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MELHORES MOMENTOS DO DEPOIMENTO DE JOYCE NO MIS

29 de março de 2018


Foto: Fred Pontes

 

O depoimento da cantora, compositora e instrumentista Joyce Moreno lotou o auditório do Museu da Imagem e do Som, na tarde deste 28 de março, na Praça XV. Para a sabatina, a artista contou com um time de peso, os músicos Alfredo Del Penho, Mario Adnet, a cantora Zelia Duncan e o pesquisador Mauricio Gouvêa. Quem coordenou o bate papo foi o jornalista João Pimentel. Confira os melhores momentos.

“Eu que convivo com você posso dizer o quanto você é generosa, Joyce” disse o músico Alfredo Del Penho logo na abertura da rodada de perguntas.

Sobre a forte linguagem feminina, muito presente em suas composições, a cantora admitiu: “Foi o Vinicius de Moraes que me chamou de feminista pela primeira vez. Nem eu sabia o que era isso de fato. Pra mim a música é unissex, digo, a melodia. Mas a letra já é o nosso ponto de vista. Em meu primeiro disco, em 1968, o JOYCE, “Não Muda Não” já era tão autoral. Tinha apenas 19 anos, não queria me casar, não queria mudar minha vida. Sempre fui meio ‘tomboy'”.

Desde a infância, Joyce foi influenciada pela Bossa Nova: “Meu primeiro contato com o violão foi aos 14 anos, vendo meu irmão Newton, tocando em casa com seus amigos Roberto Menescal, Eumir Deodato. Um dia cheguei em casa e estavam ouvindo uma fita que eu tinha gravado, quase um karaokê. Logo depois, Menescal me chamou para gravar em estudio pela primeira vez”.

Sobre a influência musical dos colegas: “meu violão começou com João Gilberto e segue até hoje pelo mestre máximo Dorival Caymmi, grande referência para mim.”

A emoção ao contar sobre a influência da família em suas composições: “em 76 gravei ‘Clareana’, que compus em Roma, para minhas filhas Clara e Ana. Fazia parte do disco FEMININA, tão representativo na minha carreira. Hoje ainda faço trabalhos com a participacão do meu neto.” (que estava na plateia, junto de uma de suas filhas, Ana, além do marido Tutty Moreno (consagrado baterista)

A fase do jazz no exterior: “gravamos shows ao vivo, pelo selo Verve, da Alemanha, nos anos 90. Anos depois, em 2007 lancei com o Tutty ‘Samba Jazz e Outras Bossas’ para celebrar nossos 30 anos de união”.

Sobre a gravaçao de suas obras por outros artistas: acho muito interessante. Tenho uma música, ‘Essa Mulher’ que ja foi adaptada para o sueco, por exemplo. Adoro quando ganho versões instrumentais. ‘Mistérios’ foi uma das minhas músicas mais gravadas. Essas coisas fazem valer muito a pena esse ofício de compor. Você já cantou ela lindamente, Zelia”, apontando para a cantora, uma de suas entrevistadoras.

Seu processo criativo: “meu grande parceiro é o violão, que me dá todas as ideias e faz com que surjam todas as palavras.”

Sobre o momento como jornalista: “adoro escrever, a experiência como cronista semanal no jornal O Dia foi espetacular mas não deu para conciliar com a agenda de shows. Tenho uma relação mal resolvida com o jornalismo. Aprendi tanto. Adoraria ter continuado, mas escrever letra de música é algo parecido. É preencher o espaço de uma canção. Mas a palavra tem que ficar confortável na boca”, disse Joyce, que é formada em jornalismo pela Puc e também já atuou como estagiária no Jornal do Brasil, no final dos anos 60.

Sobre os dois ‘rótulos’ que já atribuíram à sua música: Hard Bossa ou Gafieira Moderna? “Um jornalista estrangeiro me procurou depois de um show e disse que o que eu fazia era Hard Bossa. Já o Gafieira Moderna foi uma percepcão mais dançante presente nos meus shows. Sempre tem alguém dançando no fundo do teatro. E eu acho isso o máximo. Sou um pouco de cada uma dessas denominações, acho. MAS me acho uma compositora sem estilo definido. Não vou saber isso nunca, não penso.”

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