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Olhares da democratização de Copacabana

25 de julho de 2013


Concurso internacional de arquitetura apresentou sete visões instigantes para o museu.

 

Diversos grandes museus do mundo estão em processo de expansão ou construção de novos prédios, onde o projeto arquitetônico cumpre um  papel fundamental. Com o MIS / Museu da Imagem e do Som não é diferente. Em 2009 foi lançado o desafio aos maiores arquitetos do Brasil e do mundo de pensar esse em como tornar o MIS um ícone arquitetônico, de projeção nacional e internacional, para a cidade do Rio de Janeiro. O Concurso de Ideias teve como vencedor o escritório de arquitetura americano Diller Scofidio + Renfro, cujo projeto está apresentado na seção Arquitetura do site.

Mas é interessante olhar novamente os excelentes projetos apresentados e entender as soluções boladas para a encrenca de construir um museu num dos endereços mais importantes da cidade – a Av. Atlântica, em Copacabana – e como este deveria caracterizar a identidade carioca, caracterizada pela produção artística. Vale dar uma conferida na sequência de imagens lá no alto e conferir os detalhes desses projetos.

Um dos pontos mais fortes do projeto vencedor, a democratização da vista de Copacabana para todos, também está muito presente no projeto do Studio Daniel Libeskind, que sugeriu o entendimento do museu como um Nexus (série de conexões) e o diálogo do interior do prédio com o exterior através de um sistema flexível das fachadas que poderiam refletir a luz do sol ou emitir luz à noite.

O coração dos jurados balançou fortemente com o projeto dos arquitetos Bernardes e Jacobsen (que depois realizaram o Museu de Arte do Rio). Mas também como não tirar o chapéu para a inovação de uma volumetria em blocos relativamente autônomos quase como um metaesquema do artista plástico Hélio Oiticica, apresentando possibilidades múltiplas de uso?

E não menos ousado foi o projeto do 
Tacoa Arquitetos Associados com um volume de concreto armado quase inteiramente selado que aterrissa no terreno com uma inclinação desconcertante. Mas talvez a radicalidade da empena cega para a praia tenha sido o grande ponto de distanciamento com a cultura carioca – atraibuto o projeto da 
Elizaberth Diller e Ricardo Scofidio soube aproveitar de uma forma incrível ao propor o boulevard vertical que transforma a alma encantadora das ruas em museu. Um ponto curioso é que até o concurso os arquitetos pouco sabiam do Rio e nunca tinha estado na cidade. Mesmo assim eles entenderam tudo.

O gênio japonês 
Shigeru Ban, seguindo sua crença em construções com materiais com baixa emissão de carbono, apostou numa impressionante pele de madeira em combinação com uma estrutura de concreto reforçado.

Numa onda totalmente diferente  
Isay Weinfeld Arquitetura apresentou blocos sobrepostos, uma praça elevada vazada, um interessante percurso lúdico através das escadas metálicas externas e a calçada como ponto de encontro.

Finalmente a 
Brasil Arquitetura apresentou um edifício de sete pavimentos, todo em concreto branco autolimpante com uma enorme abertura, ou fenda, que rasga a fachada a abre suas portas sobre o calçadão. O espaço interno também contava com uma seqüência de buracos de diversas dimensões, formas livres e  anômalas, para fazer a comunicação visual interna entre todos os pisos e permitirão a compreensão imediata do funcionamento do Museu.

E você? Como seria o seu desenho para o prédio do MIS em Copacabana? Mande seu desenho para a gente e descreva o que a sua arquitetura teria de mais legal.

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