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LUCAS SANTTANA – O DEUS QUE DEVASTA MAS TAMBÉM CURA (2012)

16 de setembro de 2016


 

“Há de florescer o jardim de plantas e papéis”, nossa 12ª edição da Discoteca Básica Brasileira do Século XXI MIS vem com “O Deus que devasta mas também cura”, quinto trabalho do baiano, radicado no Rio de Janeiro, Lucas Santtana, após “Sem nostalgia, 2009”, disco que levou todos os holofotes da imprensa para o artista.

Em “O Deus que devasta mas também cura”, Lucas Santtana amplia suas possibilidades com uma sonoridade multicultural, eletrônica, mas com a musicalidade pertinente para um flautista, que tocou com nomes como Gilberto Gil.

Apesar das múltiplas camadas comuns à essa geração, “O Deus que devasta mas também cura” é um disco de canções, sofridas às vezes, já que foi feito após o período de separação do artista. Em outros momentos, é festivo, como na bem humorada “Dia de furar onda no mar”, parceria com o filho Josué Santtana, que já dá o seu recado: “Contemporâneo é alguém sem coração”.

Logo na faixa-título, feita em parceria com o paulistano Gui Amabis, os arranjos são do maestro baiano Letieres Leite com sua Orkestra Rumpilezz. Canção dolorosa, repleta de imagens cotidianas, como um grito socorro.

“Músico” é uma referência ao obscuro disco “Severino” dos Paralamas de Sucesso, canção de Herbet Viana, Bi Ribeiro e Tom Zé, tio de Lucas Santtana. Nessa versão ganha a participação especial da cantora Céu.

“Jogos madrugais” é uma canção sobre as noites dedicadas ao videogame, com batida eletrônica, samplers, orquestra, harpa, feita por Lucas Vasconcelos e arranjos de Gilberto Monte, ao lado de Lucas.

“É Sempre Bom Se Lembrar” é uma belíssima balada, uma canção de amor daquelas, mais próxima da sonoridade de “Som nostalgia”,arranjada em parceria com Gui Amabis, clarinete de Luca Raelle, o vibrafone de Marcelo Lobato, baixo acústico de Kassin (que também faz sintetizador) e violoncelo de Hudson Lima. A canção parece ser uma introdução para a dolorosa “Para Onde Irá Essa Noite?”, que surge três faixas depois, com arranjos de Guizado e Bruno Buarque.

Antes, aparecem “Se pá ska SP”, um ska que abre espaço para “Ela é Belém”, inspirada na cena do tecnobrega da capital do Pará, e “Vamos Andar Pela Cidade, tríade que marca o momento mais dançante do trabalho.

No encerramento,”O Paladino e seu cavalo altar”, uma versão em português de “This Is Not the Fire” da banda My Tiger My Timing, de 2009. “Eu posso até chegar quebrado/ Porém a chave terei conquistado” é o amor resolvido, após tudo ter parado “Por causa da fúria de um Deus”.

A capa do disco é uma pintura do artista plástico norte-americano Gregory Thielker, conhecido mundialmente por criar impressionantes imagens de dias chuvosos.

A banda base é formada por Ricardo Dias Gomes (baixo), Marcelo Callado (bateria), Gustavo Benjão (guitarra), os três do Do Amor (e os dois primeiros também da Banda Cê, de Caetano Veloso), Lucas Vasconcellos (pianos, sintetizadores, harpa), Kassin (baixo, sintetizadores, Marcos Lobato (piano rhodes), Gilberto Monte (arranjos e produção), Chico Neves (produção).

O disco é ousado, diferente do consagrado “Som nostalgia”, menos fechado em um conceito. É repleto de programações eletrônicas, colagens que fogem dos clichês usuais, mas também é cheio de música, poesia, saudade, amor, realmente em um “O Deus que devasta mas também cura”.

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