MIS Blog/ Depoimentos

Marieta Severo relembra momentos marcantes de sua vida

28 de janeiro de 2009


 

A atriz Marieta Severo deu um show de simpatia no evento que aconteceu no dia 22 de janeiro (quinta-feira) no Museu da Imagem e do Som (MIS) do Rio de Janeiro, na sede da Praça XV. Ao lado de grandes amigos, Marieta revelou curiosos bastidores de sua carreira e relembrou momentos pessoais marcantes de sua vida. A atriz, primeira depoente do ano pelo projeto “Depoimentos para Posteridade”, foi entrevistada pela atriz e artista plástica Analú Prestes, pela também atriz Andréa Beltrão, pela cineasta, atriz e presidente da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Carla Camuratti, e pelo diretor de teatro Naum Alves de Souza.

Considerada uma das atrizes mais versáteis do teatro e da televisão brasileira, Marieta Severo contou como enfrentou a censura e o exílio e não esquece a influência da família (três filhas e seis netos) em sua trajetória. Atualmente, a atriz está nas telinhas com a série “A Grande Família” (Rede Globo) e nos palcos com a peça “As Centenárias”, em cartaz no Teatro Poeira, em Botafogo, fundado por ela mesma e por sua amiga e agora sócia, a atriz Andréa Beltrão.

Infância – “A história que me contaram é que nasci muito rápido. Tive uma infância típica do Leblon. Nasci em 2 de novembro de 1946, Dia de Finados. Mas meu pai achou essa data desagradável e me registrou no dia 3. Tenho a lembrança de que até os meus 14 anos eu achava que meu aniversário era dia 3. Quando começou a moda da astrologia, lembro de papai falar: o seu vai dar todo errado, porque não é dia 3, é 2. Até hoje eu confundo”.

Primeiro trabalho – “Eu nunca tinha pensado em ser atriz. Mas aquilo começou a me atrair. Um dia saindo da praia, jogando frescobol – já no Tablado – acompanhei uma amiga num teste para o filme “Society em baby doll” (1965) e o diretor Luiz Carlos Maciel me olhou e perguntou se eu queria fazer um papel. Disse que não, mas acabei ficando”.

Teatro – “Comecei no teatro com “As feiticeiras de Salém” (1965), ainda muito verde, sem saber do que se tratava. Acho que a vida foi me empurrando. Eu gostava, mas não sabia o que queria ainda. Fui entendendo, aos poucos, que realmente tinha vocação para aquilo”.

TV – “Eu comecei a fazer cinema, teatro e televisão praticamente ao mesmo tempo. Em 1966, eu já estava no elenco de “O sheik de Agadir” (1966). Fazia uma princesinha árabe. No fim das contas o assassino era a princesinha e por causa dela fui apedrejada em Copacabana. Fiquei afastada da TV por muito tempo, mas quando voltei emendei um trabalho no outro. Recebi o convite para fazer “A Grande Família” (2001) quando tinha acabado a novela “Laços de Família” (2000). Estava exausta, mas como eram 12 capítulos eu aceitei. Tive uma preocupação enorme para sair do universo de uma burguesa como a Alma para entrar no mundo suburbano da Nenê. Deu tão certo que entraremos na nona temporada da série”.

Teatro Poeira – “Não olho muito para o que eu fiz no passado. Mas pesquisando percebi que há 28 anos havia dito que o meu maior sonho era ter um teatro. Tentei uma vez e não deu certo, até que a minha parceria com a Andréa Beltrão, que conheci fazendo “A estrela do lar” (1992), de Mauro Rasi, me levou a isso. Numa conversa, falamos em ter um teatro. No dia seguinte Andréa chegou com os classificados e fomos procurar um lugar. Acho que essa foi a minha maior realização profissional”.

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