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DISCOTECA BÁSICA DO SÉCULO XXI – 20 PRIMEIRAS EDIÇÕES

17 de novembro de 2016


 

Foi por constatar que a produção contemporânea não tem a atenção que merece, que a partir do ano 2000, criamos a Discoteca Básica Brasileira do Século XXI MIS. Escolhemos, dentro desse período, nossos novos clássicos obrigatórios, para além dos trabalhos históricos do século XX, que já são explorados exaustivamente, inclusive, por nós.

A inspiração dessa sessão surgiu via a grande cantora Mônica Salmaso, no show que ela fez ao lado de André Mehmari, no Rio de Janeiro, em maio deste ano. Mônica cantou “Saruê“, do disco “Áfrico”, de Sergio Santos, linda inspiração da cultura africana com composições feitas em parceria com Paulo César Pinheiro.

A cantora foi ainda mais longe e falou que “Áfrico” está no mesmo patamar de clássicos como “Elis e Tom” e “Sentinela” de Milton Nascimento. Era tudo que precisamos para começar e, claro, iniciamos com “Áfrico”(2002)de Sergio Santos.

Para comemorar nossas vinte primeiras edições, vamos revisitar cada um dos discos que foram listados e você pode clicar na capa para ler a resenha original completa.  

Desse universo, saiu também “Corpo de baile”(2014), da própria Mônica Salmaso, que como uma Elizeth Cardoso em ‘Canção do amor demais’, que com Tom e Vinicius relançou a música brasileira para o futuro, Mônica Salmaso acha Guinga e Paulo César Pinheiro em pleno fim dos tempos.” O mesmo Guinga aparece na nossa discoteca básica com “Cine Baronesa”(2001), com participações de Fatima Guedes, Chico Buarque, Nei Lopes, Sergio Cabral, Quarteto Maogani, uma viagem ao seu universo íntimo. 

Nei Lopes, que também é um de nossos selecionados com “Chutando balde”, faz a conexão com o próximo disco, “Aystelum”(2005), de Ed Motta. É da parceria deles que surge “Samba azul”, cantado por Alcione, um dos pontos altos deste trabalho que elevou a carreira de Ed Motta. São artistas que surgiram no final do século XX, mas que chegaram com trabalhos consolidados e maduros no século XXI

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Mas na nossa discoteca também existem aqueles artistas que aconteceram praticamente no século XXI. São projetos inovadores que mexeram com as estruturas deste século, como a maturidade e excelência de Chico Pinheiro em “Meia-noite, meio-dia” (2003), um trabalho primoroso que trouxe novos ares para nosso jeito de compor. O mesmo aconteceu, mais recentemente, com Zé Manoel, jovem talento de Petrolina-PE, em “Canção e silêncio” (2015), que compõe e toca piano.

Remexendo as estruturas da música brasileira, aparece Marcelo D2 com seu “Na batida perfeita”(2003), projeto solo do cantor que vinha do século XX depois do sucesso com a Planet Hemp. Um disco que levou João Nogueira, Bezerra da Silva, Paulinho da Viola, para as batidas do hip hop e do século XXI. O mesmo trabalho de colagens, mas feito de maneira diferente, é encontrado no CD do músico Lucas Santtana com o seu “O Deus que devasta mas também cura” (2012).

E, se for pensar em mexer “estruturas”, não podemos esquecer do fenômeno pop Los Hermanos, que reviveram o grande sucesso da época das grandes gravadoras. Escolhemos “Ventura” (2003), pois trouxe “Samba a dois”, “Deixa o verão” e outras músicas que reforçam a potência do grupo como criadores de canções.

 

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E por falar em canções, nossos grandes compositores de todos tempos também estão na Discoteca Básica Brasileira do Século XXI MIS. Chico Buarque é representado em “Chico”(2011) e com as canções que fez com o parceiro Edu Lobo para a peça “Cambaio”(2001), que também recebe as participações de Gal Costa, Lenine e Zizi Possi.

Nosso Gilberto Gil, super conectado com a turma citada lá em cima, lançou “Banda larga cordel”(2008), com sua grande composição neste século, “Não tenho medo da morte”.

Dori Caymmi, assim como Chico Buarque, aparece em duas ocasiões  – com “Mundo de dentro”(2010) e “Rio-Bahia”(2006), com sua amiga e parceira Joyce. Dori está repleto de novos projeto e deve reaparecer em nossa lista mais vezes. “Rio-Bahia” é maravilhoso, Joyce é nossa grande cantora, e o trabalho também é repleto de parcerias com Paulo César Pinheiro, esse transversal em toda nossa discoteca, um personagem onipresente na nossa música.

Paulinho também está presente em “Candeia branca”(2013) de Luciana Rabello. São quatorze músicas de Luciana, sendo treze em parceria com ele. A exceção é “Teu amor”, samba-choro assinado somente pela compositora e dedicada a ele.

E, claro, não podíamos deixar de falar de um disco do próprio: “Capoeira de Besouro”(2010), que mostra além do trabalho de compositor, mas de pesquisador que Paulinho faz em nossa música. Um gênio que merece ser sempre celebrado.

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Quem também aparece por todos lados é Nei Lopes, já citado no disco de Ed Motta, que chega “Chutando o balde”(2009), com suas crônicas e críticas pertinentes a este mundo “contemporâneo”. Suas parcerias também são encontradas no excelente “Coisa de chefe” (2001) de Cláudio Jorge, que além de grande músico e compositor, é responsável pela Carioca Discos, que nos dá também os excelente “Trio Calafrio”(2003) de Barbeirinho do Jacarezinho, Luiz Grande e Marquinhos Diniz e”Benza, Deus”(2004), último disco de estúdio Luiz Carlos da Vila. É o samba representado na nossa discoteca com projetos da Carioca Discos, de Cláudio Jorge, Paulinho Albuquerque, que nos deixou em 2006, e o engenheiro de som Guilherme Reis, que trouxe qualidade e sofisticação nos arranjos e gravações do gênero.

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Agora, continuaremos com nossa 21ª edição da Discoteca Básica Brasileira do Século XXI MIS até onde encontramos nossa música brasileira sendo bem tratada. Fique atento aqui no blog do MIS, toda semana uma novidade para ler e ouvir! Até a próxima.

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