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DEPOIMENTO DE NICETTE BRUNO É UMA DECLARAÇÃO DE AMOR AO TEATRO

05 de março de 2015


“Sempre que subo a um palco, reverencio aquele tablado. Afinal, é onde me realizo"

 

Bastante alegre e cheia de casos interessantes para contar, a atriz Nicette Bruno foi a segunda convidada do ano, na série Depoimentos para a Posteridade. O encontro empolgou o auditório da Praça XV, na última quarta-feira, 04 de março. Para entrevistá-la, o parceiro profissional de longa data e seu amigo pessoal, o também ator Stênio Garcia, além de sua filha, Beth Goulart, que demonstrou ao longo do bate papo, muita emoção e cumplicidade com a mãe.

Fique por dentro dos melhores momentos, onde a atriz não deixou escapar seu amor pelo teatro.

“Antes de decorar o texto, mamãe falava – ‘vai brincar, mas por 20 minutos’. Meu aprendizado musical, começou quase que junto com o teatro, aos 6 anos. Fazer teatrinho para a família e os amigos, assim como tocar piano era um prazer, uma brincadeira. Minha infância em Niterói foi muito feliz. Nada me foi imposto. Fazia porque queria”.

“Meu primeiro trabalho profissional foi aos 14 anos, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro com a temporada de arte de Maria Jacintha na Companhia Dulcina-Odilon, com a peça “A filha de Iório”, que na época, me rendeu a medalha de ouro de atriz revelação, pela Associação Brasileira de Críticos Teatrais. Penso que Dulcina foi uma figura importante para a transformação do teatro. Antes dela, só tomávamos conhecimento da peça no primeiro dia de ensaio.”

“Foi em 51 que concretizei um sonho quando me mudei para São Paulo. Criamos o Teatro de Alumínio, além da Companhia Nicette Bruno e seus Comediantes. Na época, sofri preconceito por conta do meu sotaque carioca. Mas trabalhei e fiz aulas de prosódia.”

“Meu encontro com o Paulo (Goulart) foi aos 19 anos, na montagem de ‘Senhorita minha mãe’, em 1952. De cara, nem reparei nele. Só depois, quando encenamos juntos, em uma festa após a apresentação é que ele me fez declamar um poema e disse que deveria ser só para ele. Ali, o sininho tocou”.

“Meu primeiro trabalho na TV foi na década de 60, no programa semanal ‘Dona Jandira em busca da felicidade’, na TV Continental. E foi durante este trabalho, que fiquei grávida da minha segunda filha, a Beth. Minha personagem precisou também ficar grávida. Me lembro que o último episódio foi o  Paulo (Goulart, seu marido, falecido recentemente) levando a Jandira para a maternidade. Na saída do estúdio, fãs me davam de presente sapatinhos, roupinhas de bebê. Que alegria!”

“Depois do nascimento da Beth, por volta de 1970, veio o meu primeiro sucesso televisivo em ‘A gordinha’ e nunca mais parei. Foram muitas novelas. Entre elas, “Meu pé de laranja lima”, “Rosa dos ventos” e ” “Éramos seis”, um dos meus melhores trabalhos.”

“A estreia na Globo foi nos anos 80, na série “Obrigado, doutor”. Também foram muitos outros trabalhos, que continuam até hoje. Não tenho uma preferida. Personagem é que nem filho, não dá para escolher o preferido. O meu preferido, na verdade é sempre o próximo que está por vir.”

“Sempre que subo a um palco, reverencio aquele tablado. Afinal, é onde me realizo. O teatro é minha vida, não quero parar nunca, quero continuar realizando. Isso é meu impulso de vida. É no teatro que nós fazemos a nossa reciclagem. O ator é um eterno insatisfeito. Eu sou. Sempre quero saber mais, conhecer mais”.

 

 

 

 

 

 

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