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MARCHINHA É RECONHECIDA COMO PATRIMÔNIO DA CIDADE

10 de fevereiro de 2015


As Melhores Marchinhas dos Carnavais Cariocas

 

O Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) publicou no Diário Oficial do último 6 de fevereiro, um decreto que reconhece as marchinhas como patrimônio da cidade, por ser uma manifestação tipicamente carioca que se popularizou por todo o país. O reconhecimento destaca o legado dos compositores que produzem este gênero musical e ajudam na construção da identidade do Rio de Janeiro.

Seria isso, o reconhecimento de uma expressão cultural já consagrada pelos cariocas? “A marchinha é a crônica musical da cidade. Faz crítica social, política, trata de economia e finanças, do comportamento, dos serviços públicos, assuntos sempre atuais, como a falta d´água. Ela está na boca do povo porque é divertida, engraçada, irreverente, como nós cariocas”, comenta Rosa Araujo, presidente do MIS-RJ.

Já fazem parte da lista dos bens imateriais do Rio, a Bossa Nova, as escolas de samba, os blocos Cordão da Bola Preta e Cacique de Ramos, a obra literária de Machado de Assis, o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, os vendedores de mate e biscoitos de polvilho das praias cariocas, as festas de Iemanjá, diversos bares tradicionais da cidade e a tradicional procissão de São Sebastião. Ao todo, a cidade do Rio de Janeiro conta com 56 bens imateriais declarados pelo município.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), são considerados como patrimônio imaterial as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas que as comunidades, grupos e indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.

O MIS listou uma pequena amostra do gênero, que tem feito sucesso pelos carnavais cariocas há mais de 100 anos. Confira as curiosidades de cada uma.

“Cidade Maravilhosa”, de André Filho: A música foi gravada pela primeira vez em 1934 pelo próprio André Filho e por Aurora Miranda, irmã de Carmen Miranda, que foi lançada na carreira artística com esta música. Tornou-se o hino oficial da cidade do Rio de Janeiro em 1960.

“Mamãe eu quero”, de Jararaca e Vicente Paiva: Composta em 1937 e gravada pelos autores, a música só fez sucesso após regravação de Carmen Miranda, quatro anos depois. Foi o principal sucesso do carnaval de 1941.

“Mulata iê iê iê”, de João Roberto Kelly: Também conhecida como “Mulata bossa nova”, foi composta em 1965 em homenagem a Vera Lúcia Couto, primeira mulher negra a participar do concurso Miss Brasil. Vale lembrar, que João Roberto Kelly é o maior compositor de marchinhas em atividade.

“Teu cabelo não nega”, de Lamartine Babo e irmãos Valença: A música, de 1932, possui uma infinidade de gravações. Uma delas do próprio Lamartine.

“Maria Escandalosa”, de Armando Cavalcanti e Klécius Caldas: Foi originalmente gravada em 1955 por Blecaute, mas foi na voz de Dalva de Oliveira, alguns anos depois, que a marcha ganhou proporções internacionais.

“Cantores do Rádio”, de João de Barro, Alberto Ribeiro e Lamartine Babo: A música se tornou sucesso, quando foi interpretada pelas irmãs Aurora e Carmem Miranda, no ano de 1936.

“Sassaricando”: A composição de Luiz Antônio, Zé Mário e Oldemar Magalhães foi lançada em 1951 e fez sucesso na voz de Virgínia Lane.

 

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