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HUMOR MARCA O DEPOIMENTO DE EDUARDO DUSSEK NO MIS

25 de maio de 2017


 

 

“Demorei 40 anos para deixar de ser metido. Hoje sou modesto, apesar de loiro”

A irreverência e o humor marcaram a tarde do último 24 de maio, no Museu da Imagem e do Som, na Praça XV. O cantor, compositor e ator Eduardo Dussek foi o convidado do mês, na série Depoimentos para a Posteridade. Cantarolando muito animado, o showman chegou ao museu em seu fusca conversível – uma de suas grandes paixões –  ao lado da amiga e cantora Leiloca, também sua entrevistadora no debate. Ao lado dela, os jornalistas Artur Xexéo e Bernardo Araujo e o produtor cultural Haroldo Costa garantiram o tom de informalidade e intimidade, ao longo da sabatina de quatro horas.

Dussek não deixou de lado o tom cômico para falar de sua infância e aventuras ainda muito jovem:

“Sempre fui bom aluno na escola, apesar de ser o bagunceiro, que implicava com os colegas de classe. Sempre fui uma criança metida. Ao que Leiloca o interrompe, ‘meio futurista’. A verdade é que demorei 40 anos para deixar de ser metido. Hoje sou modesto, apesar de loiro.”

“Mesmo criança, eu já bebia. Sei que é politicamente incorreto dizer isso, mas é verdade. Meus pais são europeus, sou filho de uma húngara e um tcheco e, na Europa é tradição oferecer aos domingos, vinho misturado com água e açúcar para crianças. Por isso, desde os seis anos eu já bebia.”

“Quando tinha 11 anos, fui com minha irmã em um bar na Lapa, de uma uruguaia. As pessoas dançavam, tinha muita cantoria. Eis que chega uma pessoa diferente no salão. Começou um burburinho no ambiente e quando perguntei quem era foram logo dizendo que se tratava de Madame Satã. Aquela figura me encantou de cara. Eis que ela veio em minha direção e me chamou para dançar, em par. Eu, que sempre fui metido, fui. Era todo boyzinho. No final da dança recebi até um beijo na mão. E pensar que até hoje me perguntam quando saí do armário, mas lá em casa era closet, sempre.”

Sobre a fase do encontro com grandes músicos a artistas:

“Fui morar em um apartamento na Álvaro Ramos, em Botafogo com Luiz Fernando Guimarães. Roque Conceição e Luiz Fernando de Castro nos anos 70. Ali era uma rua onde só vivia gente do cinema. Fazíamos encontros com apresentações artísticas, onde no final passávamos o chapéu, para arrecadar uma grana. Gil apareceu para me ver, pois começaram a comentar pela cidade sobre nossas apresentações. Eu todo maquiado, com um salto enorme, bem David Bowie, e ele de macacão largo, bem Gil. Depois vieram Gal e toda a baianada da música.”

Os gostos pessoais a admiração por Carmen Miranda:

“Sou completamente apaixonado por carros. Hoje tenho coleções em miniatura e, atualmente, apenas dois fuscas, que não são só de colecionador não. Ando com eles para cima e para baixo, hoje mesmo vim para o museu no meu conversível. Mas já tive até sete carros, todos antigos.”

“Minha primeira composição foi aos 11 anos, ‘A baianinha’, uma marchinha carnavalesca em homenagem a Carmen Miranda. E foi justamente, aqui no MIS, em uma exposição sobre ela, que vim visitar com minha mãe, que fiquei encantado com a figura. Quando voltamos para casa, parece que me baixou a Carmen, compus esta canção da forma mais natural possível. Acho que Carmen me guia até hoje, em todos os meus trabalhos”.

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