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MIS CELEBRA O FINAL DE ANO COM PAULO BARROS

14 de novembro de 2017


Foto: Miguel Sá

 

Para encerrar 2017 com chave de ouro, a série Depoimentos para a Posteridade do MIS / Museu da Imagem do Som – equipamento da Secretaria de Estado de Cultura – recebe, como é tradição de final de ano, uma personalidade do Carnaval. O escolhido desta vez é o carnavalesco Paulo Barros. O encontro acontece na tarde do dia 22 de novembro (quarta-feira), às 13h30, na sede da Praça XV. Para compor a mesa dos entrevistadores, Isabel Azevedo (diretora da Casa da Ciência), Luis Carlos Magalhães (presidente da Portela), além dos jornalistas Marcos Uchôa e Alice Fernandes. Vale lembrar que o auditório tem capacidade para 50 pessoas, por isso é bom chegar cedo para garantir o lugar. A entrada é franca.

Nascido em Nilópolis, Paulo Roberto Barros Braga ficou conhecido no carnaval brasileiro por sua capacidade de inovação. Quem não se lembra do revolucionário carro alegórico Criação da Vida, inventado em 2004 para a Unidos da Tijuca, com uma grande pirâmide humana em coreografia que reproduzia a estrutura molecular do DNA?

Paulo começou na escola de samba Vizinha Faladeira, uma das mais antigas do Rio de Janeiro (fundada em 1932), onde permaneceu por dois anos. Depois ficou seis anos no Arranco, do Engenho de Dentro. Em 2003 foi para o Paraíso do Tuiuti, e no ano seguinte despontou como grande carnavalesco, levantando a Sapucaí com o carro do DNA. Paulo também teve passagem pela Estácio de Sá, em 2006, quando a impactante comissão de frente que criou ajudou a escola a vencer o Grupo de Acesso A.

Esteve ainda por três anos na Viradouro, onde logo no primeiro ano inovou, postando a bateria em cima de um carro alegórico. Em 2008 causou polêmica com o carro do Holocausto, que foi proibido pela Justiça. Em 2009, dividiu com Paulo Menezes o Carnaval da Renascer de Jacarepaguá e surpreendeu, levando a escola ao vice-campeonato do Grupo de Acesso A. No mesmo ano, pelo Grupo Especial, trabalhou em parceria com Alex de Souza no desfile da  Vila Isabel que levou a escola ao quarto lugar.

Em 2010, retornou à Unidos da Tijuca e conquistou, com o enredo “É Segredo!”, seu primeiro título no Grupo Especial do Rio de Janeiro (a escola não ganhava desde 1936). Foi um desfile inesquecível já a partir da comissão de frente, onde passistas trocavam de roupa em segundos, usando truques de mágica.

Em 2011, desenvolveu com muita criatividade um enredo sobre o medo no cinema (“Esta noite levarei sua alma”) e, com uma nova comissão de frente impactante e polêmica, em que mortos-vivos simulavam arrancar as próprias cabeças, acabou sendo vice-campeão. Em 2012, Paulo fugiu de desfiles hollywoodianos e apostou numa homenagem certeira ao centenário de Luiz Gonzaga, rei do baião, e enfim foi bicampeão com a Unidos da Tijuca. Em 2013, em enredo sobre a Alemanha, surpreendeu com efeitos sonoros de trovão e colocou até um toboágua na avenida. Mesmo com alguns carros tendo quebrado durante o desfile, a Unidos da Tijuca terminou em 3° lugar.

Em 2014, sagrou-se tricampeão pela Unidos da Tijuca com um enredo que homenageou Ayrton Senna e a velocidade. Foi para a Mocidade e, no desfile de 2015, a escola ficou na 7ª posição. No ano seguinte, na Portela, assinou o enredo “No voo da águia, uma viagem sem fim…”, alcançando o 3° lugar. Renovou o seu contrato com a azul e branco de Oswaldo Cruz e Madureira e, em março de 2017, se consagrou campeão, encerrando um jejum histórico de 33 anos da escola. Logo em seguida, tornou pública a sua saída da Portela, afirmando que “realizou um sonho de criança” ao anunciar a ida para a Vila Isabel.

Em 2018, além de preparar o desfile para a escola Azul e Branca com o enredo “Corra que o futuro vem aí”, o carnavalesco será enredo da Vizinha Faladeira (que disputará a Série B), agremiação para a qual realizou seu primeiro carnaval: “O Marquês numa viagem pioneira, vê nascer um rei na Vizinha Faladeira. Paulo Barros, o DNA do carnaval”.

SOBRE OS DEPOIMENTOS PARA A POSTERIDADE

Em 1966, o MIS-RJ, inaugurou o projeto Depoimentos para a Posteridade, inédito programa de história oral criado para preservar a memória de diversos setores da cultura nacional, tais como a música, a literatura, o cinema e as artes plásticas. Atualmente conta com um acervo de mais de mil depoimentos, com quatro mil horas de material, gravado em áudio e vídeo, de figuras notáveis, como Nelson Rodrigues, Tarsila do Amaral, Fernanda Montenegro, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Nelson Motta, Ary Fontoura, Antonio Fagundes, Nicette Bruno, Zezé Motta, Neguinho da Beija-Flor, Zeca Pagodinho, Paulo César Pinheiro, Daniel Filho, Geraldo Azevedo, Dori Caymmi, Zé da Velha, Riachão, Antonio Cicero, Ronaldo Bastos, entre outros. Vale lembrar que todas as gravações ficam à disposição do público, nas salas de consulta do MIS, 48 horas depois do término da entrevista.

 

SERVIÇO

Local: Museu da Imagem e do Som do RJ – Praça Luiz Souza Dantas, 01, Praça XV

Data: 22 de novembro de 2017 (quarta-feira)

Horário: 13h30

Entrada franca

Censura: Livre

Informações: 2332-9520

 

Mais informações:

Verônica Bittencourt – misascomrj@gmail.com

Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro

Assessoria de Comunicação Institucional

Tel. (21) 2332-9520

 

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