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CANUDOS NA LITERATURA, MÚSICA E CINEMA

05 de outubro de 2016


 

O 5 de outubro, Dia da Queda de Canudos, deveria ser feriado nacional. (No MIS virtual o dia é dedicado a ele). Não apenas por ter gerado um dos mais lindos livros da literatura brasileira, “Os sertões”, de Euclides da Cunha; nem o mais lindo filme, “Deus e o diabo na terra do sol”, de Glauber Rocha; ou uma canção como “Canudos”, um Edu Lobo honrando seu “avô” Villa-Lobos e seu “pai” Tom Jobim, sobre o imenso poema de Cacaso; nem o samba-enredo da Em Cima da Hora “Os sertões“, no qual Edeor de Paula relê Euclides em forma de refrão: “Os jagunços lutaram até o final/Defendendo Canudos naquela guerra fatal”.

Mas pelo povoado do Conselheiro, “que caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados”.

“Entre Rios, Belos Montes
Quem é esse que vagueia?
Conselheiro que tonteia
E apeia sem chegar.”

O poeta Cacaso fez “Canudos” com Edu Lobo para o disco Camaleão de 1978. A faixa conta com uma das primeiras participações do nosso Boca Livre.

Música daquelas grandes, um arranjo precioso de Edu, o acordeon de Chiquinho, Violão de Edu, percussões de Chico Batera e Don Chacal, bateria de Enéas Costa, viola de 12 de Luiz Cláudio Ramos, baixo de Maurício Maestro, as flautas de Jorginho e Celso Woltzenlogel, a clarineta de Paulo Moura, o oboé de Braz Limongi, o fagote de Airton Barbosa e Wagner Tiso, ao piano.

Música do tamanho do Brasil!

“Eu vos saúdo em nome de Heitor Villa-Lobos, teu avô e meu pai”, escreveu Tom Jobim sobre de Edu Lobo.

Mais sobre a história de Canudos dentro de nossa música. A GRES Em Cima da Hora, em 1976, apresentou um dos mais belos sambas-enredo da nossa história: “Os sertões”, de Edeor de Paula. O samba foi reeditado em 2014 pela mesma escola de Cavalcante.

“O Homem revoltado com a sorte
do mundo em que vivia
ocultou-se no sertão
espalhando a rebeldia”.

Um de nossos clássicos, aqui com o grande Mestre Marçal, em 1993, no disco “Sambas-enredo de todos os tempos”.


E a profecia final “do beato que dizia que o Sertão ia alagar” virou realidade na música “Sobradinho” da dupla Sá e Guarabyra:

 

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