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CHICO BATERA É HOMENAGEADO NO MIS

30 de agosto de 2018


 

Instrumentista e compositor é o convidado da série Depoimentos para a Posteridade

Dando continuidade ao festejo anual que celebra os 60 anos da Bossa Nova, o compositor, percussionista e baterista Chico Batera é o próximo homenageado do Depoimentos para a Posteridade do MIS / Museu da Imagem do Som – equipamento da Secretaria de Estado de Cultura. O evento acontece na tarde do dia 5 de setembro (quarta-feira), às 14h, na sede da Praça XV. Seus entrevistadores serão Arnaldo DeSouteiro (produtor musical e jornalista), Felipe Tauil (músico), Kiko Albuquerque (produtor musical) e Marisa Porto (fotógrafa). Vale lembrar que o auditório tem capacidade para 50 pessoas, por isso é bom chegar cedo para garantir o lugar. A entrada é franca.

Nascido em 1943, em Madureira, filho de uma pianista, Chico Batera teve seu primeiro contato com a percussão na Escola de Samba Império Serrano. Aos 17 anos tornou-se músico profissional, tocando nos shows de Carlos Machado e no famoso Beco das Garrafas, berço da Bossa Nova. Com o sucesso da música brasileira no Carnegie Hall, em Nova York, Chico foi para os Estados Unidos acompanhando Sérgio Mendes em missão cultural apoiada pelo Itamaraty. Ao fim da temporada, permaneceu no país morando numa comunidade hispânica, o que permitia o convívio com cubanos e porto-riquenhos. A grande troca de informações desse período, lhe rendeu encontros com Tito Puente e Armando Perazza e despertou sua paixão por ritmos latinos.

Embalado pela confluência singular entre jazz, música brasileira e latina, estudou na Berklee School of Music e teve aulas particulares com Joe Porcaro, além de participar de intercâmbios culturais no Los Angeles City College. Chico Batera se destacou pela riqueza e diversidade rítmicas e tocou com grandes maestros como Michel Legrand, Henry Mancini e Dave Grusin. Acompanhou artistas da importância de Tom Jobim, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald e The Doors. Na década de 70 gravou com João Gilberto no México. Foi integrante da banda de Cat Stevens até que este abandonasse sua carreira.

De volta ao Brasil, ministrou cursos de percussão no Centro Musical Antônio Adolfo. Nas décadas de 70 e 80 foi o percussionista que mais gravou no país. Dentre os artistas que acompanhou estão Elis Regina, Martinho da Vila, Gal Costa, Simone, Djavan, João Bosco e Fagner. Chico também esteve presente em trabalhos instrumentais com Wagner Tiso, Vitor Biglione e Lee Ritenour. Há 28 anos acompanha Chico Buarque, tendo co-produzido o álbum de 1989 que leva o nome do compositor e inclui o grande sucesso Vai Passar. Reunindo toda a sua experiência, realizou o projeto 50 anos de Baile, em parceria com a Secretaria de Cultura do Município de São Paulo durante 1999 e 2000.

Paralelamente a carreira de músico, também organizou a “Oficina de Percussão Brasileira & Rítmica Corporal”, ministrando não só os rudimentos da técnica e da teoria musicais, como também a prática de novas e bem sucedidas metodologias, como aquela experimentada pelo Monobloco, grupo de percussão carioca que usa o corpo e seus movimentos como referências básicas para o aprendizado da percussão. Iniciada em 2002, esta Oficina trabalha com crianças e adolescentes (de 8 a 18 anos). Em 2004 criou o Chico Batera Trio, tendo Luiz Alves (baixo acústico) e Kiko Continentino (piano) como integrantes dessa bem sucedida aventura musical. Em 2006 gravou com seu Trio o CD Lume (Biscoito Fino), tendo como convidado seu parceiro e amigo de longa data Chico Buarque, cantando Iracema Voou.

Batera já realizou muitos shows e participou de vários festivais pelo Brasil. Na comemoração dos 50 anos da Bossa Nova fez parte do grupo Bossa Nova All Stars com Bebeto Castilho (baixo), Fátima Regina (Voz) e Fernando Costa (piano). Em fevereiro de 2009, convidou Wilson das Neves e a bateria Império do Futuro, formada por crianças da comunidade da Escola de Samba Império Serrano para o show Tocou Reunir. No mesmo mês desfilou na Marques de Sapucaí na sua Escola de Samba Império Serrano. Atualmente, Chico se dedica a apresentações com o Chico Batera Trio, que tem em sua formação Jefferson Lescowitch e Marcos Nimrichter.

SOBRE OS DEPOIMENTOS PARA A POSTERIDADE

Em 1966, o MIS-RJ, inaugurou o projeto Depoimentos para a Posteridade, inédito programa de história oral criado para preservar a memória de diversos setores da cultura nacional, tais como a música, a literatura, o cinema e as artes plásticas. Atualmente conta com um acervo de mais de mil depoimentos, com quatro mil horas de material, gravado em áudio e vídeo, de figuras notáveis, como Nelson Rodrigues, Tarsila do Amaral, Fernanda Montenegro, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Nelson Motta, Ary Fontoura, Antonio Fagundes, Nicete Bruno, Zezé Motta, Neguinho da Beija-Flor, Zeca Pagodinho, Paulo César Pinheiro, Daniel Filho, Geraldo Azevedo, Dori Caymmi, Zé da Velha, Riachão, Antonio Cicero, Ronaldo Bastos, Paulo Barros, Roberto Menescal, Cesar Villela, Joyce Moreno, Claudette Soares, Armando Pittigliani, Bebeto Castilho, Wanda Sá, entre outros. Vale lembrar que todas as gravações ficam à disposição do público, nas salas de consulta do MIS, 48 horas depois do término da entrevista.

SERVIÇO

Local: Museu da Imagem e do Som do RJ – Praça Luiz Souza Dantas, 01, Praça XV.
Tel: (21) 2332-9068
Data: 5 de setembro de 2018 (quarta-feira)
Horário: 14h
Entrada franca
Censura: Livre

 

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