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Gentil Cardoso é a bola da vez no Futebol é Arte

21 de maio de 2014


 

O pernambucano Gentil Alves Cardoso, nascido em 5 de julho de 1906, foi um treinador com um vasto currículo, tendo treinado todos os grandes times do Rio de Janeiro em seu tempo – Flamengo Fluminense, Vasco, Botafogo,Bangu e América – além de times paulistas como Corinthians e Ponte Preta. Não ganhou muitos títulos expressivos fora os campeonatos estaduais de 1946, pelo Fluminense; o de 1952, pelo Vasco da Gama; e os que venceu pelos grandes de Pernambuco: 1955, pelo Sport; 1959, pelo Santa Cruz; e o de 1960, pelo Náutico.

Gentil, que veio para o Rio muito jovem, trabalhou de engraxate, garçom e padeiro, antes de entrar para o exército. Tentou carreira de jogador no São Cristóvão, mas foi dispensado e decidiu atuar do lado de fora do gramado. E foi ali, comandando os jogadores do banco de reservas, que ele tornou-se um dos grandes personagens do futebol brasileiro. O fanfarrão Joel Santana, com suas frases de efeito e suas tiradas curiosas, é apenas sombra do que foi o “Moço preto”, apelido que detestava.

São inúmeras as histórias do treinador, que tinha como marca um inseparável boné de marinheiro. Em 1946, contratado pelo Fluminense, pediu à diretoria que contratasse o ídolo vascaíno Ademir Menezes e prometeu: “Deem-me Ademir, que lhes dou o título”. Dito e feito.

Em 1952, já no Vasco, correu um boato de que o clube pretendia mandá-lo embora. Perguntado sobre o que ele achava disso, a resposta foi imediata: “Eu estou com as massas, e as massas derrubam até governos”. No outro dia foi despedido.

Gentil Cardoso também ficou conhecido por ter sido o técnico que lançou Garrincha no futebol carioca, em 1953, depois de este ter “atropelado” o grande Nilton Santos em um treino. O próprio Nilton teria convencido o treinador, depois, no vestiário, a não abrir mão do craque das pernas tortas.

A gentil são atribuídas frases celebre do futebol brasileiro como “Quem se desloca, recebe, quem pede, tem preferência”, “O craque trata a bola de você e não de sua excelência”, “Eu quero que vocês corram atrás da bola como se ela fosse um prato de comida”. Reza a lenda que, quando estava no hospital, dias antes de morrer, em 1970, teria dito: “Eu quero sair daqui na vertical, não na horizontal”.

Três anos antes, em depoimento ao Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, ele contou histórias curiosas, relembrou fatos mas queixou-se muito do preconceito que havia sofrido durante toda a sua vivência no futebol.

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