A bossa nova de Armando Pittigliani no MIS


O produtor musical Armando Pittigliani é o homenageado de maio no Depoimentos para a Posteridade do MIS / Museu da Imagem do Som – equipamento da Secretaria de Estado de Cultura. O evento acontece na tarde do dia 29 de maio (terça-feira), às 14h, na sede da Praça XV e faz parte do projeto Bossa 60 Anos, do Museu da Imagem e do Som, que celebra as seis décadas do gênero musical.

Seus entrevistadores serão os jornalistas Antonio Carlos Miguel e João Albuquerque, o músico e compositor Roberto Menescal, além do empresário e proprietário da Toca do Vinícius, Carlos Alberto Afonso. Vale lembrar que o auditório tem capacidade para 50 pessoas, por isso é bom chegar cedo para garantir o lugar. A entrada é franca.

Armando Soares Pittigliani nasceu em Santos, São Paulo no dia 26 de dezembro de 1934. Iniciou sua carreira profissional em 1955, na Companhia Brasileira de Discos, que depois veio a se tornar Philips, Phonogram, PolyGram e, por fim, Universal Music. Por lá permaneceu até o ano de 1993. Começou como assistente no departamento de imprensa, passando também pelo internacional, produtor nacional e diretor artístico da gravadora, onde foi eleito pela Associação de Críticos de Arte de São Paulo como melhor produtor de discos em 1965, 1966 e 1967.

Pittigliani foi um dos responsáveis pelos primeiros discos de Bossa Nova gravados por artistas como Carlos Lyra, Nara Leão, Os Cariocas e Tamba Trio. Atuou, também, na produção musical de discos de Fafá de Belém, Baden Powell, Jair Rodrigues, Quarteto em Cy, Jackson do Pandeiro, com mais de 70 artistas e centenas de LPs produzidos ao longo de sua carreira.

Na produção de shows, atuou no Beco das Garrafas, reduto da Bossa Nova, com artistas como Jorge Ben, Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle, entre outros. Como diretor artístico realizou trabalhos em parceria com Elis Regina, Jair Rodrigues, Os Mutantes, Chico Buarque e Edu Lobo. Pioneiro no uso do marketing na indústria fonográfica, foi o primeiro a produzir um videoclipe de uma gravadora brasileira, com a cantora Maria Bethania.

Em 1993, após 38 anos de trabalho ininterrupto, desligou-se da PolyGram. Desde então, é presidente da ASP Produções Artísticas Ltda., através da qual presta assessoria a gravadoras e firmas de publicidade e atua na criação de projetos e produção de discos.

SOBRE OS DEPOIMENTOS PARA A POSTERIDADE

Em 1966, o MIS-RJ, inaugurou o projeto Depoimentos para a Posteridade, inédito programa de história oral criado para preservar a memória de diversos setores da cultura nacional, tais como a música, a literatura, o cinema e as artes plásticas. Atualmente conta com um acervo de mais de mil depoimentos, com quatro mil horas de material, gravado em áudio e vídeo, de figuras notáveis, como Nelson Rodrigues, Tarsila do Amaral, Fernanda Montenegro, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Nelson Motta, Ary Fontoura, Antonio Fagundes, Nicete Bruno, Zezé Motta, Neguinho da Beija-Flor, Zeca Pagodinho, Paulo César Pinheiro, Daniel Filho, Geraldo Azevedo, Dori Caymmi, Zé da Velha, Riachão, Antonio Cicero, Ronaldo Bastos, Paulo Barros, Roberto Menescal, Cesar Villela, Joyce Moreno, Claudette Soares, entre outros. Vale lembrar que todas as gravações ficam à disposição do público, nas salas de consulta do MIS, 48 horas depois do término da entrevista.