MIS Blog/ Notícias

DUPLA COMEMORAÇÃO: DIA NACIONAL DO CHORO E ANIVERSÁRIO DE PIXINGUINHA

20 de abril de 2015


MIS homenageia dois grandes mestres do gênero e relembra seus melhores momentos

 

O 118º aniversário de Pixinguinha, se ainda estivesse vivo, é motivo de homenagem neste 23 de abril. Batizado como Alfredo da Rocha Vianna Filho, o músico nasceu em 1897, no Rio de Janeiro. O famoso flautista, saxofonista, compositor e arranjador é considerado um dos maiores nomes da música popular brasileira e do choro. A sua importância para o choro foi tanta que coincide com o seu aniversário o Dia Nacional do Choro, homenagem pensada pelo bandolinista Hamilton de Holanda e pelos alunos da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello. A lei que aprovou a data foi sancionada em 4 de setembro de 2000 e até hoje é um marco para os apaixonados e estudiosos deste estilo musical.

Pixinguinha evolucionou o choro desde garoto. Logo aos 13 anos, em 1911, o jovem, filho de músico, entrou para a orquestra do rancho carnavalesco Filhas de Jardineira e também estreou em disco. Em 1914, assinou sua primeira composição, “Dominante”, e entrou para o grupo Caxangá, com Donga e João Pernambuco. Três anos depois, gravou um disco do chamado Grupo do Pechinguinha, no Odeon. Em 1918, sua carreira decolou com o Oito Batutas, em que tocava flauta, com Donga no violão, Nélson Alves no cavaquinho, entre outros.

E o seu apelido Pixinguinha, você sabe como surgiu? Seu primeiro apelido era Pinzindim, dado pela avó africana. Há duas interpretações para o “verbete” que são bem famosas: segundo o pesquisador e radialista Almirante, significava “menino bom” em um dialeto africano. Já o pesquisador e compositor Nei Lopes diz que, em Moçambique, a palavra “psi-di” significava algo como “comilão”. No entanto, ainda não havia uma grafia para o apelido, justamente por ser uma palavra de origem africana e não usada no Brasil, que se tornou “Pechinguinha” no disco que gravou em 1917, com o “Grupo do Pechinguinha”. Foi só nos anos 20, quando realizou sua turnê internacional com o grupo Oito Batuta, que definiu o nome que o consagrou: Pixinguinha.

Em 2005, a obra do artista foi tombada pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Fotografias, partituras, documentos e textos pertencentes ao músico passaram a ser parte do patrimônio cultural carioca, e muitos itens são exibidos até hoje na Cidade Maravilhosa, no Museu da Imagem e do Som. Pixinguinha marcou época como flautista, compositor, saxofonista e arranjador.

Desde muito menino, já participava das históricas rodas de choro da famosa casa da Tia Ciata, onde nasceu o primeiro samba gravado, “Pelo telefone”, composto por Donga e Mauro de Almeida. Tornou-se referência não só pelo talento como por sua polivalência, já que começou tocando cavaquinho aos 12 anos, passou para a flauta e o bombardino aos 13 e encerrou a carreira como saxofonista, em 17 de fevereiro de 1973.

Outro ícone do choro no Brasil que merece nossa homenagem é o grande Jacob Pick Bittencourt, conhecido como Jacob do Bandolim. Nascido em 14 de fevereiro de 1918, no Rio de Janeiro, foi considerado um dos mais puros solistas de nossa música popular. Jacob é autor de chorinhos clássicos como “Remelexo”, “Doce de coco”, “Treme-treme” e “Bole-bole”.

O Museu da Imagem e do Som abriga a coleção Jacob do Bandolim, fruto de sua dedicação à pesquisa da música popular brasileira, particularmente das origens do choro. Ela foi comprada pela Companhia Sousa Cruz e doada ao museu em 1974. É composta por milhares de documentos, entre partituras, scripts, correspondência, discos, fotografias e objetos tridimensionais – entre os quais sua máquina de escrever e sua indumentária de casamento –, além de livros, catálogos, revistas e recortes de jornais.

Os dois grandes mestres do choro já deram seu depoimento ao Museu da Imagem e do Som. Pixinguinha em duas ocasiões: 06.10.1966 e 22.04.1968, Jacob do Bandolim, em 14.02.1967.

 

PARCEIROS


 

Sede Administrativa
Rua Visconde de Maranguape, 15
Largo da Lapa, CEP 20021-390
Rio de Janeiro/ RJ

Sede Praça XV
Praça Luiz Souza Dantas, 01
Praça XV, Rio de Janeiro/ RJ
Rio de Janeiro/ RJ, Brasil

Tel +55 21 2332-9509/ 2332-9507 (Lapa)
Tel +55 21 2332-9068 (Praça XV)
Email: ola@mis.rj.gov.br

©

2018 MIS–RJ
Termos de uso/ FAQ
design ps.2