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A FARRA DA TERRA

01 de fevereiro de 2016


 

O Carnaval é a grande festa da cidade e um dos principais temas da Exposição Principal do MIS /Museu da Imagem e do Som. Por isso, aproveitamos para  fazer uma série de homenagens inspiradas no livro As Matriarcas da Avenida, sobre as quatro grandes – Mangueira, Portela, Salgueiro e Império Serrano – que, nos anos 50 e 60, consolidaram a linguagem moderna das escolas de samba.

A comemoração envolveu a criação, em parceria com o escritório ps.2 arquitetura + design, de um conjunto de artes em homenagem a cada escola publicadas em licença Creative Commons (Atribuição-NãoComercial CC BY-NC) para você fazer a sua camisa, sacola ou o que mais quiser.

Artes livres para você fazer a sua própria camiseta do Salgueiro

SALGUEIRO

A homenagem ao Salgueiro faz menção aos famosos “enredos negros”. Com Chica da Silva, em 1963, e Chico Rei, em 1964, a escola homenageava os heróis negros num tempo em que a regra era apenas evocar a história oficial. O desfile foi tão impactante que a história da heroína rebelde e negra da região de Diamantina, em Minas Gerais, na segunda metade do século XVIII, acabou inspirando a comédia Xica da Silva de Cacá Diegues, em 1976, com Zezé Motta e Walmor Chagas nos papéis principais. E a trilha ainda rendeu o sucesso do também salgueirense Jorge Benjor, que faz parte do álbum África Brasil.

Mas além dos temas dos enredos, o Salgueiro promoveu uma outra revolução ao mesmo tempo. A escola passou a ser “desenhada” por artistas plásticos da Escola de Belas Artes, como Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues, dando início à era dos carnavalescos.

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MANGUEIRA

Por ser a escola de tantos compositores geniais, aqui a brincadeira ficou por conta do partido alto de Zé Luiz, Carlinhos Sete Cordas e Nei Lopes, gravado por Alcione, com uma letra absolutamente genial em que diz que “para resolver qualquer parada e evitar qualquer celeuma, ficamos com duas coroas super da pesada: Dona Zica e Dona Neuma”. Aceitamos o conselho dos partideiros.

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IMPÉRIO SERRANO

No caso do Império Serrano foi fácil chegar a Dona Ivone Lara e Silas de Oliveira que fizeram, em parceria com Bacalhau, talvez o samba enredo mais bonito de todos os tempos (Os Cinco Bailes da História do Rio, 1965). Não é pouca coisa.E ainda é possível argumentar que os compositores da verde e branco tenham feito também o enredo mais importante (Heróis da Liberdade, 1969) e o mais popular (Aquarela Brasileira, 1964 e 2004) da história do carnaval.

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PORTELA

No caso da escola de Madureira, a homenagem vai para dois grandes compositores. A Portela é de Paulo e de Paulinho. Paulo da Portela é o professor de todos os sambistas. Nos anos 30, foi o maior incentivador das escolas de samba. Ia de casa em casa para convencer os pais a deixarem seus filhos desfilar no carnaval. Dizia que o sambista tinha que estar com os pés e o pescoço ocupados, ou seja, tinha que se vestir com elegância. E deixou um punhado de grandes músicas, como “Cidade mulher”, na qual homenageava a cidade em nome de todos os sambistas. O seu sucessor, Paulinho da Viola inventou a Velha Guarda da Portela e mostrou como o samba deveria ser no futuro: respeitoso do seu passado, na figura dos sambistas mais velhos e mais sábios. E realizou uma obra incomensurável.

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As Matriarcas da Avenida: quatro grandes escolas que revolucionaram o maior show da Terra apresenta 40 crônicas de conhecedores da nossa maior festa, como Fábio Fabato, Gustavo Gasparani, João Gustavo Melo, Luis Carlos Magalhães e Luiz Antonio Simas. À venda nas livrarias.
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