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BEBETO CASTILHO É HOMENAGEADO NO MIS

26 de junho de 2018


Hélcio Milito, Luiz Eça e Bebeto Castilho. Foto: Paulo Camarão. Coleção Nelson Motta. Acervo MIS.

 

Dando continuidade ao festejo anual que celebra os 60 anos da Bossa Nova, o instrumentista Bebeto Castilho é o primeiro homenageado do mês de julho abrindo o Depoimentos para a Posteridade do MIS / Museu da Imagem do Som. O evento acontece na tarde do dia 4 (quarta-feira), às 14h, na sede da Praça XV. Seus entrevistadores serão o produtor musical Armando Pittigliani, o músico Arnaldo de Souteiro, o escritor e jornalista Ruy Castro e o crítico musical Tárik de Souza. Vale lembrar que o auditório tem capacidade para 50 pessoas, por isso é bom chegar cedo para garantir o lugar. A entrada é franca.

Adalberto José de Castilho e Souza nasceu no Rio de Janeiro no dia 13 de abril de 1939. Filho de mãe pianista e descendente do compositor português (radicado nos EUA) John Phillip Sousa (1884-1932), Bebeto Castilho começou a tocar flauta aos nove anos de idade, clarinete aos 12 e saxofone alto aos 16. Autodidata, teve sua formação nos bailes, nas rodas de choro e nas incipientes jam sessions de jazz (na casa de Paulo Moura, na Tijuca, era o caçula). Iniciou sua carreira profissional em 1955, como integrante do conjunto de Ed Lincoln, passando a atuar também no contrabaixo.

Frequentou com seu sax as famosas reuniões de violão na casa dos pais de Nara Leão e, em 1957, foi convidado por Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli para integrar o conjunto que acompanhava a cantora Maysa, formado por Luís Eça (piano), Hélcio Milito (bateria), Roberto Menescal (guitarra) e Luiz Carlos Vinhas (revezando ao piano com Luís Eça). O grupo excursionou com a cantora pelo Brasil, Argentina, Uruguai e Chile. Em seguida, decidiu, juntamente com Luís Eça e Hélcio Milito, formar seu próprio grupo, o Tamba Trio, atuando no contrabaixo, flauta e vocais. O conjunto lançou seu primeiro disco em 1963, partindo em turnê pela Europa, Estados Unidos, México e Canadá. O culto no exterior cresceu após o segundo LP, “Avanço” (1963) e rendeu uma bela carreira internacional que incluiu discos gravados pelo renomado produtor americano Creed Taylor (“We and the sea” e “Samba blim”, lançados com o nome Tamba 4, ambos de 1968).

Bebeto atuou com o grupo até 1975, gravando trabalhos reconhecidos pela crítica e fundamentando uma excelente reputação entre fãs de jazz e bossa nova em todo o planeta.

Em 1976, lançou seu primeiro disco solo, “Bebeto”. De 1977 a 1981, acompanhou, no contrabaixo, o conjunto MPB-4. Em 1982, por conta dos 20 anos do Tamba Trio, voltou a integrar o grupo ao lado de Luís Eça e Hélcio Milito, com o qual atuou até 1984, gravando o LP “20 anos de sucessos” e realizando duas turnês pela Europa. Em 1989, voltou a reunir o Tamba Trio, dessa vez com o baterista Rubens Ohana (que já havia integrado a segunda formação do grupo). O conjunto voltou a atuar no cenário artístico até 1992, ano de falecimento de Luís Eça. Em 2002, seu disco “Bebeto” (Tapecar, 1976) foi relançado em CD, na Inglaterra, pelo selo Whatmusic.

Como cantor e instrumentista (baixo, flauta, flauta em sol e flauta em dó), lançou, em 2006, o CD “Amendoeira”, produzido por seu sobrinho Marcelo Camelo. No repertório, canções como “A vizinha do lado” (Dorival Caymmi), “Sabiá da Mangueira” (Benedito Lacerda e Erastótenes Frazão), “Infidelidade” (Ataulfo Alves e Américo Seixas), “Beijo distraído” (Durval Ferreira e Regina Werneck), “Amendoeira” (Marcelo Camelo). Ao longo de sua carreira, gravou mais de 100 discos, como artista solo, integrante do Tamba Trio, ou acompanhando outros artistas.

SOBRE OS DEPOIMENTOS PARA A POSTERIDADE

Em 1966, o MIS-RJ, inaugurou o projeto Depoimentos para a Posteridade, inédito programa de história oral criado para preservar a memória de diversos setores da cultura nacional, tais como a música, a literatura, o cinema e as artes plásticas. Atualmente conta com um acervo de mais de mil depoimentos, com quatro mil horas de material, gravado em áudio e vídeo, de figuras notáveis, como Nelson Rodrigues, Tarsila do Amaral, Fernanda Montenegro, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Nelson Motta, Ary Fontoura, Antonio Fagundes, Nicete Bruno, Zezé Motta, Neguinho da Beija-Flor, Zeca Pagodinho, Paulo César Pinheiro, Daniel Filho, Geraldo Azevedo, Dori Caymmi, Zé da Velha, Riachão, Antonio Cicero, Ronaldo Bastos, Paulo Barros, Roberto Menescal, Cesar Villela, Joyce Moreno, Claudette Soares, Armando Pittigliani, entre outros. Vale lembrar que todas as gravações ficam à disposição do público, nas salas de consulta do MIS, 48 horas depois do término da entrevista.

SERVIÇO

Local: Museu da Imagem e do Som do RJ – Praça Luiz Souza Dantas, 01, Praça XV.
Tel: (21) 2332-9068
Data: 4 de julho de 2018 (quarta-feira)
Horário: 14h
Entrada franca
Censura: Livre
www.mis.rj.gov.br

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