, criticando o compositor e seu bairro. Noel respondeu novamente, com a fantástica “Feitiço da Vila”. A polêmica já era um sucesso, todo mundo acompanhando. Wilson retorna com “Conversa fiada” (É conversa fiada / Dizerem que os sambas / Na Vila têm feitiço). Foi a deixa para Noel compor um dos seus mais famosos sambas, “Palpite infeliz” . Wilson Batista, ao invés de reconhecer a derrota, fez o triste papel de compor “Frankstein da Vila” , sobre o defeito físico de Noel. Noel não respondeu. Wilson insistiu compondo “Terra de cego”. Noel encerra a polêmica usando a mesma melodia de Wilson nessa última música, compondo “Deixa de ser convencido”

Homenagens no MIS-RJ

Em 1967, o Museu da Imagem e do Som lançou o disco “Noel Rosa por Noel Rosa”, com o compositor cantando suas próprias músicas e, também realizou na mesma época, uma grande homenagem ao Poeta da Vila em seus 30 anos de morte, inaugurando exposição comemorativa e juntando os amigos remanescentes em gravação histórica, em 4 de maio daquele ano. Algumas décadas depois, no ano de 2010, em homenagem ao seu centenário, foi realizado, em parceria com a Fundação Casa de Rui Barbosa, o seminário “Noel Rosa: um carioca de 1910”. Mais uma vez, o objetivo foi promover um debate entre pensadores da cultura brasileira que abordaram vários aspectos de sua obra.

Por tantas e tão valiosas contribuições, Noel nos deixou uma herança que promete ficar ainda por muitos anos em nossa memória.

 

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