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MPB-4 GRAVA DEPOIMENTO NO MIS

08 de outubro de 2018


Crédito: Camilla Guimarães/ Divulgação

 

Quarteto é o convidado de outubro da série Depoimentos para a Posteridade

O mês de outubro será marcado por uma homenagem ao grupo MPB-4. Miltinho, Aquiles, Paulo Malaguti e Dalmo serão os próximos convidados da série Depoimentos para a Posteridade do MIS / Museu da Imagem do Som – equipamento da Secretaria de Estado de Cultura. O evento acontece na tarde do dia 24 de outubro (quarta-feira), às 14h, na sede da Praça XV. O quarteto será entrevistado por Cynara Faria (cantora e integrante do Quarteto em CY), Hermínio Bello de Carvalho (compositor e produtor musical), Paulo César Pinheiro (músico e compositor) e João Mário Linhares (produtor artístico). Vale lembrar que o auditório tem capacidade para 50 pessoas, por isso é bom chegar cedo para garantir o lugar. A entrada é franca.

O surgimento do MPB-4 foi no ano de 1962, inicialmente com formação de trio, integrado por Ruy, Aquiles e Miltinho, responsáveis pelo suporte musical do Centro Popular de Cultura, da Universidade Federal Fluminense (filiado ao CPC da UNE), em Niterói. Em 1963, com a adesão de Magro Waghabi, passou a atuar como Quarteto do CPC, com a seguinte distribuição de vozes: Ruy (1ª voz), Magro Waghabi (2ª voz e direção musical), Aquiles (3ª voz) e Miltinho (4ª voz). Em 1964, com a extinção dos CPCs, Magro e Miltinho, na época estudantes de Engenharia, batizaram o conjunto como MPB-4, o que provocou, por parte de Sérgio Porto, o comentário de que o nome do quarteto parecia “prefixo de trem da Central do Brasil”. Por esse motivo, durante muito tempo, atribuiu-se ao jornalista a autoria do nome do grupo. Neste mesmo ano aconteceu a primeira apresentação profissional do quarteto, na Boate Petit Paris, em Niterói.

Também em 1964, o MPB-4 gravou seu primeiro disco, um compacto duplo intitulado Samba Bem, contendo as faixas “Samba da Minha Terra” (Dorival Caymmi), “Lavadeira” (Silveirinha), “Mascarada” (Zé Kéti e Élton Medeiros) e “Vida do Sem” (Miltinho e Waghabi). Em 1967, gravou mais um LP intitulado MPB-4, contendo “Cordão da Saideira” (Edu Lobo), “Fica”, “Morena dos Olhos d’Água” e “Quem Te Viu, Quem Te Vê”, todas de Chico Buarque”, além de “Canção a Medo” (Sérgio Bittencourt), gravada com a participação do Quarteto em Cy, dentre outras. Ao longo das duas décadas seguintes, lançaram mais de 10 LP´s, incluindo um infantil.

Em 1995, comemorando 30 anos de carreira, o grupo realizou no Teatro Rival (RJ), o espetáculo “Arte de Cantar”, com direção e texto de Miguel Fallabela. O show foi gravado ao vivo, gerando o CD que registrou sucessos da carreira do MPB4, como “Roda Viva” (Chico Buarque), “Canto Triste” (Edu Lobo e Vinícius de Moraes), dentre outros, além das canções inéditas “Soberana Rosa” (Ivan Lins, Vítor Martins e Chico César) e “Sépia & Flash” (Guinga e Aldir Blanc), feita especialmente para o MPB4. Em 1997, gravou, com o Quarteto em Cy, o CD Bate-Boca, registrando obras de Tom Jobim e Chico Buarque. Em 1998, lançou mais um CD com o Quarteto em Cy, Somos Todos Iguais, exclusivamente com canções de Djavan. Em 2000 mais um encontro e gravação de um CD com o Quarteto, Vinícius – a Arte do Encontro. O disco contou com a direção artística de Ruy Faria, que assinou a seleção do repertório e viabilizou o encontro dos dois grupos com Vinícius de Moraes, 20 anos após seu falecimento, registrando a voz do poeta em algumas faixas, graças a técnicas especiais de gravação.

Em 2004, Ruy Faria desligou-se do grupo, sendo substituído pelo cantor Dalmo Medeiros, que segue na atual formação. Em 2006, o grupo gravou pela EMI, o CD e DVD comemorativos de 40 anos de carreira, no Teatro do SESC Vila Mariana, em São Paulo, tendo como convidados: Roberta Sá, Quarteto em Cy, Zeca Pagodinho, Milton Nascimento e Cauby Peixoto, tio de Dalmo Medeiros. O disco teve também a participação especial de Chico Buarque que cantou com o MPB4 “Roda Viva”, de sua autoria e “Quem Acreditou na Vida Como Eu”, música, até então inédita, do compositor Sidney Milller.

Em 2012, o MPB-4 lançou o CD de boleros “Contigo aprendi”, contendo versões para o português assinadas por Caetano Veloso, Abel Silva, Paulo César Pinheiro, Vitor Ramil, entre outros. O disco contou com a participação de Toninho Horta, Quarteto Maogani, Trio Madeira Brasil e Duofel. Em agosto do mesmo ano, faleceu um dos integrantes do grupo, Magro Waghabi, também responsável pelos arranjos vocais do MPB-4. Alguns dias depois, Miltinho, Aquiles e Dalmo homenagearam o amigo no primeiro show sem a presença dele, realizado no Espaço Cultural Eletrobras Furnas (RJ).

Ao lado de Miltinho, Aquiles e Dalmo, em 2013, o cantor e tecladista Paulo Malaguti passou a integrar a nova formação do grupo, inaugurada em show de lançamento do CD Contigo aprendi, no Teatro Rival (RJ). Em 2014, o MPB4 seguiu em turnê pelo país com o show de carreira. O LP Adivinha o que é (1981) ganhou reedição em CD e em DVD, com animações, lançados pela Universal Music. O livro “Vozes do Magro” também foi lançado no final daquele ano. Em 2015, o MPB-4 seguiu em turnê pelo país e estreou em São Paulo, o show Toquinho, Ivan Lins e MPB4 – 50 anos de música, além das gravações do CD comemorativo de 50 anos de carreira do grupo. Em 2016, uma série de shows em várias cidades do país, além do lançamento do CD O Sonho, a Vida, a Roda Viva (Selo Sesc) que comemorou os 50 anos do MPB4. Em janeiro de 2018, o grupo se despediu de Ruy Faria, fundador e ex-integrante do grupo, que faleceu aos 80 anos.

 

SOBRE OS DEPOIMENTOS PARA A POSTERIDADE

Em 1966, o MIS-RJ, inaugurou o projeto Depoimentos para a Posteridade, inédito programa de história oral criado para preservar a memória de diversos setores da cultura nacional, tais como a música, a literatura, o cinema e as artes plásticas. Atualmente conta com um acervo de mais de mil depoimentos, com quatro mil horas de material, gravado em áudio e vídeo, de figuras notáveis, como Nelson Rodrigues, Tarsila do Amaral, Fernanda Montenegro, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Nelson Motta, Ary Fontoura, Antonio Fagundes, Nicete Bruno, Zezé Motta, Neguinho da Beija-Flor, Zeca Pagodinho, Paulo César Pinheiro, Daniel Filho, Geraldo Azevedo, Dori Caymmi, Zé da Velha, Riachão, Antonio Cicero, Ronaldo Bastos, Paulo Barros, Roberto Menescal, Cesar Villela, Joyce Moreno, Claudette Soares, Armando Pittigliani, Bebeto Castilho, Wanda Sá, Chico Batera, entre outros. Vale lembrar que todas as gravações ficam à disposição do público, nas salas de consulta do MIS, 48 horas depois do término da entrevista.

SERVIÇO

Local: Museu da Imagem e do Som do RJ – Praça Luiz Souza Dantas, 01, Praça XV.
Tel: (21) 2332-9068
Data: 24 de outubro de 2018 (quarta-feira)
Horário: 14h
Entrada franca
Censura: Livre
www.mis.rj.gov.br

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