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Mário Vianna, o juiz que nunca engoliu desaforo

13 de maio de 2014


 

Nem sempre juiz de futebol engoliu desaforo de jogadores e torcedores. Certa vez, em um Flamengo e Botafogo, em General Severiano, depois de expulsar três atletas rubro-negros, Mario Vianna passou a ser alvejado por uma chuva de garrafas, atiradas por torcedores revoltados. Furioso, ele jogou as garrafas de volta e, não satisfeito, pulou o alambrado para bater em quem aparecesse, só sendo contido pela polícia. Mário Gonçalves Vianna foi um dos personagens mais marcantes e controvertidos do futebol brasileiro.

Nascido em 6 de setembro de 1902, no Rio de Janeiro, trabalhou como engraxate, baleiro e operário em uma fábrica de velas até integrar a Polícia Especial de Getúlio Vargas, no Estado Novo. Foi lá que começou a apitar partidas de futebol entre os policiais. Convencido por um amigo, fez um curso para árbitro, sendo aprovado em primeiro lugar.

Foi um juiz rigoroso, chegando a apitar um jogo na Copa de 1950 (Espanha 3 x 1 Estados Unidos), no Brasil, e um na de 1954 (Suíça 2 x 1 Itália), na Suíça. Nesta partida, por sinal, Vianna fez uma das suas. Um jogador italiano contestou a marcação de uma falta e empurrou o árbitro. Levou um direto no queixo e saiu desmaiado. Nesta mesma competição chamou os dirigentes da Fifa de “camarilha de ladrões”. Foi expulso do quadro de árbitros da entidade. Em 1957, abandonou a arbitragem e virou técnico do Palmeiras.

Mas a partir da década de 60 foi que ele ganhou notoriedade como comentarista de arbitragem da Rádio Globo. Ali, ao lado de Waldir Amaral e Jorge Cury, ele formou a equipe esportiva mais famosa do rádio, e criou bordões inesquecíveis como “banheira”, para o jogador em impedimento, “la mano”, quando alguém punha a mão na bola, e não se furtava de xingar os ex-companheiros de profissão de sopradores de apito.
Na depoimento que deu ao MIS-RJ em 16 de maio de 1973 ele lembrou casos curiosos, imitou o próprio choro do dia em que nasceu e repetiu seus bordões.

Mário Vianna faleceu aos 87 anos, em 16 de setembro de 1989.

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